quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Três irmãos virtuosos

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

Algum cidadão elaborou o artigo "Três irmãos" com uma coletânea simplificada de dados biográficos dos irmãos Kennedy. Como as trajetórias deles se constituem em referência para todos os que prezam o trabalho, a vontade, a resiliência e a intenção de beneficiar seus semelhantes, decidi transcrever o texto neste blog.

A rigor, não conheço o autor do artigo, não tenho autorização para realizar essa divulgação e, nesse sentido, estou agindo em detrimento de normas legais. Corro esse risco dado que meu objetivo é espalhar os exemplos dessa família diferenciada, naquilo que ela tem de mais nobre, a par da iniciativa de um ser humano — o citado autor —também eivado de nobreza.

Para aliviar a infração correlata, atribuir-lhe-ei o seguinte nome: “Sábio bem-intencionado”


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Três irmãos


Autor: Sábio bem-intencionado



Joseph, Robert e John Kennedy, três irmãos que prometeram servir a humanidade.


Um prometeu servir.

Um tornou-se presidente.

Um caminhou entre os necessitados.

Os três foram mortos antes de concluírem o seu trabalho.

E, ainda assim, o legado deles recusa-se a morrer.

Com silenciosa reverência, lembramos Joseph Patrick Kennedy Jr., John Fitzgerald Kennedy e Robert Fitzgerald Kennedy — três irmãos unidos não apenas pelo sangue, mas por um senso raro de dever para com algo maior do que eles próprios.

As suas vidas foram marcadas por triunfo e tragédia, por esperança e violência. Mas o que os define não é a forma como morreram, e sim a coragem e a compaixão com que viveram — e o quanto sacrificaram acreditando que a América podia ser melhor do que era.

Joseph P. Kennedy Jr. era o mais velho — bonito, brilhante, carismático. O filho preparado para a grandeza. Aquele que o pai imaginava como futuro presidente.

Ele carregava ambição não como vaidade, mas como responsabilidade. Bacharel em Artes, em Harvard; ainda nessa universidade, iniciou o curso de Direito. Mas quando a Segunda Guerra Mundial engoliu o mundo, ele não procurou segurança nem se escondeu atrás de privilégios — abandonou a graduação em ciências jurídicas e se voluntariou, ingressando na Marinha.

Como aviador naval condecorado, voou missões perigosas sobre a Europa. Já havia cumprido o tempo exigido. Podia voltar para casa. Em vez disso, aceitou mais uma missão — a Operação Afrodite, tão arriscada que a sobrevivência nunca foi garantida.

O plano era simples e brutal: pilotar um bombardeiro carregado de explosivos até um alvo nazista e saltar de paraquedas antes do impacto. A tecnologia era experimental. As probabilidades, mínimas.

Joseph sabia o preço. E escolheu seguir mesmo assim.

Em 12 de agosto de 1944, o avião explodiu sobre o Canal da Mancha antes que ele pudesse escapar. Tinha apenas 29 anos.

A sua vida terminou antes de realmente começar — antes da política, antes da presidência que tantos esperavam, antes do legado que fora preparado para construir.

Mas o seu sacrifício tornou-se uma bússola moral para os irmãos mais novos. Com ele, aprenderam que servir pode exigir tudo. Que dever não é um discurso — é uma escolha feita mesmo quando o custo é a própria vida.



John F. Kennedy levou esse sonho inacabado adiante.

Durante a guerra, quase morreu quando o seu barco PT que comandava foi partido ao meio por um destróier japonês. Nadou durante horas, puxando um subordinado ferido, recusando-se a abandoná-lo. O sacrifício não era uma ideia abstrata para ele — era algo vivido no próprio corpo.

Em 1961, aos 43 anos, tornou-se o presidente eleito mais jovem da história americana. E falou não ao medo, mas à possibilidade.

“Não pergunte o que o seu país pode fazer por você”, disse no discurso de posse. “Pergunte o que você pode fazer pelo seu país.”

Não era retórica. Era um chamado.

Criou o Corpo da Paz, enviando jovens americanos ao mundo não com armas, mas com livros, ferramentas e cuidado. Professores, engenheiros, profissionais de saúde. Em dois anos, milhares se voluntariaram.

