sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Diálogo com um amigo

Hoje, 25 de setembro, última sexta-feira do mês — na reunião dos Veteranos do Cerrado, da turma Marechal Mascarenhas de Moraes, formados na AMAN, em 1972 — tive a alegria de dialogar com um dileto amigo, com quem convivi nos tempos acadêmicos e, especialmente, por termos realizado juntos o curso de paraquedismo no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil. 

Esse amigo é um militar brilhante, admirado e versado nas questões políticas nacionais e globais de forma muito esmerada e responsável.

Em nossa conversa, tratamos de dois temas: 

(i) a série Fauda, em apresentação na cadeia Netflix, e que contém 4 segmentos, cada um com 12 episódios, relativos à atuação dos integrantes do Mossad, na luta contra os palestinos; e 

(ii) o possível resultado das eleições presidenciais brasileiras, cujo primeiro turno será no dia 4 de outubro e, segundo turno, se houver, no dia 25 de outubro.

Ele não tinha conhecimento da série Fauda. Eu disse que ele a assistisse, até para ajudar na avaliação crítica da obra. Em minha visão, há erros e falhas trágicos na apresentação de ações israelenses. Enfim, que ele assista para que possamos voltar a uma análise mais adequada e qualificada.

Passando às questões políticas, perguntei-lhe qual seria o resultado das próximas eleições presidenciais brasileira. Com calma, segurança e certeza, ele declarou que o presidente Lula se reelegeria. Entre os argumentos, citou a fraqueza do concorrente, senador Flávio Bolsonaro.

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Incluo nestes garranchos o que não tratei com esse amigo: minha visão do governo Bolsonaro. Em realidade, acho que esse amigo está refletindo o que grande parcela de integrantes da mídia, intelectualidade e política, com viés esquerdista, está propagando a respeito do senador Flávio Bolsonaro, por causa do suposto mau governo de seu pai, então presidente Jair Bolsonaro.

O que esses formadores de opinião escondem é que há ministros do governo Bolsonaro que estão entre os melhores ministros da história republicana, mesmo na terrível conjuntura resultante da pandemia do coronavírus. São eles: Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Teresa Cristina (Agricultura) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). Comprova-se essa afirmação ao se constatar que, após o término do governo Bolsonaro, Guedes prosseguiu com a projeção mundial como economista; Tarcísio tornou-se bem-sucedido governador de São Paulo; Rogério, Teresa e Damares elegeram-se senadores da República. Articulistas amparados na decência deveriam afirmar que o governo Bolsonaro teve desempenho muito bom nos cinco campos citados; e, por correção e isenção, deveriam complementar asseverando que o desempenho foi ruim na Educação, na Comunicação Social, na interação pública com os próprios filhos e nas declarações episódicas e desastradas.

Adicionalmente, os mencionados formadores de opinião declaram que, no campo da Saúde, Bolsonaro foi responsável pela morte de 700 mil pessoas por Covid-19. Eis uma fraude que mergulha os críticos em indecência e falta de ética. Nesse sentido, basta observar dados globais sobre os efeitos da pandemia. Os Estados Unidos têm 340 milhões de habitantes e tinham, em dado momento, 900 mil mortos por Covid-19. A população do conjunto Alemanha, França e Inglaterra chega próximo de 230 milhões de habitantes e, no mesmo momento, os três países tinham cerca de 660 mil mortos por Covid-19. A população do México, Colômbia e Argentina é da ordem de 220 milhões de habitantes e, similarmente, os três países tinham perto de 600 mil mortos por Covid-19. O Brasil com 212 milhões de habitantes tinha 700 mil mortes por Covid-19. Nos países citados (à exceção do Brasil), não há analistas energúmenos e hediondos que culparam os presidentes ou primeiros-ministros pelas mortes por Covid-19 — isto é, não foram acusados de responsáveis pelas mortes por Covid-19 o Joe Biden, Ângela Merkel, Emmanuel Macron e Boris Johnson (nos EUA e nos 3 países europeus), bem como Andrés Obrador, Gustavo Preto e Alberto Fernandez (nos 3 países latino-americanos).

