sábado, 18 de abril de 2026

The departure of a remakable Brazilian – 2 – [The New York Times]

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

The American journalist Nick Friedell published an article in The New York Times entitled “Steve Kerr on Oscar Schmidt in wake of Brazilian great’s death: ‘A beautiful player’ ”.

In this magnificent article, Friedell conveys the testimony of Steve Kerr, basketball coach of the Warriors. I highlight the following statements:

“Kerr mentioned a memory about Schmidt that has stuck with him for 40 years. It was when Kerr, as a member of Team USA, tore an ACL in the semifinals of the FIBA world championships in Madrid in 1986. Schmidt, the star of the Brazilian team playing against the Americans, helped pick Kerr up and carried him off the floor.

“He literally picked me up, carried me off the floor,” Kerr said. “It was an incredible gesture on his part, and over the next few years, he really exploded. Didn’t he have like 48 against Team USA a few years later?

“It was actually 46 points against the Americans in the gold-medal game of the 1987 Pan American Games. He then had 31 against Team USA a year later at the Seoul Games, the last time the U.S. sent a team of college players to the Olympics.

[............]

“I always admired him so much,” Kerr said. “I was so sad to hear about the news today. Only 68. The guy was absolutely beloved in Brazil, so to all our Brazilian fans, I want to say my condolences, and from the Warriors, we’re feeling for you.”


I expressed special thanks to the journalist and to Oscar's former basketball rival.


Thank you very much Mr. Friedell and Mr. Kerr for your testimonies. Mr. Schmidt was not only a great basketball player, he was a phenomenal human being. He contributed to making the world a better place for everyone. He will always be remembered for his unsurpassed virtues.


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A partida de um brasileiro notável – 2


O jornalista americano Nick Friedell publicou no jornal The New York Times o artigo “Steve Kerr sobre Oscar Schmidt após a morte do craque brasileiro: 'Um jogador belíssimo' ”.

Nesse magnífico artigo, Friedell transmite o testemunho de Steve Kerr, técnico de basquetebol do time Golden State Warriors, de São Francisco, na Califórnia. Destaco a seguinte declaração:

“Kerr mencionou um evento de 40 anos atrás, quando ele, como integrante do time de basquete dos EUA, na semifinal do campeonato mundial de Madrid em 1986, caiu na quadra e rompeu o ligamento cruzado anterior. Então, Oscar a estrela do time brasileiro jogando contra os americanos, levantou Kerr e o carregou para a lateral da quadra. [...] 

“Foi um gesto incrível de sua parte, e nos próximos anos, ele realmente explodiu. Ele fez 48 pontos contra a equipe americano alguns anos mais tarde.

“Ele fez 46 pontos e ganhou a medalha de ouro contra a equipe americana nos Jogos Panamericanos de 1987. E ele fez 31 pontos contra a equipe americana no ano seguinte nos Jogos Olímpicos de Seul, a última vez que os EUA enviaram um time de universitário para a Olimpíada.

“Eu sempre o admirei muito. Eu fiquei muito triste ao receber hoje a notícia de seu falecimento. Apenas 68 anos! Ele era absolutamente amado no Brasil, então, para todos os fãs brasileiros, eu quero expressar as condolências, minhas e dos Warriors. Nós estamos sentindo muito.”


Eu expressei um especial agradecimento ao jornalista e ao ex-adversário de Oscar no basquetebol.


Muitíssimo obrigado Sr. Friedell e Sr. Kerr por seus testemunhos. Oscar era não apenas um excelente jogador de basquete, ele era também um ser humano fenomenal. Ele aspirava e agia para construir um mundo melhor para todos. Ele será sempre lembrado por suas inigualáveis virtudes.


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The departure of a remarkable Brazilian - 1 – [Wall Street Journal]

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

Sadly, the great Brazilian basketball player Oscar Schmidt has left us. A legend is gone. His eternal example, his enduring legacy, remains: he chose not to play basketball in the NBA in the United States to remain playing for the Brazilian national team, since accepting a move to the American league would have prevented him from representing his country. 

He amassed an unparalleled number of records in his remarkable athletic career. He earned the magnificent admiration of those who knew him, for his upright conduct and unwavering commitment to surpass the limits of his opponents and even his own.


The player Schmidt was responsible for the Brazilian basketball team's victory against the United States team in the 1987 Pan American Games, where Brazil won the final game 120-115. 