Desafiou a América a ir à Lua — não porque fosse fácil, mas porque era difícil. Porque tentar o impossível elevava toda a humanidade.

Em outubro de 1962, durante a Crise dos Mísseis de Cuba, o mundo esteve à beira da aniquilação nuclear. Por treze dias, Kennedy resistiu à pressão por guerra, escolheu contenção em vez de agressão, diplomacia em vez de destruição.

Ele encontrou uma saída onde todos podiam recuar sob a alegação de não perder a dignidade.

Pode ter salvado milhões de vidas naquela semana.

Sua liderança era firme, mas humana. Determinada, mas esperançosa. Ele mostrou que o exercício do poder não implica na renúncia à compaixão — que a força pode ser utilizada com sabedoria.

Não foi perfeito. Nos direitos civis, foi inicialmente cauteloso, lento, calculado. Mas em 1963, mudou. Falou com clareza moral, propôs legislação abrangente, assumiu o risco político.

Estava aprendendo. Crescendo. Tornando-se o líder que o momento exigia.

Em 22 de novembro de 1963, em Dallas, esse processo foi interrompido.

Uma bala atravessou-lhe a cabeça enquanto acenava para a multidão.

John F. Kennedy morreu aos 46 anos.

Uma presidência inacabada.

Uma visão interrompida.

A nação chorou.

Mas um irmão permaneceu.

Se John carregava visão, Robert F. Kennedy carregava empatia.

Como Procurador-Geral, enfrentou o crime organizado e iniciou a difícil tarefa de impor os direitos civis num Sul violentamente resistente. Enviou agentes federais para proteger os Freedom Riders. Enfrentou governadores segregacionistas.

Mas após o assassinato de John, algo nele se partiu — e, ao mesmo tempo, se aprofundou.

A dor tornou-o mais humano. Mais atento. Mais disposto a sentir a dor dos outros.

Como senador por Nova Iorque, passou a caminhar aonde poucos líderes iam.

Visitou campos de trabalhadores migrantes na Califórnia.

Entrou em casas famintas nos Apalaches.

Viu comunidades negras no Mississippi privadas de dignidade, direitos e futuro.

Ele não observava de longe. Ele se sentava, ouvia, olhava nos olhos. E levava essa dor para Washington, exigindo mudança não como teoria, mas como urgência moral.

Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi assassinado.

Cidades arderam. A América explodiu em raiva e luto.

Naquela noite, Robert Kennedy tinha um comício em Indianápolis, num bairro negro. Foi avisado para cancelar. Disseram-lhe que era perigoso demais.

Ele foi mesmo assim.

Sobre um caminhão, no escuro, anunciou à multidão — muitos ainda sem saber — que o Dr. King havia sido morto.

Houve gritos. Choro. Silêncio.

Então ele falou não como político, mas como homem ferido. Falou do assassinato do próprio irmão. Citou Ésquilo:

“Mesmo durante o sono, a dor que não pode ser esquecida, cai gota a gota sobre o coração, até que, contra a nossa vontade, venha a sabedoria pela terrível graça de Deus.”

Pediu compaixão em vez de ódio. Amor em vez de vingança.

Naquela noite, enquanto mais de cem cidades ardiam, Indianápolis permaneceu em paz.

Robert acreditava que a cura era possível — se escolhêssemos a humanidade em vez da divisão.

Dois meses depois, em 5 de junho de 1968, após vencer as primárias da Califórnia, foi baleado na cozinha de um hotel.

Morreu no dia seguinte, aos 42 anos.

Uma campanha interrompida.

Um sonho incompleto.

Três irmãos.

Todos mortos antes dos cinquenta anos. Todos mortos servindo — ou tentando servir.

Joseph na guerra.

John na liderança.

Robert na tentativa de curar.

Juntos, encarnaram serviço, sacrifício e um amor profundo pela humanidade. Ensinaram que liderança não se mede apenas pelo poder, mas pela empatia — pela coragem de estar com os outros na dor e, ainda assim, acreditar num futuro melhor.

As suas vidas nos dizem uma verdade duradoura: a verdadeira liderança começa com compaixão e termina com esperança.

