O editorial do jornal Estadão com o título “Colapso educacional” faz uma avaliação dos resultados educacionais do PISA 2025, nos quais o desempenho dos estudantes dos países da OECD — que compreende as 31 economias mais desenvolvidas — apresentaram uma queda nos últimos anos.
————————————————
PISA – Programme for International Studente Assesment
OECD – Organization for Economic Cooperation and Development
————————————————
As causas podem ser a participação dos jovens nas redes sociais, a utilização dos smartphones e as perdas causadas pela pandemia do coronavírus. Enfim, tem havido um distanciamento dos jovens ao conhecimento.
Embora o jornal não tenha mencionado, houve uma ligeira melhora nos resultados dos jovens brasileiros, mas o Brasil continua entre os piores 20% dentre 91 países, onde houve a aplicação das provas.
Por crença, resiliência e teimosia pura e simples, vou repetir o que já postei em espaço semelhante deste jornal.
As seguintes proposições podem contribuir inequivocamente para melhorar a educação no Brasil:
1) avaliar e identificar as ações dos diretores e professores das escolas com melhor desempenho, até porque, mesmo no setor público, há escolas com desempenho satisfatório;
2) propiciar curso de treinamento — a ser repetido, com viés atualizado e aperfeiçoado, com frequência semestral — para todos os diretores e professores das demais escolas, com base nas ações identificadas nas melhores escolas;
3) estabelecer metas de desempenho e resultados para todas as escolas;
4) adotar medidas de estímulo para os diretores e professores das escolas que atingirem as metas estabelecidas (inclusive estímulo de ordem financeira);
5) substituir os diretores e professores das escolas classificadas entre as 10% de piores desempenho e resultados;
6) condicionar a concessão de recursos financeiros do governo federal para os governos estaduais ao cumprimento das metas de desempenho e resultados das respectivas escolas — idêntico procedimento para concessão de recursos para os municípios; e
7) instituir medidas punitivas — aí incluída a perda de cargo, no caso de repetição de mau desempenho — para os governadores, prefeitos e respectivos secretários de educação que não adotarem as medidas estabelecidas e não atingirem as metas preconizadas.
Em síntese, avaliação e premiação continuadas e permanentes, e punição, com a mobilização subjetiva, psicológica e até mesmo espiritual, se possível — enfatizo: avaliação, premiação e punição continuadas e permanentes!
Sim, até mesmo porque a educação deve ser a primeira prioridade na gestão pública nos níveis federal, estadual e municipal e, sobretudo, na visão de todos os cidadãos que aspiram por um País melhor e com igualdade de oportunidade para todos.
Que haja incentivo e estímulo para discussões e debates, amplos e irrestritos.
################################
################################


Nenhum comentário:
Postar um comentário