sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Comparação indigna

O jornalista Alvaro Gribel publicou no Estadão o artigo “Indignação seletiva: quem condena Alexandre de Moraes não pode absolver Flávio Bolsonaro”, no qual compara um integrantes da magistratura que, de acordo com provas tornadas públicas, se aliou a Daniel Vorcaro — o bandido do maior escândalo da corrupção política e empresarial do Brasil — com o senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República, unicamente por razões eleitoreiras. Se há acusações contra esse candidato, elas devem ser levadas à justiça, de acordo com as leis em vigor; e, naturalmente, tudo alicerçado em provas e concedido ao acusado a presunção da inocência.


A crítica é válida, legítima e esclarecedora. A comparação é absurda.

Deveria ter continuado no Globo — prevaleceria a coerência. Como "só a mudança é permanente!" (Heráclito, 400 a. C.), uma transformação razoável seria o surgimento de conflitos, intelectuais e estadistas, a tríade que conduziu as comunidades aos atuais países democráticos desenvolvidos. Ou seja, é imperioso varrer tudo o que está por aí, inclusive e especialmente magistrados e políticos, para que prevaleça a esperança e o otimismo; e para que se possa oferecer igualdade de oportunidades para todos e, por óbvio, dignidade para as próximas gerações.


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