terça-feira, 14 de abril de 2026

Tese favorável à corrupção


O governo do presidente Lula — ex-honesto, ex-corrupto, ex-condenado e ex-encarcerado — está envidando esforços para investir no Supremo Tribunal Federal (STF) o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), advogado Jorge Messias.

Recentemente, esse controvertido personagem defendeu tese de doutorado na Universidade de Brasília (UnB), na qual defende o ideário do Partido dos Trabalhadores (PT), com narrativas contra o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, contra as apurações do escândalo de corrupção da Lava-Jato e a favor das acusações e prisões de cidadãos envolvidos na falsa tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

É conveniente contextualizar a tentativa de emplacar mais um aliado da corrupção na Suprema Corte brasileira que se contrapõe aos mandamentos de notável saber jurídico e ilibada conduta.


Nas Supremas Cortes dos EUA e do Reino Unido, e nos Tribunais Constitucionais da França e da Alemanha, não há magistrado em alguma das seguintes condições: 

  • reprovação em concurso para juiz; 
  • prestação de serviços para organização criminosa; 
  • advocacia para condenado por assassinatos em país democrático, mediante a alegação de sua inocência;
  • militância em campanha eleitoral de partido responsável por corrupção; e 
  • trabalho da respectiva esposa em escritório de advocacia cuja causa possa ser levada à Suprema Corte.


Adicionalmente, não há magistrado em alguma das seguintes condições: 

  • prática de atividades empresariais incompatíveis com o cargo de magistrado; 
  • difamação de altas autoridades do País no exterior; 
  • tratamento de questões judiciais fora dos autos do processo;
  • descumprimento da Carta Magna com decisões inconstitucionais; 
  • investidura na egrégia Suprema Corte por amigo que, anteriormente, recebeu seus serviços advocatícios; 
  • atuação em partido socialista (comunista, nazista, fascista); e 
  • defesa de tese em favor da corrupção e dos respectivos corruptos.


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domingo, 12 de abril de 2026

O destino da Inteligência Artificial

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

No excelente artigo “A Inteligência Artificial derrubou o último monopólio humano”, publicado no jornal Gazeta do Povo, em 11/04/2026, o diplomata Lindolpho Cademartori alerta que “O século XXI nos colocou diante de uma encruzilhada que não admite neutralidade: ou a espécie que inventou a escrita, a catedral e o Estado de Direito será capaz de governar a inteligência que criou, ou será governada por ela. [......] Mas pensar nunca foi, em si mesmo, o que nos fez humanos. O que nos fez humanos foi a capacidade de decidir o que fazer com o pensamento, de subordiná-lo a fins que a razão sozinha não alcança: a justiça, a beleza, a piedade, o sacrifício por aquilo que não se pode demonstrar.” Independentemente do que o autor assevera, refletindo sobre o passado — mercê da arte da previsão —, tentar delinear o futuro é desejável e, mais que isso, é imperioso, a despeito de tratar-se de exercício complexo e imprevisível.


O que é o ser humano? Como evoluiu o ser humano? Quais conquistas possibilitaram o ser humano atual? 

A partir de centenas de milhares de anos atrás, algum animal adquiriu a capacidade de falar e, concomitantemente, deu início à faculdade de pensar, com a consequente migração para a condição humana. 

Há cerca de 4.000 anos, os seres humanos conquistaram a escrita.

Há uns 600 anos, houve a conquista da imprensa.

Há uns 40 anos, surgiu a Internet que permitiu as redes sociais.

Há menos de 10 anos, a telemática originou a Inteligência Artificial (cogitada na década de 1960).

Quando o animal aprendeu a falar, ele imaginou a evolução mencionada?

O que a Inteligência Artificial vai ocasionar nos próximos 100 anos?

Então, pensar, pensar e pensar é imperioso!


Ademais, cientistas estão afirmando que, se a quantidade de nascimentos se reduzir para uma taxa inferior a 1,8 filho por mulher, os seres humanos se extinguem em cerca de 3000 anos. Como será o mundo sem as faculdades de ver e pensar dos seres humanos? As máquinas dotadas de inteligência artificial herdarão essas faculdades e terão a percepção da existência do mundo?


