segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Nacional-socialismo e socialismo real

O intelectual liberal Roberto Motta publicou na Gazeta do Povo o artigo “O que não te contaram sobre esquerda e direita: duas ideias essenciais”. Em realidade, ele está se referindo às ideias ou aos princípios do socialismo. Quais são eles? 

“O primeiro é o fim da propriedade privada”, uma vez que os socialistas acham que os bens materiais devem ser distribuídos de uma forma mais justa. 

“O segundo princípio socialista é ter o Estado como controlador de todas as relações econômicas, políticas e sociais”, dado que tudo precisa ser definido, planejado e regulado pelo Estado; ao cidadão cabe apenas obedecer.

Sem me opor frontalmente às proposições mencionadas, postei comentários apontando simplificações relativas ao ideário do articulista.


Senhor Motta, a sua crônica está excelente, porém muito sofisticada e intelectualizada. Vamos simplificar. Coloquemos os pingos nos ‘is’! 

O nacional-socialismo é socialismo? Com certeza, é! O socialismo real é socialismo? É claro que sim! 

Bom, na Alemanha, o primeiro aniquilou 6 milhões de pessoas, o que equivale a 12% da população alemã (da ordem de 49 milhões de habitantes, na década de 1940). Na Rússia, China, Camboja, Cuba e Coreia do Norte, o outro exterminou cerca de 100 milhões de pessoas, o que perfaz 11% do somatório das respectivas populações (cerca de 990 milhões de habitantes, nas décadas de 1940 e 1950). 

Então, o socialismo e suas versões puxadinhas suprimem a liberdade e assassinam cidadãos. Muito simples! Não é preciso soletrar nem separar as sílabas. Basta estimular a arte de somar!


Acrescentei algo que é de simplicidade insuperável, para caracterizar as semelhanças entre o nacional-socialismo e o socialismo real — ou seja, entre o nazismo e o comunismo.


Ademais, o que difere a esquerda da direita? 

Ponha-se de pé, fique de frente para o Norte e abra os braços — o braço direito se volta para o Leste e o braço esquerdo para o Oeste. 

Agora gire e fique de frente para o Sul, com os braços abertos — nesse caso, o braço direito se volta para o Oeste e o braço esquerdo para o Leste. 

Com esse subterfúgio, constata-se que a esquerda e a direita se equivalem. 

Há similaridade nos sistemas ideológicos. Não tem sentido diferenciar a esquerda da direita, isto é, ambas suprimem a liberdade (política, religiosa, de expressão et al), abolem a propriedade privada (ou entregam-na a apaniguados), conspurcam a justiça e praticam assassinato de oponentes. 

Bom, mas isso todos sabem!


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domingo, 2 de agosto de 2026

O futebol e a política

Os analistas têm tentado insistentemente avaliar e caracterizar as causas do insucesso da seleção brasileira de futebol nos últimos tempos, especialmente, na Copa do Mundo no México, EUA e Canadá.

Ultimamente, um aspecto tem sido explorado com mais ênfase: a cultura de exaltação individual dos jogadores. Nesse sentido, o desempenho coletivo da seleção estaria sendo impactado negativamente e, por óbvio, o mais relevante fator de sucesso nesse esporte estaria num nível insatisfatório. Será?


Do ponto de vista da gestão — que funcionou de forma eficaz, especialmente, em 1958 e 1970 — no futebol, estamos rigorosamente coerentes com o que ocorre com a alta gestão governamental de nosso rico e poderoso, mas malsinado País.

Mesmo com enorme base territorial, grande população e recursos naturais incalculáveis, estamos com os maiores índices de corrupção do mundo, com o apoio governamental para as organizações criminosas, com 100 milhões de brasileiros sem esgoto sanitário, com os piores índices educacionais do mundo e outros indicadores que indignam e envergonham. 

Ora, não foi exatamente essa conspurcação de boas práticas que imperou na Confederação Brasileira de Futebol nos últimos 4 anos? 

E o que piora tudo: tem gente que gosta, apoia, defende e contribui para manter esse estado de coisas — muita gente mesmo! 

Será que na política será como no futebol, isto é, solução possível somente em 2030? Esperemos outubro para ver no que vai dar. Só depende de cidadãos decentes e amantes da liberdade e da verdade!


