O editorial do Estadão com o título “Pesquisa confirma a brutal perda de credibilidade do STF. Ministros precisam levar a palavra ‘ética’ a sério”, apresenta a seguinte sugestão: “Fachin e a ministra Cármen Lúcia, remanescentes da minoria vencida em 2023 e defensores do código de ética, precisam convencer seus colegas de que o resgate da Corte passa pela coragem de reparar seus próprios erros – antes que outros o façam.”
É muito difícil imaginar solução para a atual conjuntura político-judicial brasileira. Os integrantes do mais alto patamar do Poder Judiciário mergulharam a Suprema Corte num lamaçal repulsivo e de difícil saída.
De fato, não adianta insistir na adoção do código de ética. Com certeza, é preciso coragem para a transformação, até porque o procedimento ético depende do caráter do ser humano. O mau caráter é portador natural de doença que se contrapõe à ética. Não há solução ética quando a organização é integrada por gente cujo caráter é envolvido por morbidade.
Ser magistrado depois de ter sido reprovado em concurso para juiz; ter esposa que advoga em causas que podem chegar à Suprema Corte; ter atividades empresariais incompatíveis com a condição de magistrado; manter associação com integrante de organização criminosa praticante dos maiores escândalos de corrupção; e outras atividades hediondas são indicadores que apontam para a impossibilidade de se alcançar o objetivo fundamental de tornar o mundo melhor — aí incluída a prática da justiça.
Então, é preciso varrer as dependências de organização integrada por gente que ignora a decência, a verdade e a ética. A varredura inclui entes cujos atributos os assemelham a lixo da pior espécie.
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