sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Filme “A Odisseia” - 9 – [New York Times]

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Artistic forgery of a character

Maya Phillips, an arts and culture critic for The New York Times, wrote a scathing piece about Christopher Nolan’s film “The Odyssey”, titled “ 'The Odyssey' Should Have Done Better by This Character”.

Right at the start, she declares: “This latest portrayal feels like a particularly disheartening disservice to one of the earliest examples of a powerful, sexually autonomous woman in literature.”

Phillips particularly disagrees with the changes director Nolan made to the role of Circe.

In this regard, she states: “This Circe seems cruel and crazed. In Homer’s telling, Odysseus becomes so enamored of her that she becomes a kind of substitute wife.”

After summarizing the roles of women in Nolan’s work, Phillips

adds: “None are fulfilling, but none feel as dismissive as the evil witch treatment of Circe.”

Agreeing with the columnist, I posted a comment alongside her article, asserting the artistic falsification of the character. I transcribe it below.

There is, of course, no version of “The Odyssey” bearing Christopher Nolan’s name; what exists is Homer’s “Odyssey”. Regardless of the financial resources employed, Mr. Nolan created an artistic reimagining of this universal masterpiece—and did so, certainly, with richness and excellence—but we must never lose sight of Homer’s genius (especially regarding his Circe) simply to let ourselves be captivated by Mr. Nolan’s inventions and the diminished stature of the original work’s characters.


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Falsificação artística de personagem

A senhora Maya Phillips, crítica de arte e cultura do jornal New York Times, escreveu uma crônica contundente sobre o filme “A Odisseia”, de Cristopher Nolan, intitulada “ ‘A Odisseia’ deveria ter tratado melhor essa personagem.”

Já no início, ela declara que Esta representação mais recente parece um desserviço particularmente desanimador a um dos primeiros exemplos de uma mulher poderosa e sexualmente autônoma na literatura.

A senhora Phillips não se conforma, em particular, com as alterações inseridas pelo diretor Nolan no papel de Circe.

E, nesse sentido, ela afirma Esta Circe [de Nolan] parece cruel e desequilibrada. Na narrativa de Homero, Odisseu fica tão encantado por ela que ela se torna uma espécie de esposa substituta.”

Após uma síntese do papel das mulheres na obra de Nolan, a 

senhora Phillips complementa, asseverando que Nenhuma delas tem um papel plenamente satisfatório, mas nenhum tratamento parece tão redutor quanto o de Circe como a bruxa malvada.”

Concordando com a articulista, postei um comentário no jornal New York Times, contíguo a seu artigo, estatuindo a falsificação artística de personagem. Transcrevo-o a seguir.


Com certeza, não existe “A Odisseia” de Cristhopher Nolan. O que existe é “A Odisseia” de Homero. Por mais recursos financeiros que tenha utilizado, o Sr. Nolan fez uma transformação artística dessa obra-prima universal — e o fez com riqueza e excelência, é verdade — contudo, jamais podemos nos afastar da genialidade de Homero (em especial, de sua Circe) para nos encantar com as falsificações do Sr. Nolan e a redução da grandiosidade dos personagens da obra original.


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