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Viagem ao Rio de Janeiro

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de Paz.
In Memoriam.

De última hora, tomei a decisão de ir ao Rio de Janeiro para a transmissão, em 7 de abril, da chefia do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), organização militar do ramo de Ciência e Tecnologia, que chefiei de 2006 a 2009. Para tal, saí de Brasília em 6 de abril e retornei hoje, 9 de abril.

A motivação foi a solenidade de transmissão do cargo de chefe do CTEx, pelo  general Castilho para o general Maurício; e o fato de ambos terem trabalhado comigo no CTEx, quando o primeiro era major e outro capitão, respectivamente. E não apenas isso: naquela época, eles demonstravam excelência de comportamento pessoal e profissional, o que os conduziu aos ápices de suas carreiras, culminados com a honrosa chefia do CTEx.

Minha presença na solenidade foi plena de satisfação, não apenas pela razão principal — a transmissão do cargo — mas também porque revi e conversei de forma extremamente agradável, com dezenas de companheiros da ativa e da reserva, que não encontrava há muito tempo e que foram meus subordinados, por ocasião de minha chefia do CTEx.


Outra razão da viagem foi interagir, ao longo desses três dias, com a sogra Maria Helena que, de forma exemplar, está enfrentando e superando, com sucesso, os naturais problemas que afetam aqueles que têm a ventura e o privilégio de chegar próximo dos 90 anos.

Na véspera do retorno para Brasília, eu e Maria Helena fomos jantar no restaurante da Zazá, na Livraria Travessa.

Trata-se de um bom restaurante, ambientado no universo bibliográfico, tão necessário para os cidadãos comprometidos com o bom senso, a razão e a lógica.

O diálogo com Maria Helena foi rico e agradável, até porque foi permeado de bom humor durante boa parte do tempo.

O garçom que nos atendeu tinha a identificação na parte externa do bolso da camisa — ele se chama José.

Anunciei-lhe que faria uma indagação pessoal e perguntei qual era a data de seu nascimento. Ele respondeu que era 17 de junho.

Justifiquei minha indagação mencionando que meu irmãozinho, que nos deixou muito cedo, chamava-se José, porque nasceu em 19 de março, dia de São José.

Aí, com entusiasmo, o garçom relatou o que poderia parecer improvável! A razão de seu júbilo era outra: ele era filho de um casal indígena, que morava em uma cidadezinha do Ceará, tinha 22 irmãos e todos, inclusive ele, chamavam-se José — claro seguido de outro nome para diferenciá-los.

Com alguma hesitação, indaguei se todos eram oriundos da mesma família. Ele respondeu com ênfase que todos provinham do mesmo pai e mesma mãe.

O diálogo prosseguiu com fatos e circunstâncias não tão relevantes para a constatação inusitada. 


Quando o José se afastou — em realidade era José Moacir —, comentei com Maria Helena que, do alto de meus quase 80 anos, jamais tinha tomado conhecimento de algo parecido, isto é:

- uma família de indígenas com dezenas de rebentos;

- uma única família, indígena ou não, com 23 rebentos; e

- uma família com dezenas de rebentos, em que todos tinham o primeiro nome igual; e

- um caboclo oriundo do interior do Nordeste frequentando ambiente de trabalho onde circulava a elite cultural do País —  a Livraria Travessa.

Maria Helena declarou que ela — e permito-me enfatizar, do alto de seus 90 anos — também jamais tinha vivenciado a existência de uma família com as características da família dos 23 “Josés”.


No atinente ao mencionado ambiente da Livraria Travessa, a querida sogra recordou que, há algumas décadas, o escritor turco Orhan Pamuk veio ao Brasil para o lançamento de seu mais recente livro. A tarde de autógrafos habituais foi na Livraria Travessa. Seu marido — e meu sogro, o embaixador Cláudio Luiz — compareceu ao evento, adquiriu o livro devidamente autografado pelo Pamuk. Maria Helena aduziu que ela se atrasou por causa de outro compromisso e, infelizmente, não chegou a tempo de participar do lançamento de livro por um escritor com relevância global.

