quarta-feira, 17 de junho de 2020

Equilíbrio entre os Poderes da República


Com brilhantismo, o jornalista Hélio Schwartsman defende “uma interpretação robusta do alcance da liberdade de expressão”. E ele aduz “se alguém está convencido de que uma ditadura é o melhor caminho para o Brasil ou de que negros, judeus e homossexuais são intrinsecamente inferiores, deve ser livre para dizê-lo.” 
Contudo ele ressalva que “o que as autoridades precisam investigar no caso desses grupos que atacam a democracia é se estão instrumentalizando a liberdade de expressão para cometer ilícitos como calúnia, ameaça, associação criminosa ...”.
Para agregar valor à compreensão da complexa conjuntura que o País atravessa, seria conveniente que esse respeitável analista indicasse a diferença de abordagem com que os integrantes da Suprema Corte brasileira lidam com as questões em tela.
Eu diria que o Dr. Hélio Schwartsman tem razão. Comenta com equilíbrio. Mas deveria ter indagado com mais ênfase: só agora os questionamentos são válidos? Só agora magistrados resolveram acordar e descobrir ameaças à democracia? 
E quando isso era feito pelo Jacques Wagner, José Dirceu, Wadi Damous, Lula da Silva, Gleisi Hoffman, João Pedro Stedili e Mauro Iasi (todos autoridades da República e não meros apoiadores, que proferiram imprecações contra as instituições sem qualquer consequência por parte dos magistrados da Suprema Corte) isso não era igualmente ameaçador? 
Será que não tem um intelectual com juízo para fazer um alerta, indicar as sendas a trilhar, por todos?
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[Comentário formulado em face do artigo publicado na Folha de São Paulo de 17/Jun/2020]
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