terça-feira, 8 de setembro de 2026

Resultados do PISA 2025


A OECD (Organization for Economic Cooperation and Development) divulgou os resultados da avaliação dos estudantes de 91 países e economias, o chamado PISA (Programme for International Student Assesment), referente a 2025, cujos testes abrangem 4 campos do conhecimento: leitura, matemática, ciências e resolução de problema por meio de ferramentas computacionais.

De acordo com essa avaliação, houve “um recuo global de desempenho expõe a perda de concentração e atenção dos jovens — além da diminuição do hábito da leitura — em um mundo cada vez mais transformado pelo excesso de telas e pela inteligência artificial.”

No que se refere ao Brasil, os estudantes continuam se colocando entre os estudantes dos 20% de países com piores resultados. Contudo, apresenta dados que “em uma análise de 20 anos, o balanço é de que o Brasil incluiu mais crianças na escola, avançou nos resultados e reduziu a distância para as nações ricas, que sofrem com uma inédita crise de aprendizagem.


A seguir, as dramáticas constatações, citando apenas os países latino-americanos! 

Em Leitura, o Brasil é o 52º. colocado, atrás de Chile, Uruguai e Costa Rica.

Em Ciências, o Brasil é o 67º., atrás de Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México.

Em Problemas Computacionais, o Brasil é o 69º., atrás de Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Peru, Colômbia e Equador.

Em Matemática, o Brasil é o 71º. (lamentavelmente, a pior colocação das 4 áreas avaliadas), atrás do Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia.

Uma curiosidade curiosa: nas quatro áreas avaliadas estamos à frente da Argentina. Não é apenas Pelé, o melhor de todos os tempos; e os cinco campeonatos mundiais de seleção. É estranho!

Olhando os 91 países e economias com estudantes avaliados, estamos aproximadamente entre os 25% piores.

Quer dizer, fica bem explicado porque os brasileiros elegem líderes responsáveis pelo Mensalão, Petrolão, CelsoDanielzão, Toninhão, INSSião, Correião, Marcolão, Mulinhão e, agora, STFão. É o trágico impacto de educação indigente, potencializado por 100 milhões de cidadãos sem esgoto sanitário e o terrível choque na saúde; a elevada criminalidade em geral e no trânsito; a corrupção desenfreada; e a impunidade resultante da hedionda situação da aplicação da justiça. E que dúvida não reste: cidadãos, jornalistas, comunidade acadêmica e intelectualidade em geral são responsáveis por essa distopia.

A constatação, a indignação, ..., mas e a solução?

As seguintes proposições podem contribuir inequivocamente para melhorar a educação no Brasil:

1) avaliar e identificar as ações dos diretores e professores das escolas com melhor desempenho, até porque, mesmo no setor público, há escolas com desempenho satisfatório; 

2) propiciar curso de treinamento — a ser repetido, com viés atualizado e aperfeiçoado, com frequência semestral — para todos os diretores e professores das demais escolas, com base nas ações identificadas nas melhores escolas; 

3) estabelecer metas de desempenho e resultados para todas as escolas; 

4) adotar medidas de estímulo para os diretores e professores das escolas que atingirem as metas estabelecidas (inclusive estímulo de ordem financeira); 

5) substituir os diretores e professores das escolas classificadas entre as 10% de piores desempenho e resultados; 

6) condicionar a concessão de recursos financeiros do governo federal para os governos estaduais ao cumprimento das metas de desempenho e resultados das respectivas escolas — idêntico procedimento para concessão de recursos para os municípios; e

7) instituir medidas punitivas — aí incluída a perda de cargo, no caso de repetição de mau desempenho — para os governadores, prefeitos e respectivos secretários de educação que não adotarem as medidas estabelecidas e não atingirem as metas preconizadas.

Em síntese, avaliação e premiação continuadas e permanentes, e punição, com a mobilização subjetiva, psicológica e até mesmo espiritual, se possível — enfatizo: avaliação, premiação e punição continuadas e permanentes!

Ademais, as discussões sobre os problemas de educação no Brasil devem ocorrer habitualmente nos cabeleireiros, nas mesas de bar, nas igrejas, na mídia, nos debates políticos (em especial, nas campanhas eleitorais), ..., isto é, sempre e em todos os lugares. 

Sim, até mesmo porque a educação deve ser a primeira prioridade na gestão pública nos níveis federal, estadual e municipal e, sobretudo, na visão de todos os cidadãos que aspiram por um País melhor e com igualdade de oportunidade para todos. 

Que haja incentivo e estímulo para discussões e debates, amplos e irrestritos.


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PISA

Programme for International Student Assessment (PISA)

  • What it is: An international study run by the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD).
  • Who it tests: 15-year-old students from over 100 countries and economies.
  • What it measures: How well students apply their knowledge in reading, mathematics, and science to real-world problems, rather than just memorizing facts.
  • Why it matters:

 Governments use the results to compare their educational systems globally and improve school policies


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