Contudo, quando estava passando pela esquina das ruas Aníbal de Mendonça com Visconde de Pirajá, ela viu o escritor Pamuk caminhando com um acompanhante, possivelmente, em direção ao veículo que o transportava. Ela não titubeou, de surpresa, dirigiu-se a ele, cumprimentou-o e declarou lamentar por não ter participado daquela tarde emblemática; e sobretudo por perder a oportunidade histórica de ter um livro com o respectivo autógrafo. Nesse contexto, o Pamuk sugeriu que eles voltassem à Livraria (que ficava perto daquela esquina), uma vez que ele firmaria seu autógrafo em um livro destinado a ela.

Dessa forma, a admiração ao ganhador do Prêmio Nobel de Literatura chegou a uma dimensão não imaginada.


Eu disse para a Maria Helena que o Pamuk morava em Londres porque enfrentou problema com o governo de seu país, a Turquia. Em realidade, ele mora em Nova Iorque. Quem mora em Londres é o escritor Salman Rushide. Esse indiano escreveu um livro com referências consideradas injuriosas pelos muçulmanos e a liderança islâmica lançou uma “fatwa” determinando seu assassinato por integrantes dessa religião. Meu engano se deve à coincidência originada pelo fato de que Pamuk contrariou o governo turco liderado pelo muçulmano Erdogan.


Por óbvio, fatos curiosos e inusitados enriqueceram o nosso jantar. Ademais, os pratos do restaurante da Zazá da Livraria Travessa estavam deliciosos. Maria Helena mencionou também que o restaurante da Zazá do Leblon (ou de Ipanema?) foi instalado há mais de 40 anos e continua uma referência gastronômica carioca.

Enfim, como diria um consagrado locutor esportivo: “o tempo passa!…” e tudo segue, de forma a garantir que a vida vale a pena ser vivida, de preferência, com alegria e sem jamais renunciar aos valores e crenças fundamentais do ser que pensa com nobreza e age com virtude.


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domingo, 5 de abril de 2026

Livros escritos pelas trigêmeas

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

À guisa de recordação, a seguir, é apresentado o artigo “Transformamos redações em livros”, publicado na coluna Arte e Literatura, do noticioso AVR Notícias, de setembro de 2012, da Escola Alvacir Vite Rossi, onde as queridas filhas Laura, Cecília e Alessandra estudaram as 4 primeiras séries do Ensino Fundamental, de 2010 a 2013.


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Arte & Literatura



Transformamos redações em livros


Nesta edição, iremos conhecer um pouco a respeito de três alunas que cursam o terceiro ano matutino. Elas são trigêmeas, nasceram no Rio de Janeiro e começaram a estudar na escola no ano de 2010.

“Cecília, Alessandra e Laura são estudiosas e boas alunas. É uma honra ter os livros das trigêmeas na Biblioteca da nossa escola”, disse a diretora Cacilda Abdalla Afonso.

Durante uma entrevista realizada na escola, as alunas explicaram como foram criadas as obras. Elas falaram que as ideias surgiram aos poucos, que os livros trazem histórias diversificadas e que o pai as auxiliou para que elas continuassem alguns trabalhos de redação iniciados em sala de aula. O pai seguiu o método proposto pela escola e tirou cópias das folhas redacionais, incentivando-as a produzirem seus livros. Algumas atividades foram comandadas por professoras regentes citadas pelas alunas. As professoras Cristiane Lopes (primeiro ano), Ana Lídia Barros (segundo ano) e Jacilene Carneiro (terceiro ano) também auxiliaram as meninas nessa tarefa.

Desde 2011, as trigêmeas Alessandra, Cecília e Laura Ribeiro Souto, com o incentivo dos pais, deram continuidade aos trabalhos redacionais realizados na escola, agregando novas ideias e transformando-os em livros.

Depois de finalizadas as historinhas, elas selecionaram na internet as imagens para a capa. Afirmaram que foi uma experiência boa e que pretendem seguir a carreira de escritoras. Após o lançamento dos livros, as irmãs contaram que tiveram uma tarde de autógrafos em casa e que foi um grande sucesso na família.

Só nos resta homenagear o grande feito das alunas e dos pais, que acreditam na importância do envolvimento da família na educação dos filhos e no trabalho em equipe, bem como na qualidade de ensino da nossa escola, resultando nessa incrível produção de textos infantis.

