Foi publicado no jornal Estadão a análise intitulada “O silêncio dos militares e como a crise do STF afeta o futuro dos condenados pelo golpe de Bolsonaro”, do jornalista Marcelo Godoy. Sem entrar no mérito dos argumentos desse articulista — até porque ele menciona um golpe que só existiu em mentes envolvidas em trapaças inadmissíveis — há a conveniência de estabelecer um paralelo histórico entre três momentos da evolução brasileira.
Inicialmente cabe a indagação: os militares estão em silêncio e qual deve ser a atitude dos cidadãos eleitores? Bom, “A história é a mestra da vida” (“Historia magistra vitae”, Cícero, 106-43 a. C.), então vejamos!
Em 1945, cerca de 25.000 militares brasileiros se deslocaram para a Itália, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB), para combater o nacional-socialismo (nazismo). Destarte, 460 heróis sucumbiram (à custa de várias centenas de mortes de inimigos nazistas), contribuindo para varrer da Europa o nazismo.
Em 1964, organizações empresariais e entidades patronais, Igreja Católica e outras entidades religiosas, grandes jornais e emissoras, OAB e grandes mobilizações cívico-populares (sintetizadas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade) reagiram contra a tentativa de implantação do comunismo no Brasil, convocando os militares para se contraporem a essa tentativa hedionda.
Assim, após a determinação do Parlamento para a ocupação do Poder, o regime militar resultante da Contrarrevolução de 1964, com o sacrifício de 121 patriotas (à custa de centenas de mortes de adeptos daquela pérfida ideologia), ocasionou um salto econômico gigantesco, transformando Brasil, de 42ª. economia para a posição de 8ª. economia do mundo.
Ademais, o regime militar criou uma série de instituições que beneficiaram e beneficiam a totalidade do povo brasileiro. Podem ser citados: Banco Central, BNDES, FUNRURAL, EMBRAPA, SUDAM, CNPQ, FINEP, EMBRATEL, TELEBRAS, INSS, PIS e PASEP. Além disso, o regime militar construiu as maiores hidrelétricas brasileiras; elevou a produção de petróleo de 75.000 para 750.000 barris diários de petróleo; criou a EMBRAER, uma das maiores empresas produtoras de aviões do mundo; asfaltou 43.000 quilômetros de estrada; criou 15 universidades; passou de 200 mil universitários para quase 2 milhões.
Em 1985, os militares saíram da cena política e o País ingressou na normalidade política esperada pelos brasileiros. Lamentavelmente, esse sonho transformou-se em pesadelo e, nos últimos quase 30 anos, mercê da ocupação do Poder pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o Brasil mergulhou nos maiores escândalos de corrupção da humanidade, conforme pode ser comprovado pelo Mensalão, Petrolão, CelsoDanielzão, Toninhão, Lava-Jatão, Correião, INSSião, Masterzão, Moraes-Vorcarão e STFão.
Em outubro próximo, com a eleição presidencial prevista, os cidadãos brasileiros estarão diante de outra possibilidade de varrer a opção e vocação para a distopia e transformar a anomia vigente em perspectiva otimista e construtiva para a busca de um mundo melhor, onde haja a prevalência da igualdade de oportunidade para todos, à luz dos atributos de liberdade, verdade e ética. As próximas gerações agradecerão efusivamente!
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