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Em nossa rápida conversa, fiz questão de mencionar a esse amigo o que já divulgara na mídia, em comentários do leitor, isto é, a incompreensão com o fato de um País riquíssimo como o Brasil ter as seguintes indigências: 

– 100 milhões de pessoas vivendo sem esgoto sanitário; 

– na área de educação, os estudantes brasileiros estão entre os jovens dos 20% de piores países no universo de 90 países avaliados pelo PISA, da OCDE; 

– a saúde atende de forma deficiente os jovens e os idosos; 

– nossos intelectuais e estadistas não conseguem ter o respeito requerido; e 

– outros aspectos distópicos.

Acrescentei que atribuía esse estado de anomia aos governos capitaneados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e, naturalmente, pelo presidente Lula. Votar nele e elegê-lo justifica a malsinada situação em que nos encontramos. Os 4 anos do governo Bolsonaro foram insuficientes para corrigir os desmandos perpetrados pelo PT durante os 13 anos de governos petistas, no período de 2003 a 2016.

Não lhe falei, mas acredito que o senador Flávio Bolsonaro vai derrotar o presidente Lula nas eleições de outubro. Não se trata de qualidade do Flávio. A questão primordial é a enorme desqualificação do Lula, o líder inconteste dos maiores escândalos de corrupção da humanidade.

Este testemunho, estou formulando para enviar a esse amigo, no dia seguinte ao segundo turno da eleição presidencial. 

Meu objetivo é mostrar-lhe o seguinte:

(i) a despeito do brilhantismo e qualificação política, ele estava errado e o presidente Lula foi derrotado; ou
(ii) a despeito da existência de um estado de distopia causado pelos governos petistas, ele estava absolutamente certo em sua avaliação, e o presidente Lula conquistou a reeleição.


E se ele estiver correto, é preciso admitir que a política não é movida pelo bom senso, razão e lógica; a rigor, é movida pelas paixões humanas, não raro, alicerçadas no imponderável, no incompreensível e na desorientação da individualidade.

Até porque no atinente às eleições presidenciais de 25 de outubro de 2022, sem ter conversado com esse dileto amigo, eu apostei que o presidente Bolsonaro se reelegeria contra o concorrente, Sr. Lula. Errei e, desafortunadamente, o ex-presidiário se tornou presidente da República.

Bom, agora a indagação crucial: em 25 de outubro próximo, independentemente do resultado das eleições, eu vou mesmo enviar esse texto para o amigo? Só decidirei na noite desse dia, quando forem divulgados os resultados do pleito.

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Conversation with a Friend

Today, September 25—the last Friday of the month—at the meeting of the "Veteranos do Cerrado" (the Marechal Mascarenhas de Moraes class, which graduated from AMAN in 1972), I had the pleasure of conversing with a dear friend. We have known each other since our academy days, having notably completed the paratrooper course together at the General Penha Brasil Paratrooper Instruction Center.

This friend is a brilliant military officer, widely admired and deeply knowledgeable about national and global political issues, approaching them with great care and responsibility.

Our conversation covered two topics: 

(i) the series Fauda, available on Netflix—comprising four seasons, each with twelve episodes—which depicts the operations of Mossad agents in the conflict with the Palestinians; and 

(ii) the potential outcome of the Brazilian presidential elections, with the first round scheduled for October 4 and a runoff, if necessary, for October 25.

He was unfamiliar with the Fauda series. I suggested he watch it, if only to help critically evaluate the work. In my view, there are tragic errors and flaws in how the Israeli operations are portrayed. Ultimately, I wanted him to watch it so we could revisit the subject with a more informed and nuanced analysis.

Turning to politics, I asked him what the outcome of the upcoming Brazilian presidential election would be. Calmly and confidently, he stated that President Lula would be re-elected. Among his arguments, he cited the weakness of the rival candidate, Senator Flávio Bolsonaro.

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I include in these scribbles what I did not discuss with that friend—my view of the Bolsonaro administration. As a matter of fact, I believe this friend is echoing the narrative propagated by a large segment of the media, the intelligentsia, and political circles with a leftist bias regarding Senator Flávio Bolsonaro—a view driven by the alleged poor governance of his father, President Jair Bolsonaro. What these opinions shapers conceal is that there are ministers in the Bolsonaro administration who rank among the best in the history of the Republic, even amidst the dire circumstances resulting from the coronavirus pandemic. They are, Paulo Guedes (Economy), Tarcísio de Freitas (Infrastructure), Rogério Marinho (Regional Development), Teresa Cristina (Agriculture), and Damares Alves (Women, Family, and Human Rights). This claim is borne out by the fact that, following the end of the Bolsonaro administration, Guedes continued to enjoy global prominence as an economist; Tarcísio became a successful governor of São Paulo; and Rogério, Teresa, and Damares were elected to the Senate. Commentators committed to decency ought to acknowledge that the Bolsonaro administration performed very well in the five aforementioned areas; and, for the sake of fairness and impartiality, they should add that performance was poor regarding Education, Social Communication, public interactions with his own children, and various ill-advised, disastrous statements.