Mas as suas mortes dizem algo mais sombrio: que a América tem um histórico de eliminar aqueles que lhe pedem para ser melhor. Que a desafiam a viver à altura dos próprios ideais.

Joseph morreu pelo seu país.

John morreu a liderá-lo.

Robert morreu a tentar curá-lo.

E o trabalho que começaram — justiça, igualdade, compaixão como política — permanece inacabado.

Esse é o legado deles.

Não apenas o que fizeram, mas o que ousaram acreditar.

Três irmãos unidos pelo dever.

Separados pela violência.

Ligados por uma esperança que se recusou a morrer, mesmo quando eles morreram.

Os seus nomes estão gravados na história.

A sua visão vive em todos os que ainda acreditam que servir importa, que a compaixão é força, e que vale a pena lutar por um mundo melhor — mesmo que não se viva para vê-lo.

Joseph.

John.

Robert.

Três irmãos que prometeram servir a humanidade.

Os três cumpriram a promessa.

Os três pagaram com a vida.

E o trabalho deles — agora — é nosso.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Corrupção no mundo e no Brasil

A ONG Transparência Internacional apresentou mais um levantamento da corrupção praticada em mais de 100 países. Trata-se do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, que avalia o nível de corrupção no setor público de 182 países. 

Os povos nórdicos estão entre os menos corruptos do mundo. Já o Brasil se insere na amostra daqueles que abrigam cidadãos indigentes e que fazem da corrupção um meio de sobrevivência. 

De acordo com o artigo “Qual é o país considerado menos corrupto? E o pior? Veja ranking e a posição do Brasil na avaliação”, de Rariane Costa, do Estadão, “o Brasil manteve sua pior posição histórica, com 36 pontos em uma escala de 0 a 100, ocupando o 107º. lugar, ficando abaixo da média global e regional, de 42 pontos.”


Esse relatório da ONG Transparência Internacional é absolutamente coerente em relação ao Brasil. O governante que tentou alterar esse estado de coisas está preso. Sim, porque ele mexeu no vespeiro da súcia e a consequência foi a atuação impactante dos responsáveis pela corrupção, entre outros: 

– autoridade cuja esposa advoga para líder de organização criminosa; 

– autoridade que coloca em posição privilegiada no setor público, quem não passou em concurso para o devido labor; 

– autoridade cujo julgamento foi cancelado por burocracia de foro judicial e não por inocência; e 

– autoridades favoráveis ao socialismo (comunismo e nazismo), responsáveis pelas maiores aleivosias da humanidade. 

Enfim, que venha outubro de corrente ano e que os brasileiros declarem sua preferência: podem escolher entre elevar o País ou afundá-lo além do que o imaginário sequer consegue vislumbrar.


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Nave de guerra futurista

A China divulgou o início do projeto de pesquisa e desenvolvimento de uma espécie de porta-aviões voador chamada LUANNIAO, a ser concluído dentro de 30 anos.

Trata-se de uma nave gigantesca com cerca de 240 metros de comprimento por 600 metros de largura, com peso da ordem de 120 mil toneladas, que faz parte da iniciativa de defesa aérea chamada Portão Celestial (NanTianMen) — o que a torna uma espécie de Programa Guerra nas Estrelas (Strategic Defense Initiative – SDI), anunciado pelo presidente Ronald Reagan, na década de 1980, no embate dos Estados Unidos com a então União Soviética.

Essa máquina de guerra chinesa supostamente terá capacidade para transportar até 88 caças não tripulados Xuan Nu, que lançam mísseis hipersônicos contra forças inimigas, a partir da fronteira entre a atmosfera e o espaço sideral, escapando dos sistemas de defesa antiaérea.

Os chineses riem muito, mas não brincam. Há 2.000 anos, eles estavam à frente das demais potências (inventaram, antes da Europa, os seguintes artefatos fundamentais para a evolução do mundo: a bússola, a pólvora, o papel e a impressão!).

Entretanto, daqui a 30 anos, a realidade será completamente diferente da atualidade e um projeto como o LUANNIAO, provavelmente, estará completamente ultrapassado. 

