quarta-feira, 29 de julho de 2026

Chamar o ladrão de “ladrão” não é crime

O Deputado Federal Van Hatten foi processado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por chamar o presidente Lula de “ladrão”. A Justiça rejeitou o pedido de indenização e condenou o PT ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.


Para alguns, a verdade e virtude, para outros é dor. Para alguns, a verdade é prevalência de ação sublime, para outros é de ação causadora de vergonha descarada. 

De qualquer sorte, a justiça corrobora e valida a virtude dos saudáveis, bem como a dor e a vergonha dos doentes. 

Ademais, chamar alguém pelo adjetivo de sua faculdade vocacionada e preferida não é crime. Crime é valer-se dessa faculdade para pensar, refletir e agir. Crime é abandonar o bom senso, a razão e a lógica para usufruir dos frutos podres da semeadura e da colheita. 

Mesmo aqueles que tem distopia no cérebro, tem capacidade de entender tudo o que ora foi professado, sem qualquer ofensa ou agressão.


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Filme “A Odisseia” – 7

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Apologia de Homero e falsificação de Nolan

Em relação ao filme ‘A Odisseia’, até mesmo uma excelente análise no que diz respeito à excelência da obra-prima de Homero, incorre no erro de colocar o filme homônimo no mesmo patamar do sábio grego. 

Foi isso que aconteceu na matéria “ ‘A Odisseia’: entre a fidelidade a Homero e o espírito do nosso tempo”, publicado por Franklin Ferreira, no jornal Gazeta do Povo.


O artigo é uma brilhante apologia da obra universal de Homero e tentativa de elevar o autor de uma falsificação artística a um patamar que ele sequer contempla.

Por que Nolan não tentou projetar sua suposta visão sábia com uma obra de sua criatividade? Por que se apoiar no gênio alheio, universal e fantástico para fazê-lo? Os grandes vilões se tornaram famosos com o produto de outrem! Nolan se inclui nessa amostra. 

Para a juventude (ao menos uma parcela), é uma pena tomar conhecimento da Odisseia dessa maneira!


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terça-feira, 28 de julho de 2026

Livro sobre o tempo passado na prisão

O psicólogo João Giffoni permaneceu preso durante 7 meses porque participou das manifestações de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Nesse período, ele colecionou anotações sobre o dia a dia e, especialmente, sobre o trabalho que ele fez em apoio àqueles que passaram pelas agruras da prisão completamente fora dos parâmetros judiciais previstos na legislação. 

Ao ser libertado, ele lançou o livro "Cruzando a tempestade do 8 de janeiro", uma coletânea de “documentos, relatos do cárcere, cartas e reflexões sobre sofrimento e fé”.

O lançamento de seu épico livro foi noticiado no jornal Gazeta do Povo, por intermédio do artigo “Psicólogo preso no 8/1 escreve livro em embalagens de suco relatando o que viveu”, da jornalista Raquel Derevecki.


Parabéns, Raquel!

Seu artigo permite identificar a qualificação intelectual, ética e saúde dos leitores (poucos) que se opõem ao magnífico trabalho e ao esclarecedor livro do João Giffoni. 

Seria interessante que o Giffoni tentasse fazer um trabalho de recuperação psicológica dos que se lhe opõem. Aí ele escreveria outro livro mostrando a impossibilidade de cura dessa turma. Trata-se de insuficiência cerebral — vide o nacional-socialismo e o socialismo real e os 12% de assassinatos da população dos países onde exerceram o poder. Então, o Giffoni concluiria que se trata de doença perigosa e incurável.


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Diplomacia Brasil-Paraguai

Alliana versus Lula

Em visita à empresa Avibras Aeroco, em Jacareí-SP, no dia 24 de junho, referindo-se à guerra travada entre o Brasil e o Paraguai, no período 1964 e 1870, o presidente Luís Lula da Silva fez declaração que foi considerada afronta no país vizinho. O Sr. Lula afirmou que “nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos”.

Em retaliação, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, respondeu o comentário feito pelo presidente brasileiro, declarando que “a Guerra Guasú [nome que os paraguaios deram ao conflito] deixou nosso país em ruínas; nos reerguemos com coragem de ferro e fortaleza titânica. Devemos falar desse episódio com franqueza histórica. Foi um capítulo vergonhoso, orquestrado por meio de um tratado funesto para destroçar nossa nação. Essa guerra, que massacrou nossas crianças, incendiou hospitais e saqueou Assunção, enluta nossa memória.”

Ademais, o vice-presidente Alliana acrescentou que “estamos trabalhando para o futuro, mas a devolução do canhão El Cristiano, dos arquivos e das relíquias históricas pelo Brasil poderia servir como um gesto de fraternidade para ajudar a reparar esse passado.”


[O Sr. Lula] terá que devolver tudo o que foi levado no Mensalão, Petrolão, Lava-Jatão, Vorcarão e demais conflitos de corrupção, como um gesto de respeito com o povo brasileiro. 