Veja o nome de alguns livros escritos pelas trigêmeas:

– “O Dia e a Noite” e outras historinhas (Alessandra);

– “A Lua e as Estrelas” e outros embriões (Laura);

– “A Felicidade da Natureza” e outros temas (Cecília).

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Por: Ana Carolina Alves Meneses – Entrevista e fotografia – 9º. matutino.


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sábado, 4 de abril de 2026

Convocação da seleção brasileira - 2

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

Os analistas esportivos estão, enfaticamente, cogitando sobre os possíveis jogadores de futebol a serem convocados pelo técnico Carlo Ancelotti, com o objetivo de disputar a Copa do Mundo, a partir de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México — essa novidade de três países sediando a tradicional competição mundial. 

Há um debate incessante e desnecessário sobre a possibilidade de convocação Neymar. Vejamos a razão


Nós, torcedores, precisamos estar conscientes que Pelé — o melhor do mundo de todos os tempos — a partir de uma determinada idade, não foi mais convocado para a seleção.

O também admirável Neymar — o melhor do mundo no seu tempo — chegou ao momento em que deve ficar de fora da seleção.

Simples como o sorriso da criança que emociona e enternece; simples como a brisa suave que alivia o estresse.

Deixemos, pois, o Neymar viver a vida como gosta e decide! E torçamos para que a seleção de Vinícius, Rafinha, Endrick e outros seja campeã do mundo.


Um leitor concordou com a minha visão do ‘affair’ Neymar e acrescentou que Pelé não deixou de ser convocado; e que, a rigor, ele se dispôs a não participar mais da seleção canarinha, de tal sorte a encerrar sua participação ainda no auge de sua incomparável trajetória futebolística.


Excelente esclarecimento José Luiz! É por isso que Leonardo da Vinci, Einstein, Mozart, Villa-Lobos, Goethe e Rui Barbosa se reuniram para dar-lhe as boas-vindas no céu e integrá-lo ao universo de gênios, anunciando que ele seria o capitão do time.


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Perspectivas do pleito presidencial

As pesquisas relativas à eleição presidencial de outubro têm demonstrado uma queda progressiva da candidatura do presidente Luís Lula da Silva, na preferência dos eleitores. 

De um lado, há cada vez mais a consciência do passado e do presente do Sr. Lula mergulhado nas esferas da corrupção; e de outro, o desempenho do governo não satisfaz as expectativas da população.


Em países democráticos desenvolvidos, corruptos contumazes — acusados, julgados, condenados e encarcerados — jamais se tornam mandatários. Os cidadãos exercem o papel fundamental de só eleger aqueles que correspondem ao anseio popular, mercê de ilibada conduta e admirável capacidade de gestão. Com tranquilidade e resiliência, o Brasil vai se encaminhar para condição similar e possibilitará uma herança virtuosa para as próximas gerações. Que as eleições presidenciais deste ano seja um marco desse objetivo crucial, amparado em verdade, decência e ética.


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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Convocação da seleção brasileira - 1

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado!"
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de Pax.
In Memoriam.

Em consequência de boas atuações de novatos na vitória do Brasil sobre a Croácia, os analistas esportivos passaram a cogitar da convocação de alguns jogadores que não estavam sendo considerados para participação na próxima Copa do Mundo. Como inveterado torcedor, opinei.


No jogo Brasil versus Croácia, preparatório para a Copa do Mundo, em que a seleção nacional venceu por 3 a 1, o Vinicius fez uma jogada típica de seu talento, lançou a bola para o Danilo que não titubeou e fez um gol magistral. 

O jovem Endrick entrou no segundo tempo, jogou cerca de 15 minutos, cavou um pênalti, que resultou em gol do Thiago Santos; e deu uma assistência insuperável para o Martinelli que fez um golaço. 

Enfim, a expectativa é que o técnico Ancelotti convoque o Endrick para a Copa do Mundo e o torne titular de nossa seleção. 

Em 1958, O técnico Feola fez isso com Pelé e deu no que deu — Brasil campeão do mundo pela primeira vez.


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