sábado, 19 de setembro de 2026

Desculpas versus decência e ética

Com o equilíbrio e a lucidez habituais, o cientista político publicou no Estadão o artigo “As desculpas de Cármen Lúcia”, atinente à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo objetivo era determinar se o ministro Alexandre de Moraes deveria ser julgado pela associação com o banqueiro Daniel Vorcaro, líder da organização criminosa que perpetrou vários crimes entre os quais a corrupção envolvendo o meio político, jurídico e empresarial brasileiro.

O subtítulo do mencionado artigo com uma avaliação contundente da malfadada sessão é transcrito a seguir.

“Ministra e muitos de seus colegas devem desculpas por falharem na única obrigação em que uma Suprema Corte não poderia ter falhado: garantir a vigência das leis e da Constituição”. 

Concordando com o articulista, expresso minha opção e vocação pela defesa da decência, da liberdade e da verdade.

Pedido de desculpas deve partir de quem tem compromisso com a decência, com a verdade, com a liberdade e com a ética; deve partir de quem tem compromisso com o combate à corrupção e com a aplicada justiça aos malfeitores; deve partir de quem se espelha nos vultos históricos que tiveram assento no STF; e deve partir de quem tem vergonha e sentimentos similares diante das aleivosias praticadas por si próprio e pelos demais. Simples assim! Isso que não existe nos homens públicos da atual conjuntura. Que venham as transformações para pavimentar o caminho das próximas gerações.


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