Furthermore, these opinion shapers claim that, in the realm of Health, Bolsonaro was responsible for the deaths of 700,000 people due to Covid-19. This is a falsehood that exposes the critics' lack of decency and ethics. The United States has a population of 340 million and, at one point, recorded 900,000 Covid-19 deaths. The combined population of Germany, France, and England approaches 230 million, and at that same time, those three countries had recorded approximately 660,000 Covid-19 deaths. The combined population of Mexico, Colombia, and Argentina is around 220 million, and similarly, those three countries had recorded close to 600,000 Covid-19 deaths. Brazil, with a population of 212 million, recorded 700,000 Covid-19 deaths. In the countries mentioned (with the exception of Brazil), there are no rabid, vile analysts who blamed the presidents or prime ministers for the Covid-19 deaths—namely Joe Biden, Angela Merkel, Emmanuel Macron, and Boris Johnson (in the US and the three European countries), as well as Andrés Obrador, Gustavo Petro, and Alberto Fernández (in the three Latin American countries).

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In our brief conversation, I did not address issues regarding the Bolsonaro administration; however, I made a point of mentioning what I had already shared in the media—specifically in reader comments—regarding the baffling fact that a country as incredibly wealthy as Brazil suffers from such dire conditions:

– 100 million people living without access to sewage systems;

– in education, Brazilian students rank among the bottom 20% of the 90 countries evaluated by the OECD’s PISA;

– healthcare services for the young and the elderly are inadequate;

– our intellectuals and statesmen fail to command the respect they deserve; and

– other dystopian aspects.

I added that I attributed this state of anomie to the governments led by the Workers' Party (PT) and, naturally, by President Lula. Voting for and electing him explains the wretched situation in which we find ourselves. The four years of the Bolsonaro administration were insufficient to rectify the mismanagement and excesses perpetrated by the PT during its thirteen years in power (2003–2016).

I did not mention this to him, but I believe Senator Flávio Bolsonaro will defeat President Lula in the October elections. It is not a question of Flávio’s own merits; the primary issue is Lula’s profound unfitness for office—as the undisputed central figure in some of humanity's greatest corruption scandals.

I am drafting this statement to send to that friend the day after the presidential election runoff.

My goal is to show him the following:

(i) despite his brilliance and political qualifications, he was wrong and President Lula was defeated; or

(ii) despite the dystopian state caused by PT governments, he was absolutely right in his assessment and President Lula won re-election. 

And if he is correct, one must admit that politics is not driven by common sense, reason, and logic; strictly speaking, it is driven by human passions—often rooted in the imponderable, the incomprehensible, and the disorientation of individuality.

After all, regarding the presidential election of October 25, 2022—without having spoken to this dear friend—I had bet that President Bolsonaro would win re-election against his rival, Mr. Lula. I was wrong, and unfortunately, the ex-convict became President of the Republic.

Well, now for the crucial question: on this coming October 25th, regardless of the election results, will I send this text to my friend? I will only decide that night, once the election results are announced.


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Dialogue avec un ami

Aujourd'hui, vendredi 25 septembre, dernier vendredi du mois, lors de la réunion des anciens "Veteranos do Cerrado", de la promotion Marechal Mascarenhas de Moraes (promotion 1972 de l'AMAN), j'ai eu le plaisir de m'entretenir avec un cher ami de nos années d'études, et plus particulièrement de notre formation de parachutiste au Centre d'entraînement de parachutisme General Penha Brasil, que nous avons effectuée ensemble.

Cet ami est un militaire brillant, admiré pour sa connaissance approfondie et responsable des enjeux politiques nationaux et internationaux.

Notre conversation a porté sur deux sujets : 

(i) la série Fauda, actuellement diffusée sur Netflix, composée de quatre saisons de douze épisodes chacune, relatant les actions des membres du Mossad dans la lutte contre les Palestiniens ; et 

(ii) l'issue possible des élections présidentielles, dont le premier tour aura lieu le 4 octobre et le second, si nécessaire, le 25 octobre.