He participated in 5 Olympic Games — 1980, 1984, 1988, 1992 and 1996 (a record, tied with Puerto Rican Teófilo Cruz and Australian Andrew Gaze). 

He is the highest scorer in Olympic basketball history: 1093 points. 

He holds the record for most points in an Olympic game: 55 points against Spain, in 1988. 

He holds the record for most points in a World Basketball Championship: 893 points. 

He was the world record holder for points in basketball, with 49,737; a record that was only surpassed by LeBron James in 2024. 

Beyond being a great basketball player, he was considered an exceptional human being and contributed to building a better world for everyone. He will always be remembered for his exceptional virtues.

R. I. P. Oscar Schmidt.


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Le départ d'un Brésilien remarquable


C’est avec une profonde tristesse que nous annonçons le décès du grand Oscar Schmidt. Une légende s’est éteinte. Son exemple, son héritage, demeurent : il a choisi de ne pas jouer en NBA aux États-Unis pour rester fidèle à l’équipe nationale brésilienne, car un transfert en ligue américaine l’aurait empêché de représenter son pays. 

Au cours de son incroyable carrière sportive, il a accumulé un nombre inégalé de records. Son intégrité et son engagement sans faille à se surpasser, tant face à ses adversaires qu’à lui-même, lui ont valu l’admiration de tous, proches ou lointains.


Le jouer Schmidt a mené l'équipe brésilienne de basketball à la victoire contre les États-Unis lors des Jeux panaméricains de 1987, où le Brésil s'est imposé 120 à 115 en finale. 

Il a participé à 5 Jeux olympiques — 1980, 1984, 1988, 1992 et 1996 (un record, à égalité avec le Portoricain Teófilo Cruz et l'Australien Andrew Gaze). 

Il est le meilleur marqueur de l'histoire du basketball olympique avec 1.093 points. 

Il détient également le record du nombre de points marqués lors d'un match Olympique : 55 points contre l'Espagne, en 1988. 

De plus, il détient le record du nombre de points marqués lors d'un Championnat du monde de basketball : 893 points. 

Il a été le détenteur du record du monde de points marqués en basketball, avec 49.737 points, un record qui n'a été battu que par LeBron James en 2024. 

Au-delà d'être un grand joueur de basketball, il était considéré comme un homme exceptionnel qui a contribué à bâtir un monde meilleur. On se souviendra toujours de lui pour ses qualités exceptionnelles. 

Repose en paix, Monsieur Schmidt.


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A partida de um brasileiro notável


Lamentavelmente, o grande Oscar Schmidt nos deixou. Foi-se uma lenda. Fica o eterno exemplo, a eterna referência, de quem renunciou a jogar basquetebol na NBA, nos Estados Unidos, para permanecer jogando pela seleção brasileira, uma vez que se aceitasse seguir para a liga americana, ele não poderia participar da seleção de seu país. 

Ele acumulou uma inigualável quantidade de recordes em sua virtuosa carreira de atleta. Ele acumulou uma magnífica admiração daqueles que com ele conviveram ou apenas o conheceram, pela retidão de comportamento e pelo inquebrantável compromisso de envidar esforço para superar os limites dos adversários e até seus próprios limites.


Oscar foi o responsável pela vitória da equipe brasileira de basquetebol, contra a equipe dos Estados Unidos no Torneio Panamericano de 1987, em que o Brasil ganhou a partida final, por 120 a 115. 

Ele participou de 5 Olimpíadas — 1980, 1984, 1988, 1992 e 1996 (um recorde, empatado com o porto-riquenho Teófilo Cruz e com o australiano Andrew Gaze). 

Ele é o maior pontuador dos Jogos Olímpicos de basquetebol: 1093 pontos. 

Ele tem a maior quantidade de pontos em um jogo de Olimpíada: 55 pontos, contra a Espanha, em 1988. 

Ele tem a maior quantidade de pontos em campeonatos mundiais de basquetebol: 893 pontos. 

Ele era o recordista mundial de pontos, em basquetebol, com 49.737; e só em 2024, LeBron James superou esse recorde. 

Afora um grande jogador de basquetebol, ele era considerado um ser humano excepcional e contribuiu para a construção de um mundo melhor para todos. Ele será sempre lembrado por suas excepcionais virtudes.