Armas lasers como as que Israel já desenvolveu e outras sequer imaginadas vão deixar o LUANNIAO na poeira do tempo. 

"Pera aí", embora dúvidas haja (que bela concordância!), tomara que essas considerações estejam corretas!

A indagação que hesita em omitir-se: essa divulgação é realidade ou fantasia? Retrata a verdade ou se trata de guerra psicológica? Quem viver, verá!


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Busca de saúde e alegria

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

SUGESTÕES PARA ALIMENTAÇÃO

Com modéstia, porém com audácia

{Passível de correção, acréscimo e melhoria}


A alimentação simples, correta e equilibrada pode contribuir para a construção de um mundo melhor para todos.

[1] Quem tem doença cardíaca, pressão alta, colesterol e diabete deve adotar os seguintes procedimentos:

  • evitar ou reduzir o consumo de macarrão, pão, doces, bolos e similares;
  • não consumir carne com gordura;
  • evitar toda espécie de frituras; e
  • consumir alimentos com pouco sal e pouca gordura.


[2] Quem é naturalmente magro — ou tem tendência para emagrecer — deve incorporar as seguintes condutas:

  • fazer as três refeições diárias tradicionais: café da manhã, almoço e jantar;
  • incluir lanche no meio da manhã, no meio da tarde e até mesmo, à noite, duas a três horas após o jantar; e
  • consumir as refeições e os lanches em horários pré-estabelecidos, mesmo em detrimento dos compromissos habituais ou eventuais.


[3] Quem tem a tendência para ser obeso — ou já é obeso — deve obedecer às seguintes práticas:

  • reduzir as quantidades consumidas no café da manhã, no almoço e no jantar — e, também, nos lanches, caso tenha o devido hábito;
  • reduzir à metade (ou até mesmo menos da metade) a quantidade habitual de macarrão, pão, doces, bolos, tortas e similares;
  • avaliar periodicamente o próprio peso (na balança) e volume do corpo (diante de espelho); e
  • observar os seguintes indicadores: a protuberância da barriga e o volume dos braços

– o perímetro horizontal da barriga não deve ser muito superior ao da cintura;

– o perímetro do braço não deve ser muito superior ao perímetro do antebraço; e

– caso contrário, convém avaliar, refletir e rever os procedimentos alimentares.


[4] Quem é atleta deve considerar os seguintes procedimentos:

  • levar em conta as recomendações anteriores e adotá-las caso sejam aplicáveis;
  • ser rigoroso na alimentação condizente com o esforço despendido;
  • avaliar, sem amadorismo, a quantidade, a variedade e a regularidade dos alimentos a serem consumidos; e
  • realizar acompanhamento e o respectivo controle de peso e volume para que disponha sempre de força, energia, resiliência e desempenho atlético.


[5] Humanos cardiopatas, hipertensos, magros, gordos, atletas e todos os demais devem refletir sobre as seguintes preocupações alimentares:

  • ter consciência de suas próprias peculiaridades fisiológicas (peso e volume), nutricionais, médicas e associadas com a eficácia alimentar;
  • obter, preferencialmente, a orientação de médico, de nutricionista e de profissionais de educação física;
  • buscar prática de consumo alimentar que seja regular, calma e com a mastigação intensa e compassada;
  • tornar a complexa prática alimentar tão simples quando se possa imaginar — tão simples quanto o sorriso de uma criança que enternece e emociona; tão simples quanto a brisa suave que abranda e suaviza; e
  • por último e crucialmente relevante (last but not least): praticar exercícios físicos com regularidade e de acordo com recomendações médicas e de profissionais de educação física e fisioterapia.



É fundamental ler com atenção os cuidados ora preconizados e ser paciente e humilde, mas não hesitar em ter a coragem e a ousadia para propor os aperfeiçoamentos, as correções e os acréscimos que, à luz do bom senso, da razão e da lógica, sejam necessários e convenientes.


E, também, é imperioso jamais esquecer que, para ter saúde e alegria, o ente humano deve trocar as atitudes e procedimentos de reclamar, ofender, difamar e agredir, por ser humilde, sorrir, apoiar, respeitar, ajudar e construir.


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