Il ne connaissait pas la série Fauda. Je lui ai conseillé de le regarder, notamment pour contribuer à l'évaluation critique du travail. À mon avis, la présentation des actions israéliennes comporte des erreurs et des lacunes importantes. En bref, qu'il le regarde afin que nous puissions revenir à une analyse plus pertinente et nuancée.

Passant aux questions politiques, je lui ai demandé quel serait le résultat des prochaines élections présidentielles brésiliennes. Avec calme, assurance et certitude, il a déclaré que le président Lula serait réélu. Parmi ses arguments, il a cité la faiblesse de son adversaire, le sénateur Flávio Bolsonaro.

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J'inclus dans ces gribouillis ce dont je n'ai pas discuté avec cet ami : mon point de vue sur le gouvernement Bolsonaro. En réalité, je pense que cet ami ne fait que relayer ce qu'une grande partie des médias, des intellectuels et des politiciens, avec un penchant pour la gauche, propagent au sujet du sénateur Flávio Bolsonaro, en raison de la prétendue mauvaise gouvernance de son père, le président Jair Bolsonaro.

Ce que ces influenceurs dissimulent, c'est que certains ministres du gouvernement Bolsonaro comptent parmi les meilleurs de l'histoire de la République, même face à la terrible situation engendrée par la pandémie de coronavirus. Il s'agit de : Paulo Guedes (Économie), Tarcísio de Freitas (Infrastructures), Rogério Marinho (Développement régional), Teresa Cristina (Agriculture) et Damares Alves (Femmes, Famille et Droits humains). Cette affirmation est étayée par le fait qu'après la fin du gouvernement Bolsonaro, Guedes a poursuivi sa carrière internationale d'économiste ; Tarcísio est devenu un gouverneur de São Paulo couronné de succès ; Rogério, Teresa et Damares ont été élus sénateurs de la République. Les chroniqueurs soucieux de décence devraient reconnaître que le gouvernement Bolsonaro a obtenu d'excellents résultats dans les cinq domaines mentionnés ; et, par souci d'exactitude et d'impartialité, ils devraient ajouter que ses performances ont été médiocres en matière d'éducation, de communication sociale, de relations publiques avec ses propres enfants, et en raison de déclarations ponctuelles et désastreuses.

De plus, les leaders d'opinion susmentionnés affirment que, dans le domaine de la santé, Bolsonaro est responsable de la mort de 700 000 personnes des suites de la Covid-19. Voici une supercherie qui pousse les critiques à l'indécence et à des comportements contraires à l'éthique. Les États-Unis comptent 340 millions d'habitants et ont déploré, à un moment donné, 900 000 décès dus à la Covid-19. La population cumulée de l'Allemagne, de la France et du Royaume-Uni avoisine les 230 millions d'habitants, et ces trois pays ont enregistré environ 660 000 décès liés à la Covid-19. Le Mexique, la Colombie et l'Argentine comptent environ 220 millions d'habitants, et ces trois pays ont également déploré près de 600 000 décès dus à la Covid-19. Le Brésil, avec ses 212 millions d'habitants, a enregistré 700 000 décès liés à la Covid-19. Dans les pays mentionnés (à l'exception du Brésil), il n'y a pas d'analystes fanatiques et odieux qui aient blâmé les présidents ou les premiers ministres pour les décès dus au Covid-19 — c'est-à-dire Joe Biden, Angela Merkel, Emmanuel Macron et Boris Johnson (aux États-Unis et dans les 3 pays européens), ainsi qu'Andrés Obrador, Gustavo Preto et Alberto Fernandez (dans les 3 pays d'Amérique latine).

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Lors de notre brève conversation, je n'ai pas abordé les questions relatives au gouvernement Bolsonaro ; toutefois, j'ai tenu à rappeler ce que j'avais déjà évoqué dans les médias et dans les commentaires des lecteurs, à savoir mon incompréhension face au fait qu'un pays aussi riche que le Brésil présente les carences suivantes :

– 100 millions de personnes vivent sans accès à l'assainissement ;

– dans le domaine de l'éducation, les élèves brésiliens figurent parmi les 20 % des jeunes les moins performants des 90 pays évalués par PISA (OCDE) ;

– le système de santé offre des services insuffisants aux jeunes et aux personnes âgées ;

– nos intellectuels et nos hommes d'État ne reçoivent pas la reconnaissance qu'ils méritent ; et

– d'autres aspects dystopiques.

