O artigo “Subversão de Homero ou uma adaptação aos tempos (pós-)modernos? Uma leitura cristã do filme Odisseia”, de Daniel Damasceno, publicado no jornal Estadão, contém, na introdução, uma afirmação que, de certa forma, caracteriza as visões de públicos distintos sobre a obra, isto é, “os meios conservadores têm acusado o longa de ser progressista demais, tendo pago pedágio à agenda ‘woke’ (“despertar” para pautas inclusivas); os progressistas têm elogiado a representatividade racial e a inclusão de gênero na trama; já os especialistas têm lamentado a infidelidade ou até mesmo a subversão da obra original.”
Eu me incluo entre aqueles que lamentam a infidelidade e a subversão da obra original. Nesse sentido, já manifestei isso em vários comentários divulgados na imprensa.
Fazer filme depreciando o que está na Bíblia; fazer filme alterando a obra de Homero; fazer campanha política conspurcando o que o oponente pensa sobre a Santa Padroeira; desfigurar a Justiça liberando integrante de organização criminosa sem razão; enfim, essa liberdade dos humanos para macular a verdade...
Se uma anta adquirisse a faculdade de pensar, ela ficaria indignada e faria a opção para retornar à antiga vocação, uma vez que essa faculdade dá a qualquer ente a incapacidade de viver, pensar e agir de acordo com os atributos conquistados na evolução da condição de átomo, molécula,... para um ser que vive e pensa.
Tá meio confuso, contudo menos do que o que esse povo de cinema e política faz.
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