R. I. P. Oscar Schmidt.


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terça-feira, 14 de abril de 2026

Tese favorável à corrupção


O governo do presidente Lula — ex-honesto, ex-corrupto, ex-condenado e ex-encarcerado — está envidando esforços para investir no Supremo Tribunal Federal (STF) o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), advogado Jorge Messias.

Recentemente, esse controvertido personagem defendeu tese de doutorado na Universidade de Brasília (UnB), na qual defende o ideário do Partido dos Trabalhadores (PT), com narrativas contra o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, contra as apurações do escândalo de corrupção da Lava-Jato e a favor das acusações e prisões de cidadãos envolvidos na falsa tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

É conveniente contextualizar a tentativa de emplacar mais um aliado da corrupção na Suprema Corte brasileira que se contrapõe aos mandamentos de notável saber jurídico e ilibada conduta.


Nas Supremas Cortes dos EUA e do Reino Unido, e nos Tribunais Constitucionais da França e da Alemanha, não há magistrado em alguma das seguintes condições: 

  • reprovação em concurso para juiz; 
  • prestação de serviços para organização criminosa; 
  • advocacia para condenado por assassinatos em país democrático, mediante a alegação de sua inocência;
  • militância em campanha eleitoral de partido responsável por corrupção; e 
  • trabalho da respectiva esposa em escritório de advocacia cuja causa possa ser levada à Suprema Corte.


Adicionalmente, não há magistrado em alguma das seguintes condições: 

  • prática de atividades empresariais incompatíveis com o cargo de magistrado; 
  • difamação de altas autoridades do País no exterior; 
  • tratamento de questões judiciais fora dos autos do processo;
  • descumprimento da Carta Magna com decisões inconstitucionais; 
  • investidura na egrégia Suprema Corte por amigo que, anteriormente, recebeu seus serviços advocatícios; 
  • atuação em partido socialista (comunista, nazista, fascista); e 
  • defesa de tese em favor da corrupção e dos respectivos corruptos.


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domingo, 12 de abril de 2026

O destino da Inteligência Artificial

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

No excelente artigo “A Inteligência Artificial derrubou o último monopólio humano”, publicado no jornal Gazeta do Povo, em 11/04/2026, o diplomata Lindolpho Cademartori alerta que “O século XXI nos colocou diante de uma encruzilhada que não admite neutralidade: ou a espécie que inventou a escrita, a catedral e o Estado de Direito será capaz de governar a inteligência que criou, ou será governada por ela. [......] Mas pensar nunca foi, em si mesmo, o que nos fez humanos. O que nos fez humanos foi a capacidade de decidir o que fazer com o pensamento, de subordiná-lo a fins que a razão sozinha não alcança: a justiça, a beleza, a piedade, o sacrifício por aquilo que não se pode demonstrar.” Independentemente do que o autor assevera, refletindo sobre o passado — mercê da arte da previsão —, tentar delinear o futuro é desejável e, mais que isso, é imperioso, a despeito de tratar-se de exercício complexo e imprevisível.


O que é o ser humano? Como evoluiu o ser humano? Quais conquistas possibilitaram o ser humano atual? 

A partir de centenas de milhares de anos atrás, algum animal adquiriu a capacidade de falar e, concomitantemente, deu início à faculdade de pensar, com a consequente migração para a condição humana. 

Há cerca de 4.000 anos, os seres humanos conquistaram a escrita.

Há uns 600 anos, houve a conquista da imprensa.

Há uns 40 anos, surgiu a Internet que permitiu as redes sociais.

Há menos de 10 anos, a telemática originou a Inteligência Artificial (cogitada na década de 1960).

Quando o animal aprendeu a falar, ele imaginou a evolução mencionada?

O que a Inteligência Artificial vai ocasionar nos próximos 100 anos?

Então, pensar, pensar e pensar é imperioso!


Ademais, cientistas estão afirmando que, se a quantidade de nascimentos se reduzir para uma taxa inferior a 1,8 filho por mulher, os seres humanos se extinguem em cerca de 3000 anos. Como será o mundo sem as faculdades de ver e pensar dos seres humanos? As máquinas dotadas de inteligência artificial herdarão essas faculdades e terão a percepção da existência do mundo?


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Viagem ao Rio de Janeiro

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de Paz.
In Memoriam.