Terá que devolver os responsáveis para as penitenciárias [e ele próprio seguir junto!], como um gesto de homenagem à senhora que está presa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque pintou com batom a estátua da Justiça.

Então, aí o Brasil poderá devolver o canhão, como um gesto de fidalguia diplomática com o povo paraguaio. A ética, a justiça e a história agradecerão.


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domingo, 26 de julho de 2026

Filme “A Odisseia” - 6

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Nolaneia, Mensalão, Petrolão et al

Conquanto provavelmente seja minoria, analistas há que se posicionam contra a obra ‘A Odisseia’, de Cristopher Nolan. Sem ser intelectual ou analista qualificado de obras-primas universais de literatura e de obras da sétima arte, alio-me àqueles que se posicionam contra as distorções inseridas na monumental obra de Homero.


Ainda bem que a humanidade teve (tem!) Homero.

Imaginem se só tivesse Nolan!

É como se a humanidade só tivesse vício e nenhuma virtude!

Agora, uma coisa é certa: o caboclo é espertalhão; conseguiu fazer o mundo debater a sua figura, quando deveríamos estar debatendo Homero.

Bom, cada indivíduo produz riqueza da forma como seu talento permite. As penitenciárias estão repletas daqueles que tentaram. Poucos têm a qualificação de produzir Nolaneia, Mensalão, Petrolão, Lava-Jatão, Masterzão e ficar do lado de fora.


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Solução ou tragédia?

O escritor Paulo Polzonoff publicou na Gazeta do Povo uma pequena crônica intitulada “O grito”. De forma brilhante — e com a citação da magnífica obra plástica “O grito”, de Edward Munch — Polzonoff descreve a indignação de qualquer ser humano diante das distorções do pensamento humano na atual conjuntura. Podemos resumi-lo herdando-lhe o parágrafo talvez mais contundente: “É o grito de quem está no limiar da loucura. Do cansaço. Grito de quem não entende o que ocorre ao seu redor: tanta burrice, tanta canalhice, tanto ódio, tanta guerra, tanta morte, tanto tanto. Não entendo. Quero gritar, mas me contenho. Por que me contenho? Não entendo. Quero gritar, gritar, gritar, gritaaaaaaaaaaaaaaaar.”


Esse grito é uma tomografia vocal desses tempos conturbados! Fique de férias até setembro, caro Polzonoff, já que em outubro chega a solução — quer dizer, a solução ou tragédia, isto é, gargalhada ou novo grito!


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Diplomacia Brasil-Argentina

Milei versus Lula

Na convenção nacional do PL que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República, no dia 25 de julho, o presidente argentino, Javier Milei, que estava em visita ao Brasil, chamou o presidente Luís Lula da Silva de “presidiário e ladrão” e fez críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Em 26 de julho, em entrevista à Rádio Mitre, o presidente Milei acusou o governo brasileiro de ter financiado uma campanha "anti-Argentina" durante as eleições do país em 2023; e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pela proibição da visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essas novas declarações do presidente Milei ocorreram no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para retornar a Brasília para explicações; bem como convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para transmitir a repulsa brasileira pelo discurso do presidente Milei e respectivas acusações ao presidente Lula e ao ministro Moraes, durante a convenção partidária do PL.

A desqualificação do governo brasileiro não impacta apenas o povo; impacta também as autoridades de outros países e a habitual interação política e diplomática.


Vamos lá! Do que se trata? Bom, quem mente, falsifica, frauda e pratica a corrupção não pode representar pequenos e grandes países, pois, nesse caso, cria embaraços e crise diplomática.

O povo supostamente representado se enche de vergonha e lamenta não ter capacidade de eleger alguém com qualificação para representá-lo.

Então, que se aproveite a oportunidade oferecida em outubro próximo para resolver esses vícios que tanto atormentam e prejudicam as atuais e próximas gerações. Sem ofensas, agressões ou grosserias de quaisquer naturezas; apenas com liberdade e verdade.


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sábado, 25 de julho de 2026

Filme “A Odisseia” – 5

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Alteração da obra de Homero

Com o título “Nolan acima de Homero: Odisseia é grandiosa na forma, estéril na essência”, publicado no jornal Gazeta do Povo, Elias Grintzos, engenheiro e filósofo, formulou umas das melhores análises do filme ‘A Odisseia’, de Cristopher Nolan. 

Para não subverter a visão do colunista, é preferível transcrever dois parágrafos de seu brilhante texto. Então, segue... 

“‘A Odisseia’ utiliza a obra de Homero como matéria-prima para um filme de Christopher Nolan. Coloca Homero em segundo plano e transforma um dos grandes pilares da cultura ocidental em um veículo para a visão artística de seu diretor.”

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No fim, ‘A Odisseia’ utiliza a obra de Homero como matéria-prima para um filme de Christopher Nolan. Coloca Homero em segundo plano e transforma um dos grandes pilares da cultura ocidental em um veículo para a visão artística de seu diretor, excluindo e subvertendo significados e símbolos.

