Réponse à Macron sur l'Amazonie
Interesse estrangeiro na Amazônia
Resposta a uma jornalista sobre a Amazônia
Politique incendiaire en Amazonie
Amazon fires
Sínodo da Amazônia
Entrevista para jornalista francês
Recebi um magnífico vídeo relativo a Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), na Amazônia. Ao assisti-lo, senti-me tomado por alegria, emoção e nostalgia. Essa mídia foi realizada com o auxílio de Inteligência Artificial; e nele são destacados a missão e o lema — Vida, Combate e Trabalho — sínteses da rotina e da faina diária dos PEF.
As imagens me fizeram relembrar o tempo passado na fronteira amazônica, construindo obras e levando o bem-estar para pessoas do restante do País, dedicadas, resilientes e patriotas, que se dispuseram a servir e proteger o solo amazônico; ou pessoas que, sendo locais (a maioria indígena) se associaram de forma incondicional para o cumprimento dessa virtuosa missão.
As lembranças armazenadas em minha mente deixaram o aspecto esmaecido, resultante da condição humana, após o transcurso de 46 anos, para se posicionarem ao alcance dos olhos, numa espécie de retorno aos momentos épicos vivenciados na Amazônia, eternamente brasileira.
Recordei, pois, os 1400 dias de minha vida, em que estive com os pés em solo amazônico e com o foco de minha mente voltado para as questões amazônicas, servindo de 1981 a 1985 na Comissão Regional de Obras/12 (Manaus-AM).
Passei cerca de 140 dias não consecutivos — dentre os mais produtivos de meu modesto percurso de engenheiro militar — na fronteira amazônica, liderando equipes do glorioso e invicto Exército Brasileiro nas seguintes atividades:
(i) execução de obras de construção civil (aquartelamentos, casas e infraestrutura) em Tabatinga (então sede de Batalhão Especial de Fronteira) e nos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) das seguintes localidades:
– Marco BV-8, na fronteira da Venezuela;
– Japurá e Ipiranga, na fronteira da Colômbia; e
– Estirão do Equador e Palmeira, na fronteira do Peru.
(ii) fiscalização de obras de construção civil (aquartelamentos e infraestrutura), nos PEF das seguintes localidades:
– Maturacá, Cucuí, na fronteira com a Venezuela; e
– Iauaretê, Querari e São Joaquim, na fronteira com a Colômbia.
É oportuno destacar os seguintes aspectos das localizações mencionadas:
– em Tabatinga, o rio Solimões cruza a fronteira para, mais a jusante, receber o nome de Amazonas.
– Japurá localiza-se às margens do rio homônimo, que cruza a fronteira.
– Ipiranga localiza-se às margens do rio Içá, que cruza a fronteira.
– Estirão do Equador e Palmeira estão localizadas às margens do rio Javari, que naquela região constitui a linha fronteiriça entre o Brasil e Peru.
Afora a contribuição das organizações militares beneficiárias das obras para a estratégica preservação do território pátrio, enfatizo que todo o esforço dos empreendimentos era voltado majoritariamente para pessoas da base da pirâmide social, sendo parcela expressiva de origem indígena.
As exceções que confirmam a regra se relacionam com os bravos e pertinazes oficiais comandantes de Pelotão de Fronteira, médicos e dentistas, inseridos naturalmente na posição média do estrato social.
O vídeo permite uma visão das possíveis dificuldades enfrentadas na inesquecível Amazônia. Vencer as dificuldades nos impulsiona a superar o medo, um sentimento natural do ser humano; nos ensina ter coragem para enfrentar dificuldades maiores; e nos prepara para reunir energia e fé para conquistar vitórias.
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