De última hora, tomei a decisão de ir ao Rio de Janeiro para a transmissão, em 7 de abril, da chefia do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), organização militar do ramo de Ciência e Tecnologia, que chefiei de 2006 a 2009. Para tal, saí de Brasília em 6 de abril e retornei hoje, 9 de abril.

A motivação foi a solenidade de transmissão do cargo de chefe do CTEx, pelo  general Castilho para o general Maurício; e o fato de ambos terem trabalhado comigo no CTEx, quando o primeiro era major e outro capitão, respectivamente. E não apenas isso: naquela época, eles demonstravam excelência de comportamento pessoal e profissional, o que os conduziu aos ápices de suas carreiras, culminados com a honrosa chefia do CTEx.

Minha presença na solenidade foi plena de satisfação, não apenas pela razão principal — a transmissão do cargo — mas também porque revi e conversei de forma extremamente agradável, com dezenas de companheiros da ativa e da reserva, que não encontrava há muito tempo e que foram meus subordinados, por ocasião de minha chefia do CTEx.


Outra razão da viagem foi interagir, ao longo desses três dias, com a sogra Maria Helena que, de forma exemplar, está enfrentando e superando, com sucesso, os naturais problemas que afetam aqueles que têm a ventura e o privilégio de chegar próximo dos 90 anos.

Na véspera do retorno para Brasília, eu e Maria Helena fomos jantar no restaurante da Zazá, na Livraria Travessa.

Trata-se de um bom restaurante, ambientado no universo bibliográfico, tão necessário para os cidadãos comprometidos com o bom senso, a razão e a lógica.

O diálogo com Maria Helena foi rico e agradável, até porque foi permeado de bom humor durante boa parte do tempo.

O garçom que nos atendeu tinha a identificação na parte externa do bolso da camisa — ele se chama José.

Anunciei-lhe que faria uma indagação pessoal e perguntei qual era a data de seu nascimento. Ele respondeu que era 17 de junho.

Justifiquei minha indagação mencionando que meu irmãozinho, que nos deixou muito cedo, chamava-se José, porque nasceu em 19 de março, dia de São José.

Aí, com entusiasmo, o garçom relatou o que poderia parecer improvável! A razão de seu júbilo era outra: ele era filho de um casal indígena, que morava em uma cidadezinha do Ceará, tinha 22 irmãos e todos, inclusive ele, chamavam-se José — claro seguido de outro nome para diferenciá-los.

Com alguma hesitação, indaguei se todos eram oriundos da mesma família. Ele respondeu com ênfase que todos provinham do mesmo pai e mesma mãe.

O diálogo prosseguiu com fatos e circunstâncias não tão relevantes para a constatação inusitada. 


Quando o José se afastou — em realidade era José Moacir —, comentei com Maria Helena que, do alto de meus quase 80 anos, jamais tinha tomado conhecimento de algo parecido, isto é:

- uma família de indígenas com dezenas de rebentos;

- uma única família, indígena ou não, com 23 rebentos; e

- uma família com dezenas de rebentos, em que todos tinham o primeiro nome igual; e

- um caboclo oriundo do interior do Nordeste frequentando ambiente de trabalho onde circulava a elite cultural do País —  a Livraria Travessa.

Maria Helena declarou que ela — e permito-me enfatizar, do alto de seus 90 anos — também jamais tinha vivenciado a existência de uma família com as características da família dos 23 “Josés”.


No atinente ao mencionado ambiente da Livraria Travessa, a querida sogra recordou que, há algumas décadas, o escritor turco Orhan Pamuk veio ao Brasil para o lançamento de seu mais recente livro. A tarde de autógrafos habituais foi na Livraria Travessa. Seu marido — e meu sogro, o embaixador Cláudio Luiz — compareceu ao evento, adquiriu o livro devidamente autografado pelo Pamuk. Maria Helena aduziu que ela se atrasou por causa de outro compromisso e, infelizmente, não chegou a tempo de participar do lançamento de livro por um escritor com relevância global.

Contudo, quando estava passando pela esquina das ruas Aníbal de Mendonça com Visconde de Pirajá, ela viu o escritor Pamuk caminhando com um acompanhante, possivelmente, em direção ao veículo que o transportava. Ela não titubeou, de surpresa, dirigiu-se a ele, cumprimentou-o e declarou lamentar por não ter participado daquela tarde emblemática; e sobretudo por perder a oportunidade histórica de ter um livro com o respectivo autógrafo. Nesse contexto, o Pamuk sugeriu que eles voltassem à Livraria (que ficava perto daquela esquina), uma vez que ele firmaria seu autógrafo em um livro destinado a ela.

