quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prisão de ex-assessor de Jair Bolsonaro

Em face da decisão absurda praticada pelo Poder Judiciário brasileiro contra a figura do Dr. Filipe Martins, divulgo neste blog o texto de um vídeo postado no Facebook pelo ex-Deputado Federal Alexandre Ramagem sobre essa aberração jurídica que se assemelha às grandes injustiças históricas praticadas contra um cidadão.


Chamou-me a atenção o fato de que Filipe Martins valeu-se de uma declaração do grego Sócrates — quando estava sendo julgado, e depois condenado e executado —, para negar-se a afirmar inverdade, o que os inquisidores estavam tentando obrigá-lo a fazer.

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Injustiça contra Filipe Martins

Alexandre Ramagem

26/08/2026

Você sabe quem é Filipe Martins? Foi assessor especial de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais — um jovem estudioso, uma pessoa serena e com conhecimento vasto.

Em fevereiro de 2024, a Polícia Federal do Alexandre de Moraes cumpriu prisão preventiva contra ele. Qual era o motivo? Risco de fuga, porque ele teria embarcado em dezembro de 2022 com o Bolsonaro para os Estados Unidos.

Como pode haver risco de fuga em 2024, por um embarque em 2022, estando ele no Brasil com a família no Paraná? E que crime é esse, ir para os Estados Unidos, sem nenhuma investigação contra ele? E pior! Filipe Martins não viajou, não foi para os Estados Unidos naquela data; não saiu do Brasil, que era o motivo da prisão. Mesmo assim, ele está preso, até hoje. Parte dessa prisão foi em solitária. Ciente de que ele não tinha embarque nenhum, para mantê-lo preso, forjaram uma entrada do Filipe Martins no sistema americano de imigração — um crime federal nos Estados Unidos — o jornal Folha de São Paulo publicou o artigo “Justiça americana diz que é falso documento dos EUA usado pelo STF para prender Filipe Martins”.

E aí, a gente se pergunta: por que eles queriam tanto o Filipe Martins preso? Porque eles precisavam de uma outra delação premiada. Eles tinham as declarações desencontradas do Mauro Cid, sem imputação de crime, sem golpe, extraída sob pressão e ameaça — o jornal Folha de São Paulo publicou o artigo “Cid diz em áudio que foi pressionado pela PF a delatar coisas que não sabia e critica Moraes”. Eles queriam outra pessoa para corroborar o que o delator Cid disse. Filipe Martins era o alvo perfeito para eles — um jovem, um assíduo de bibliotecas, preso, longe da mulher e da filha. Eles queriam que ele mentisse; só que ele não mentiu. Da cadeia, ele escreveu: 

“Não delatei, não delatarei, porque não há o que delatar; é preferível que eu padeça de uma injustiça, do que cometa outra para livrar minha pele.” (Citação de Sócrates). 

Sabem o que é isso? Hombridade, coragem e virtude, coisa que esse sistema não reconhece, não pratica e não tem. 

Agora, um juiz americano quer saber quem digitou o registro falso do Filipe Martins nos Estados Unidos. Estão informando que tem 3 brasileiros nessa fraude — o portal do Cláudio Dantas divulgou o artigo “Bastidores: fraude em registro de Filipe Martins envolveu 4 americanos e 3 brasileiros”. 

Será que o Fábio Shor não está entre eles? Fábio Shor é o delegado que representou pela prisão do Filipe Martins; o mesmo que depois foi para o gabinete do Alexandre do Moraes, no STF — o portal G1 Política divulgou o artigo “Delegado da PF que atuou em inquéritos sobre Bolsonaro e 8/1 é nomeado assessor de Moraes no STF”. É o mesmo que em 2024, esteve em Orlando e em Nova Iorque, exatamente as duas pontas onde o registro fantasma foi consultado e apareceu o nome do Filipe Martins. 

Será que o agente federal Adriano Camargo não está entre eles? Oficial de ligação da Polícia Federal nos Estados Unidos, na mesma época; e que tem um irmão juiz, com relacionamento com os outros juízes auxiliares do Alexandre de Moraes. 

Será que o Marcelo Ivo não está entre eles? É o delegado, oficial de ligação da PF, em Miami, expulso dos Estados Unidos, exatamente por manipular o sistema de imigração americano — o portal Poder Internacional divulgou o artigo “EUA expulsam delegado da PF por manipular sistema de imigração”. É aquele que tentou me deportar e que acabou corrido daqui. 

Isso não é a Polícia Federal, tão respeitada de tempos anteriores. Essa é a Polícia Federal desse Andrei Rodrigues. O mesmo que tratou pais e mães de família, idosos do 8 de janeiro como terroristas. O mesmo que quando os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, saiu chamando a decisão de equívoco — o jornal Metrópoles divulgou o artigo “Andrei chama decisão dos EUA sobre PCC e CV de ‘equívoco grosseiro’ ”. Enquanto isso as operações no Rio de Janeiro que pedem o apoio da Polícia Federal têm que ficar esperando porque eles se negam a combater. 

Esse é o sistema em que o Brasil está. Esse é o País que nós temos que mudar esse ano nas urnas. É Flávio Bolsonaro, presidente do Brasil, número 22. E no Rio de Janeiro, para o Congresso Nacional, Rebeca Ramagem, Deputada Federal, número 2217. Até porque o Flávio Bolsonaro vai precisar de toda ajuda possível.

Antes de passar ao texto, divulgo o perfil do autor do vídeo.

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Alexandre Ramagem
  • Ex-delegado da Polícia Federal;
  • Ex-chefe da equipe de segurança do presidente Jair Bolsonaro (JB), após a vitória no 2º turno da eleição presidencial de 2018;
  • Ex-assessor da Secretaria de Governo da Presidência da República do governo JB;
  • Ex-Diretor-Geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN);
  • Foi nomeado para Diretor-Geral da Polícia Federal, mas não tomou posse, por decisão do STF; e
  • Ex-Deputado Federal pelo Rio de Janeiro.

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