J'ai ajouté que j'attribuais cet état d'anomie aux gouvernements dirigés par le Parti des travailleurs (PT) et, bien sûr, par le président Lula. Voter pour lui et l'élire ne fait que justifier la situation déplorable dans laquelle nous nous trouvons. Les quatre années du gouvernement Bolsonaro n'ont pas suffi à corriger les abus perpétrés par le PT durant ses treize années de gouvernement, de 2003 à 2016.

Je ne vous l'ai pas dit, mais je crois que le sénateur Flávio Bolsonaro battra le président Lula aux élections d'octobre. Il ne s'agit pas des qualités de Flávio. Le problème principal est la disqualification flagrante de Lula, chef incontesté des plus grands scandales de corruption de l'histoire.

J'écris ce témoignage pour l'envoyer à cet ami le lendemain du second tour de l'élection présidentielle.

Mon objectif est de lui démontrer deux choses :

(i) malgré son intelligence et ses compétences politiques, il s'est trompé et le président Lula a été battu ; ou

(ii) malgré l'existence d'un État dystopique engendré par les gouvernements du PT, son analyse était parfaitement juste et le président Lula a été réélu. 

Et s'il a raison, il faut admettre que la politique n'est pas guidée par le bon sens, la raison et la logique ; à proprement parler, elle est guidée par les passions humaines, souvent fondées sur l'impondérable, l'incompréhensible et la désorientation de l'individualité.

Surtout que, concernant l'élection présidentielle du 25 octobre 2022, sans même en avoir parlé à ce cher ami, j'avais parié sur la réélection du président Bolsonaro face à son adversaire, M. Lula. Je me suis trompé et, hélas, l'ancien prisonnier est devenu président de la République.

Bon, maintenant, la question cruciale : le 25 octobre, quels que soient les résultats, vais-je vraiment envoyer ce message à mon ami ? Je ne me déciderai que le soir même, à la publication des résultats.


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Diálogo con un amigo

Hoy, 25 de septiembre, último viernes del mes, en la reunión de los "Veteranos do Cerrado", de la promoción del Mariscal Mascarenhas de Moraes, egresados de AMAN en 1972, tuve el placer de conversar con un querido amigo de nuestros tiempos de estudiante y, sobre todo, porque hicimos juntos el curso de paracaidismo en el Centro de Entrenamiento de Paracaidismo General Penha Brasil.

Este amigo es un militar brillante, admirado y con un profundo conocimiento de la política nacional e internacional, con gran responsabilidad.

En nuestra conversación, hablamos de dos temas: 

(i) la serie Fauda, actualmente en Netflix, que consta de 4 segmentos, cada uno con 12 episodios, sobre las acciones de miembros del Mossad en la lucha contra los palestinos; y 

(ii) el posible resultado de las elecciones presidenciales, cuya primera vuelta se celebrará el 4 de octubre y la segunda, de ser necesaria, el 25 de octubre.

Él desconocía la serie Fauda. Le dije que lo viera, incluso que me ayudara con la evaluación crítica de la obra. En mi opinión, hay errores y fallos trágicos en la presentación de las acciones israelíes. En resumen, que lo viera para que pudiéramos volver a un análisis más adecuado y cualificado.

Pasando a temas políticos, le pregunté cuál sería el resultado de las próximas elecciones presidenciales brasileñas. Con calma, seguridad y certeza, declaró que el presidente Lula sería reelegido. Entre sus argumentos, citó la debilidad de su oponente, el senador Flávio Bolsonaro.

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En estos garabatos incluyo lo que no comenté con ese amigo: mi opinión sobre el gobierno de Bolsonaro. En realidad, creo que este amigo refleja lo que gran parte de los medios de comunicación, intelectuales y políticos, con sesgo izquierdista, están propagando sobre el senador Flávio Bolsonaro, debido al supuesto mal gobierno de su padre, el presidente Jair Bolsonaro.

