sexta-feira, 12 de junho de 2020

Intelectuais e estadistas


Com o artigo “Para militares que gostam de ler” (Folha de São Paulo de 12/Jun/2020), o Sr. Ruy Castro deu uma aula para os leitores. 
Em tom crítico e irônico, ele afirma que “o problema é que eles só devem ler autores militares”; e sugere uma sequência de grandes escritores, aos quais aduz Napoleão, dado que que “nossos generais, embora só comandem escrivaninhas e manobrem carimbos, devem admirá-lo”. 
E citando as máximas do corso, questiona por que eles “apoiam, por ação ou omissão, o governo Jair Bolsonaro”.
O Sr. Castro poderia aproveitar melhor seu tempo, olhar para dentro de si próprio e pesquisar quais são os intelectuais e estadistas brasileiros mais importantes da História. 
E de posse desse universo (amplo ou ínfimo?) indagar quais países e quais povos se deixaram influenciar pelos gênios da raça brasileiros; vale dizer por aqueles que descortinam os caminhos essenciais para o ser humano, bem como aqueles que empreendem as ações para atingir as metas colimadas pelos primeiros. 

Para a identificação dos intelectuais e estadistas, o Sr. Castro deveria começar lendo Platão, Aristóteles, Hobbes e Locke. 
Um interlocutor declarou que ele leu os filósofos nominados. Tudo bem, leu mas não entendeu, não aprendeu, repliquei. 
A tréplica: não se pode desconsiderar que a obra do Sr. Castro influenciou Cabral, Pezão, Rosa, Garoto, Lula, Dilma, Dirceu et al. E no exterior? Ah, Maduro, Chaves e Raul. Afinal, se ele não é assim tão talentoso, ele não é tão ordinário.
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 [Mensagens publicadas na Folha de São Paulo online de 12/Jun/2020. A rigor, o último comentário foi excluído pelo jornal logo depois da postagem].
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