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Falsidades na pandemia

O médico infectologista Anthony Fauci foi convocado pelo Parlamento dos Estados Unidos, para prestar depoimento sobre suas ações por ocasião da pandemia do coronavírus. Os senadores que o interrogaram causaram-lhe uma avassaladora desmoralização pública por causa das supostas mentiras e falsidades sobre a doença Covid-19, praticadas por ele, quando chefiava o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NAIDI). 


É difícil entender a razão pela qual os apoiadores e defensores da gestão pública que praticam a maior corrupção da história, apoiam os integrantes de organizações criminosas, concordam com a existência de 100 milhões de brasileiros sem esgoto sanitário e contribuem para que o Brasil tenha os piores índices educacionais do mundo, são defensores da figura do médico Fauci, que contribuiu para financiar as pesquisas do coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan, na China. Muito difícil mesmo!


Em face de mensagem grosseira e ofensiva de um leitor, postei a resposta apresentada a seguir. Curiosamente, no dia seguinte a equipe do Estadão excluiu a mensagem do cidadão agressor.


É muito fácil perceber a qualificação humana, intelectual, política e ética daqueles que postam comentário neste ambiente. 

É muito fácil imaginar a orientação recebida no âmbito familiar (lembrando que alguns são orgulho dos genitores outros os envergonham). 

É muito fácil assimilar o padrão de elegância ou grosseria, talento ou desqualificação, e afeição pela virtude ou apego ao lamaçal. 

É muito fácil identificar a escolha política: vocação pela liberdade e verdade ou opção pela corrupção e pelo apoio à criminalidade e outros vícios dos doentes ideológicos. 

Basta ler o que escrevem e como escrevem. 

Não é preciso sabedoria para identificar a doença cerebral perigosa e incurável. 

Não é preciso agressão nem ofensa para transmitir a podridão do lamaçal onde os seres ora caracterizados sentem prazer em rastejar. 

Simples, muito simples! Tão simples quanto a brisa suave que alivia a tensão; tão simples quanto o sorriso de uma criança que emociona. 

Enfim, envidemos esforço para construir um mundo melhor, inclusive para os seres que estão em estado de dor, sofrimento e angústia.


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Evento literário e política

Foi noticiado que compareceram à Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) as seguintes personagens: deputada Erika Hilton, ministra Carmen Lúcia e a jornalista Míriam Leitão, dando um tom político; bem como o cardeal poeta José Tolentino Mendonça e Dom João de Orleans e Bragança, que proferiu palestras sobre seu livro Dom Pedro II por Dom Pedro II e sobre “Educação e Humanidade em Santo Agostinho”.

Conquanto a participação do cardeal e do herdeiro real tenha capturado elogios do articulista Francisco Escorsim, ele não renunciou ao viés crítico e caracterizou o evento como “literatura abandonada ou pastoreada pela política,...”, especialmente pela presença de parlamentar, acompanhada de outros políticos, e das palestras da jornalista Míriam Leitão e ministra Carmen Lúcia sobre Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.


Será que na Flip há algum livro que explica por que mesmo com enorme base territorial, grande população e recursos naturais incalculáveis, o Brasil tem os maiores índices de corrupção do mundo, o apoio governamental para as organizações criminosas, 100 milhões de brasileiros sem esgoto sanitário, e os piores índices educacionais do mundo, bem como outros indicadores que indignam e envergonham?


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sábado, 1 de agosto de 2026

Filme “Odisseia” - 8 – [The Times of Israel]

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‘The Odissey versus Tanakh

The rabbi Benjamin Resnick published an excellent article in the newspaper The Times of Israel titled “What I Learned Watching the Movie ‘The Odyssey’ in Tel Aviv” in which he draws a comparison between the goals of the characters in Homer’s ‘The Odyssey’ and those found in the Jewish holy scripture, the ‘Tanakh’.

Mr. Resnick declares:

“it is indeed remarkable — and not to be taken for granted — that stories written thousands of years ago, whether in Hebrew or Greek or Sanskrit, can still speak to us and inspire great art. But whereas The Odyssey remains an object of fascination, the Tanakh is both an object of fascination and of passionate devotion. It is possible that Helen’s face once launched a thousand ships. It is certain the unfinished journey of Abraham still guides billions of lives — the lives of Jews, of course, and many others. Why? What distinguishes the Tanakh from many other ancient epics, giving it not only the power to inspire but also the power to command?”

