Alliana versus Lula
Em visita à empresa Avibras Aeroco, em Jacareí-SP, no dia 24 de junho, referindo-se à guerra travada entre o Brasil e o Paraguai, no período 1964 e 1870, o presidente Luís Lula da Silva fez declaração que foi considerada afronta no país vizinho. O Sr. Lula afirmou que “nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos”.
Em retaliação, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, respondeu o comentário feito pelo presidente brasileiro, declarando que “a Guerra Guasú [nome que os paraguaios deram ao conflito] deixou nosso país em ruínas; nos reerguemos com coragem de ferro e fortaleza titânica. Devemos falar desse episódio com franqueza histórica. Foi um capítulo vergonhoso, orquestrado por meio de um tratado funesto para destroçar nossa nação. Essa guerra, que massacrou nossas crianças, incendiou hospitais e saqueou Assunção, enluta nossa memória.”
Ademais, o vice-presidente Alliana acrescentou que “estamos trabalhando para o futuro, mas a devolução do canhão El Cristiano, dos arquivos e das relíquias históricas pelo Brasil poderia servir como um gesto de fraternidade para ajudar a reparar esse passado.”
[O Sr. Lula] terá que devolver tudo o que foi levado no Mensalão, Petrolão, Lava-Jatão, Vorcarão e demais conflitos de corrupção, como um gesto de respeito com o povo brasileiro.
Terá que devolver os responsáveis para as penitenciárias [e ele próprio seguir junto!], como um gesto de homenagem à senhora que está presa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque pintou com batom a estátua da Justiça.
Então, aí o Brasil poderá devolver o canhão, como um gesto de fidalguia diplomática com o povo paraguaio. A ética, a justiça e a história agradecerão.
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