Dessa forma, a admiração ao ganhador do Prêmio Nobel de Literatura chegou a uma dimensão não imaginada.


Eu disse para a Maria Helena que o Pamuk morava em Londres porque enfrentou problema com o governo de seu país, a Turquia. Em realidade, ele mora em Nova Iorque. Quem mora em Londres é o escritor Salman Rushide. Esse indiano escreveu um livro com referências consideradas injuriosas pelos muçulmanos e a liderança islâmica lançou uma “fatwa” determinando seu assassinato por integrantes dessa religião. Meu engano se deve à coincidência originada pelo fato de que Pamuk contrariou o governo turco liderado pelo muçulmano Erdogan.


Por óbvio, fatos curiosos e inusitados enriqueceram o nosso jantar. Ademais, os pratos do restaurante da Zazá da Livraria Travessa estavam deliciosos. Maria Helena mencionou também que o restaurante da Zazá do Leblon (ou de Ipanema?) foi instalado há mais de 40 anos e continua uma referência gastronômica carioca.

Enfim, como diria um consagrado locutor esportivo: “o tempo passa!…” e tudo segue, de forma a garantir que a vida vale a pena ser vivida, de preferência, com alegria e sem jamais renunciar aos valores e crenças fundamentais do ser que pensa com nobreza e age com virtude.


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domingo, 5 de abril de 2026

Livros escritos pelas trigêmeas

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

À guisa de recordação, a seguir, é apresentado o artigo “Transformamos redações em livros”, publicado na coluna Arte e Literatura, do noticioso AVR Notícias, de setembro de 2012, da Escola Alvacir Vite Rossi, onde as queridas filhas Laura, Cecília e Alessandra estudaram as 4 primeiras séries do Ensino Fundamental, de 2010 a 2013.


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Arte & Literatura



Transformamos redações em livros


Nesta edição, iremos conhecer um pouco a respeito de três alunas que cursam o terceiro ano matutino. Elas são trigêmeas, nasceram no Rio de Janeiro e começaram a estudar na escola no ano de 2010.

“Cecília, Alessandra e Laura são estudiosas e boas alunas. É uma honra ter os livros das trigêmeas na Biblioteca da nossa escola”, disse a diretora Cacilda Abdalla Afonso.

Durante uma entrevista realizada na escola, as alunas explicaram como foram criadas as obras. Elas falaram que as ideias surgiram aos poucos, que os livros trazem histórias diversificadas e que o pai as auxiliou para que elas continuassem alguns trabalhos de redação iniciados em sala de aula. O pai seguiu o método proposto pela escola e tirou cópias das folhas redacionais, incentivando-as a produzirem seus livros. Algumas atividades foram comandadas por professoras regentes citadas pelas alunas. As professoras Cristiane Lopes (primeiro ano), Ana Lídia Barros (segundo ano) e Jacilene Carneiro (terceiro ano) também auxiliaram as meninas nessa tarefa.

Desde 2011, as trigêmeas Alessandra, Cecília e Laura Ribeiro Souto, com o incentivo dos pais, deram continuidade aos trabalhos redacionais realizados na escola, agregando novas ideias e transformando-os em livros.

Depois de finalizadas as historinhas, elas selecionaram na internet as imagens para a capa. Afirmaram que foi uma experiência boa e que pretendem seguir a carreira de escritoras. Após o lançamento dos livros, as irmãs contaram que tiveram uma tarde de autógrafos em casa e que foi um grande sucesso na família.

Só nos resta homenagear o grande feito das alunas e dos pais, que acreditam na importância do envolvimento da família na educação dos filhos e no trabalho em equipe, bem como na qualidade de ensino da nossa escola, resultando nessa incrível produção de textos infantis.

Veja o nome de alguns livros escritos pelas trigêmeas:

– “O Dia e a Noite” e outras historinhas (Alessandra);

– “A Lua e as Estrelas” e outros embriões (Laura);

– “A Felicidade da Natureza” e outros temas (Cecília).

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Por: Ana Carolina Alves Meneses – Entrevista e fotografia – 9º. matutino.


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