And he tries to answer this question saying:

“unlike Homeric epics, Tanakh stories demand midrash to fill in the gaps. They are not written with exhaustive specificity, and they are not told in order to astound, entertain or beguile. They are told to be generative and to give their readers a chance to uncover deep truths that the stories themselves only gesture towards. They are not arguments or expositions, but offerings to the imagination. They are odysseys of interpretation, questioning, reading and endless re-reading. And so they finally attain the immortality for which lesser heroes die searching.”


Now, my vision about Nolan’s movie:

There are so many distortions in Mr. Nolan’s ‘The Odyssey’ that the film ought to bear a different name. My suggestion is ‘The Nolaney’.

While a director is free to do whatever strikes his fancy, he has no right to appropriate one of the greatest works of world literature and impose modifications upon it—to the point where those lacking the privilege of a high level of cultural literacy (especially the young) come to admire Nolan’s work as if it were Homer’s.

Let it be clear, then: freedom—a fundamental human attribute—was exercised in the film ‘The Odyssey’ in an inappropriate manner, reminiscent of the tactics of a dishonest organization. An exaggeration? No! After all, tarnishing a universal masterpiece corrupts education and fundamental human values. In short, the film runs counter to the pillars of freedom, truth, and ethics.

Instead of watching the film, a wise teacher would recommend reading the book ‘The Odyssey’ and other works by the Greek author.

After reading Mr. Benjamin Resnick’s article, that wise professor would certainly recommend also reading the article “What I Learned Watching ‘The Odyssey’ in Tel Aviv.” Forget Mr. Nolan’s film.


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‘A Odisseia’ versus Tanakh

O rabino Benjamin Resnick escreveu o excelente artigo “O que eu aprendi assistindo ao filme ‘A Odisseia’ em Telaviv”, onde faz uma comparação entre os objetivos dos personagens do livro ‘A Odisseia’, de Homero, e a Bíblia sagrada dos judeus, o Tanakh.


O Sr Resnick afirma o seguinte:

“É realmente notável — e não deve ser dado como certo — que histórias escritas há milhares de anos, seja em hebraico, grego ou sânscrito, ainda possam falar-nos e inspirar grande arte. Mas enquanto a Odisséia continua sendo um objeto de fascínio, o Tanakh é ao mesmo tempo um objeto de fascínio e de devoção apaixonada. É possível que o rosto de Helena já tenha lançado mil navios. É certo que a jornada inacabada de Abraão ainda guia milhares de milhões de vidas – as vidas dos judeus, claro, e de muitas outras. Por que? O que distingue o Tanakh de muitos outros épicos antigos, dando-lhe não apenas o poder de inspirar, mas também o poder de comandar?


E ele tenta responder a essa indagação afirmando:

“Ao contrário das epopeias homéricas, as histórias do Tanakh exigem a emoção e o sentimento para preencher as lacunas constatadas no texto bíblico. Elas não são escritas com especificidade exaustiva, nem são narradas com o intuito de assombrar, entreter ou fascinar. São contadas para serem geradoras de sentido e para oferecer aos leitores a oportunidade de descobrir verdades profundas que as próprias histórias apenas sugerem. Não são argumentos ou exposições, mas sim ofertas à imaginação. São odisseias de interpretação, questionamento, leitura e releitura incessante. E, assim, alcançam finalmente a imortalidade que heróis menores morrem tentando encontrar.”


Agora, a minha visão sobre o filme do Sr. Nolan!

Há tantas distorções em 'A Odisseia' do Sr. Nolan que o filme deveria ter um nome diferente. Minha sugestão é 'A Nolaneia'.

Embora um diretor seja livre para fazer o que lhe der na telha, ele não tem o direito de se apropriar de uma das maiores obras da literatura mundial e impor modificações a ela — a ponto de aqueles que não têm o privilégio de um alto nível de alfabetização cultural (especialmente os jovens) passarem a admirar a obra de Nolan como se fosse a de Homero.

Que fique claro, então: a liberdade — um atributo humano fundamental — foi exercida no filme 'Odisseia' de maneira inadequada, lembrando as táticas de uma organização desonesta. Um exagero? Não! Afinal, macular uma obra-prima universal corrompe a educação e os valores humanos fundamentais. Em suma, o filme vai contra os pilares da liberdade, da verdade e da ética.