Concordando com a visão de Grintzos, repeti junto a seu texto minha visão atinente ao filme. Trata-se de repetição do que já havia postado no Estadão, no New York Times e na própria Gazeta do Povo.

O caboclo distorceu uma obra-prima da criatividade humana, individual ou coletiva. Como, por exemplo, nas distorções da gestão pública em nosso rico, mas malsinado País, tem gente que gosta, aplaude, apoia e defende. Isso se chama democracia, que é o menos ruim dentre todos os regimes, e assim o é, pois permite a liberdade e a existência dos demais. Que venham as distorções e que prevaleça a liberdade. Ora, o que é bom mesmo é a impossibilidade de conspurcar, cancelar e impedir a prevalência da verdade e da ética.


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Filme “A Odisseia” - 4 – [New York Times]

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The smartest man, his battle and his war

In the article "In 'The Odyssey' and 'Oppenheimer,' Nolan Knows Civilization Is at Stake", published in the New York Times, columnist Alissa Wilkinson uses her talent and knowledge to offer a positive analysis of the film ‘The Odyssey’, relying on the messages of Christopher Nolan's previous films. 

Alissa concludes her proposition by stating that “In these aspirations, ‘The Odyssey’ may be Nolan’s grandest film. Like ‘Oppenheimer’, it tells a story of the smartest man on earth realizing that he has won his battle but lost the war, and inalterably changed the course of humanity: a monumental burden almost too great to bear. But the more majestic and epic Nolan’s films become, the more humanist he seems, too.”

It is legitimate for the director to conduct his work to evaluate a given situation in which human beings navigate, however he could not do this thanks to the insertion of distortions in someone else's work, especially someone with the size of the Greek Homer.

There are so many distortions in Mr. Nolan’s ‘The Odyssey’ that the film ought to bear a different name. My suggestion is ‘The Nolaney’.

While a director is free to do whatever strikes his fancy, he has no right to appropriate one of the greatest works of world literature and impose modifications upon it—to the point where those lacking the privilege of a high level of cultural literacy (especially the young) come to admire Nolan’s work as if it were Homer’s.

Let it be clear, then: freedom—a fundamental human attribute—was exercised in the film ‘The Odyssey’ in an inappropriate manner, reminiscent of the tactics of a dishonest organization.

An exaggeration? No! After all, tarnishing a universal masterpiece corrupts education and fundamental human values. In short, the film runs counter to the pillars of freedom, truth, and ethics.

Instead of watching the film, a wise teacher would recommend reading the book ‘The Odyssey’ and other works by the Greek author.


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O homem mais sábio, sua batalha e sua guerra

No artigo "Em ‘Odisseia’ e ‘Oppenheimer’, Nolan sabe que a civilização está em jogo” (“In ‘The Odyssey’ and ‘Oppenheimer,’ Nolan Knows Civilization Is at Stake”), publicado no jornal New York Times, a articulista Alissa Wilkinson vale-se de seu talento e cultura para fazer uma análise positiva do filme ‘Odisseia’, apoiando-se nas mensagens dos filmes anteriores de Cristopher Nolan. 

Alissa conclui sua proposição afirmando que “Nesse sentido, ‘A Odisseia’ pode vir a ser o filme mais grandioso de Nolan. Assim como ‘Oppenheimer’, ele narra a história do homem mais inteligente da Terra que se dá conta de ter vencido a batalha, mas perdido a guerra — e de ter alterado de forma irreversível o curso da humanidade: um fardo monumental, quase pesado demais para ser suportado. No entanto, quanto mais majestosos e épicos se tornam os filmes de Nolan, mais humanista ele também parece ser.”

É válido que o diretor conduza sua obra para avaliar uma dada conjuntura em que o ser humano navega, contudo ele não poderia fazer isso mercê da inserção de distorções na obra de outrem, sobretudo alguém com a dimensão do grego Homero.

Há tantas distorções na 'Odisseia' do Sr. Nolan que o filme deveria ter um nome diferente. Minha sugestão é 'Nolaneia'.

Embora um diretor seja livre para fazer o que lhe der na telha, ele não tem o direito de se apropriar de uma das maiores obras da literatura mundial e impor modificações a ela — a ponto de aqueles que não têm o privilégio de um alto nível de alfabetização cultural (especialmente os jovens) passarem a admirar a obra de Nolan como se fosse a de Homero.

Que fique claro, então: a liberdade — um atributo humano fundamental — foi exercida no filme 'Odisseia' de maneira inadequada, lembrando as táticas de uma organização desonesta. Um exagero? Não! Afinal, macular uma obra-prima universal corrompe a educação e os valores humanos fundamentais. Em suma, o filme vai contra os pilares da liberdade, da verdade e da ética.

Em vez de assistir ao filme, um professor sábio recomendaria a leitura do livro 'Odisseia' e de outras obras do autor grego.


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