Lo que estos líderes de opinión ocultan es que hay ministros en el gobierno de Bolsonaro que se encuentran entre los mejores ministros de la historia republicana, incluso en la terrible situación derivada de la pandemia del coronavirus. Son: Paulo Guedes (Economía), Tarcísio de Freitas (Infraestructura), Rogério Marinho (Desarrollo Regional), Teresa Cristina (Agricultura) y Damares Alves (Mujer, Familia y Derechos Humanos). Esta afirmación se demuestra por el hecho de que, tras el fin del gobierno de Bolsonaro, Guedes continuó su proyección internacional como economista; Tarcísio se convirtió en un exitoso gobernador de São Paulo; Rogério, Teresa y Damares fueron elegidos senadores de la República. Los columnistas que actúen con integridad deberían afirmar que el gobierno de Bolsonaro tuvo un desempeño muy bueno en los cinco ámbitos mencionados; y, en aras de la precisión y la imparcialidad, deberían añadir que su desempeño fue deficiente en Educación, Comunicación Social, interacción pública con sus propios hijos y declaraciones episódicas y desastrosas.

Además, los líderes de opinión mencionados declaran que, en el ámbito de la Salud, Bolsonaro fue responsable de la muerte de 700.000 personas por Covid-19. He aquí un fraude que sumerge a los críticos en la indecencia y el comportamiento poco ético. Estados Unidos tiene 340 millones de habitantes y, en un momento dado, registró 900.000 muertes por Covid-19. La población combinada de Alemania, Francia e Inglaterra ronda los 230 millones de habitantes y, al mismo tiempo, los tres países registraron aproximadamente 660.000 muertes por Covid-19. La población de México, Colombia y Argentina es de alrededor de 220 millones de habitantes y, de manera similar, los tres países registraron cerca de 600.000 muertes por Covid-19. Brasil, con 212 millones de habitantes, registró 700.000 muertes por Covid-19. En los países mencionados (con la excepción de Brasil), no hay analistas fanáticos y malintencionados que culpen a los presidentes o primeros ministros por las muertes por Covid-19; es decir, Joe Biden, Angela Merkel, Emmanuel Macron y Boris Johnson (en EE. UU. y los 3 países europeos), así como Andrés Obrador, Gustavo Preto y Alberto Fernández (en los 3 países latinoamericanos).

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En nuestra breve conversación, no abordé los temas relacionados con el gobierno de Bolsonaro; sin embargo, hice hincapié en lo que ya había informado en los medios, en los comentarios de los lectores: mi incomprensión ante el hecho de que un país tan rico como Brasil presente las siguientes deficiencias:

– 100 millones de personas sin saneamiento básico;

– En el ámbito educativo, los estudiantes brasileños se encuentran entre el 20% con peor desempeño de los jóvenes en el universo de 90 países evaluados por PISA, de la OCDE;

– El sistema de salud ofrece servicios deficientes a jóvenes y ancianos;

– Nuestros intelectuales y estadistas no reciben el respeto que merecen; y

– Otros aspectos distópicos.

Añadí que atribuyo este estado de anomia a los gobiernos liderados por el Partido de los Trabajadores (PT) y, naturalmente, por el presidente Lula. Votar por él y elegirlo justifica la lamentable situación en la que nos encontramos. Los cuatro años del gobierno de Bolsonaro fueron insuficientes para corregir los abusos perpetrados por el PT durante los 13 años de sus gobiernos, de 2003 a 2016.

No te lo dije, pero creo que el senador Flávio Bolsonaro derrotará al presidente Lula en las elecciones de octubre. No se trata de las cualidades de Flávio. El problema principal es la enorme inhabilitación de Lula, el líder indiscutible de los mayores escándalos de corrupción de la historia.

Escribo este testimonio para enviárselo a este amigo al día siguiente de la segunda vuelta de las elecciones presidenciales.

Mi objetivo es demostrarle lo siguiente:

(i) a pesar de su brillantez y cualificación política, se equivocó y el presidente Lula fue derrotado; o

(ii) a pesar de la existencia de un estado distópico provocado por los gobiernos del PT, tenía toda la razón en su análisis y el presidente Lula fue reelegido.

Y si tiene razón, hay que admitir que la política no se rige por el sentido común, la razón y la lógica; en sentido estricto, se rige por las pasiones humanas, a menudo basadas en lo imponderable, lo incomprensible y la desorientación de la individualidad.

Sobre todo, porque respecto a las elecciones presidenciales del 25 de octubre de 2022, sin haber hablado con este querido amigo, aposté a que el presidente Bolsonaro sería reelegido frente a su oponente, el señor Lula. Me equivoqué y, lamentablemente, el exconvicto se convirtió en presidente de la República.

Ahora bien, la pregunta crucial: el 25 de octubre, independientemente de los resultados electorales, ¿le enviaré realmente este mensaje a mi amigo? Solo lo decidiré la noche de ese día, cuando se publiquen los resultados.

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