Em vez de assistir ao filme, um professor sábio recomendaria a leitura do livro 'A Odisseia' e de outras obras do autor grego.

Após ler o artigo do Sr. Benjamin Resnick, o sábio professor certamente recomendaria ler também o artigo “O que eu aprendi assistindo ao filme ‘A Odisseia’ em Telaviv.” Esqueça o filme do Sr. Nolan.


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Nota.

O Tanakh (ou Tanach) é a Bíblia Hebraica, o livro sagrado do judaísmo, formado por três partes: Torá (A Lei), Nevi'im (Os Profetas) e Ketuvim (Os Escritos). A palavra é uma sigla criada com as letras iniciais dessas três divisões em hebraico.

As Três Partes do Tanakh

– Torá (A Lei):

–> Os cinco primeiros livros (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

–> Contém a história inicial do mundo e as leis dadas a Moisés.

– Nevi'im (Os Profetas):

–> Livros históricos e proféticos como Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías e Jeremias.

–> Mostram a trajetória e as mensagens espirituais do povo de Israel.

– Ketuvim (Os Escritos):

–> Textos poéticos, históricos e filosóficos como Salmos, Provérbios, Jó e Daniel.

–> Reúnem orações, sabedoria de vida e cânticos sagrados.

Relação com a Bíblia Cristã

O conteúdo do Tanakh é basicamente o mesmo do Antigo Testamento das Bíblias cristãs, mas a ordem dos livros é diferente e ele não inclui o Novo Testamento.

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Atributos do morador do Palácio Alvorada

Em entrevista para o jornalista Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, o presidente Luís Inácio Lula da Silva fez uma série de reclamações relativas ao Palácio da Alvorada, enfatizando que “a residência oficial da presidência é ‘desagradável’ e até ‘desumana’ ”.

Postei junto ao artigo do Estadão que divulgou a notícia, o comentário apresentado a seguir.


O Palácio Alvorada se destina à moradia de quem:

– gosta de trabalhar;

– pratica a verdade;

– abomina a corrupção;

– possui familiares que não se valem do poder para usufruir benesses ou para enriquecimento;

– dá prioridade para educação, saúde, segurança e infraestrutura (nessa ordem);

– condena qualquer ditadura;

– estabelece relações diplomáticas eficazes com os países vizinhos;

– apoia incondicionalmente as atividades produtivas;

– defende a aplicação rigorosa da justiça para os integrantes de organizações criminosas;

– age na busca de igualdade de oportunidade para todos;

– prega e age pelo respeito a todos cidadãos, independentemente de raça, cor, gênero, origem, ideologia e outras diferenças; 

– não reclama enquanto o poder público não resolver o problema de 100 milhões de brasileiros não dispõem de esgoto sanitário; e

– vale-se em todas as circunstâncias de liberdade, verdade e ética.

Enfim, o Palácio da Alvorada deve acolher aqueles que labutam pela construção de um mundo melhor para o ser humano.


Ademais, acrescentei um comentário adicional.


Por óbvio, essas proposições deveriam fazer parte do discurso dos candidatos à Presidência da República.

Lamentavelmente, nenhum deles está tratando desses assuntos.


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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Chamar o ladrão de “ladrão” não é crime

O Deputado Federal Van Hatten foi processado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por chamar o presidente Lula de “ladrão”. A Justiça rejeitou o pedido de indenização e condenou o PT ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.


Para alguns, a verdade e virtude, para outros é dor. Para alguns, a verdade é prevalência de ação sublime, para outros é de ação causadora de vergonha descarada. 

De qualquer sorte, a justiça corrobora e valida a virtude dos saudáveis, bem como a dor e a vergonha dos doentes. 

Ademais, chamar alguém pelo adjetivo de sua faculdade vocacionada e preferida não é crime. Crime é valer-se dessa faculdade para pensar, refletir e agir. Crime é abandonar o bom senso, a razão e a lógica para usufruir dos frutos podres da semeadura e da colheita. 

Mesmo aqueles que tem distopia no cérebro, tem capacidade de entender tudo o que ora foi professado, sem qualquer ofensa ou agressão.


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