domingo, 7 de março de 2021

Uma atriz e a apologia de regimes autoritários

A atriz Fernanda Torres publicou na Folha de São Paulo, a crônica “Apesar das pilhas de cadáveres o mito continua a ser venerado”, em que faz um relato das atrocidades do Mao Tse Tung, com o objetivo implícito de caracterizar, por semelhança, o presidente Bolsonaro. 

Seria melhor que ela tivesse a estatura requerida e tratasse de analisar a autoridade brasileira sem recorrer a tegiversação. Nesse mister, há dois requisitos fundamentais: a coragem e a verdade. Pelejar fora desses dois atributos é navegar a bordo da comédia e da tragédia, em mar de estupidez, o que para uma atriz travestida de colunista é no mínimo razoável.

Navegar no mar da ironia é preciso; sem subterfúgio.

 

Excelente anatomia não apenas do regime de Mao, mas dos liderados por Stálin, Hitler, Pol Pot, Mussolini, Fidel Castro e Hugo Chaves. 

Excelente denúncia daqueles que admiram, defendem e apoiam esses hediondos personagens. 

Excelente apologia daqueles que se arriscaram para impedir que os respectivos regimes se instalassem no Brasil.

Excelente fonte para aqueles que exercitam a faculdade de pensar e pelejam para que cada dia seja melhor do que o antecessor. 

O êxito foi maior do que o pretendido.

 

Dois leitores se insurgiram contra meu comentário e trataram meus argumentos de forma estranha. Um deles citou o presidente Médici na companhia dos ditadores que citei. O outro alegou que Mao fez o que foi relatado em nome de uma ideologia e indagou o que fazem os seguidores de Olavo de Carvalho e Golbery.

 

Mao sabia ler, mas em face de sua vocação hedionda, não identificava a diferença entre Platão e Aristóteles; entre Tomas Hobbes e John Locke; e entre Karl Marx e Adam Smith. 

Os seguidores de Lênin, Stalin e Mao até leem os pensadores citados, mas por suas limitações neuronais, também não conseguem inferir as diferenças (quer dizer, a doença impede!).

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[Divulgado na Folha de São Paulo online de 7/Mar/2021]

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