sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Comentários políticos de 2014, 2015 e 2018

Por oportunismo e conveniência, transcrevo a seguir três mensagens publicados na coluna Fórum de Leitores do jornal Estadão em 2014, 2015 e 2018. São comentários associados como as respectivas conjunturas políticas, que guardam alguma semelhança com a atualidade em face das eleições a ocorrerem em outubro vindouro.


____________________________________________________

####################################################


MILITARES E DEMOCRACIA – O destino do Brasil

Em curiosa e não despropositada coincidência, o magnífico editorial “Os militares e a democracia”, deste 15 de novembro (A3), contrapõe atitudes e procedimentos militares atuais aos de parcela da classe política e identifica gritantes diferenças entre ambos. 

Para ilustrar a solidez institucional — à qual os militares atualmente se associam —, no texto é citada ação em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relativa a malfeitos da campanha da sra. Dilma Rousseff. 

Para ilustrar a indigência, não sei se pessoal ou institucional, poderia ser mencionada a afirmação do presidente do STF de que é preciso evitar um "golpe institucional" ao se referir, paradoxalmente, a um procedimento previsto na Constituição e que de certa forma pode estar no alicerce legal do processo em curso no TSE. 

A menção ao fato de que "as lideranças civis muito podem aprender com a atitude dos militares" é emblemática e leva à reflexão de quão longe pode o País chegar com militares de Primeiro Mundo e personagens políticos de enésimo mundo.

Quem prevalecerá? Com esse e tantos outros editoriais, o Estadão está cumprindo exemplarmente seu papel. Até quando?

ISABEL KRAUSE S. ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

[Como eu ainda estava no serviço ativo, a assinatura do Estadão era em nome de minha esposa Isabel, dado que manifestações políticas públicas eram vedadas aos militares da ativa. Tão logo fui para a reserva, passei a assinatura para meu nome, evitando assim manifestações políticas minhas, em nome de Isabel — o que, a rigor, era inconveniente e até mesmo inaceitável.]


——————————————————————————



____________________________________________________

####################################################


EDUCAÇÃO – Resultados do Pisa

O Brasil tem aproximadamente 19 mil escolas estaduais e municipais de ensino médio. Cerca de 800 delas, espalhadas por todas as unidades da Federação, funcionam satisfatoriamente, em grande parte porque a gestão é adequada. 

A menor unidade de gestão educacional é a direção. O diretor é fator essencial do êxito mencionado. Portanto, dentre as dezenas de imperiosas medidas a serem adotadas — valorização do professor, motivação dos alunos, enfim, o ser humano em primeiro lugar — para melhorar o vergonhoso resultado constatado na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, uma única pode ter impacto transformador: o fomento e estímulo à direção das escolas. Treinamento continuado, avaliação periódica e premiação financeira dos diretores são medidas simples, objetivas, viáveis e eficazes. E o que é fundamental e surpreendente, os resultados podem ser obtidos em curto prazo (até três anos). 

As cogitações aqui expostas se aplicam a totalidade das escolas do ensino básico brasileiro (cerca de 180 mil).

E de quem é a responsabilidade pela adoção das ações requeridas? Do ministro e dos secretários de Educação, dos governadores, dos prefeitos e dos próprios diretores. Ou, quem sabe, de algum líder iluminado com iniciativa para desencadear o processo e disposição para convencer os outros de que educação é a prioridade fundamental, até, se necessário, em detrimento dos demais campos da administração pública. 

E responsabilidade também dos cidadãos eleitores, que na hora de votar deveriam escolher quem demonstre rigoroso compromisso com a educação como prioridade.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília


——————————————————————————



——————————————————————————


Nota.

O Brasil possui cerca de 178,8 mil escolas de educação básica (públicas e privadas), conforme os dados oficiais do Censo Escolar divulgados pelo Inep. Essas instituições atendem a aproximadamente 46 milhões de matrículas em todo o território nacional. [1]

Panorama da Educação Básica

  • Total de escolas: Aprox. 178.800 unidades de ensino.
  • Total de matrículas: Cerca de 46 milhões de estudantes.
  • Rede municipal: Concentra a maior parte das instituições, com cerca de dois terços do total de escolas, voltando-se principalmente à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental.
  • Rede privada: Representa pouco mais de 20% das escolas do país.

Fonte (consulta: 18/08/2026, às 11:57 h) 

https://www.google.com/search?q=totalidade+de+escolas+do+ensino+b%C3%A1sico+no+Brasil&sca_esv=f45b6ea3982c2aeb&sxsrf=APpeQnvCNOPq38t8sqG8ootqJuWaWVBdrA%3A1787062932211&source=hp&ei=lGqEao-cCqiu5OUPyIKN8AE&iflsig=ABILxe8AAAAAaoR4pCoWYucP9uCRX7YVLLUixU5MFMcz&ved=0ahUKEwiPto2asKqWAxUoF7kGHUhBAx4Q4dUDCCg&uact=5&oq=totalidade+de+escolas+do+ensino+b%C3%A1sico+no+Brasil&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IjF0b3RhbGlkYWRlIGRlIGVzY29sYXMgZG8gZW5zaW5vIGLDoXNpY28gbm8gQnJhc2lsMgUQIRigAUjndlAAWNdvcAF4AJABAJgBlQGgAeEuqgEENS40NbgBA8gBAPgBAZgCMaAC3y3CAgQQIxgnwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAhEQLhiABBixAxiDARjHARjRA8ICDhAuGIAEGMcBGK8BGI4FwgIOEAAYgAQYigUYjQYYsQPCAggQLhiABBixA8ICCBAAGIAEGLEDwgIOEC4YgAQYsQMYxwEY0QPCAgUQLhiABMICERAAGIAEGIoFGI0GGLEDGIMBwgIFEAAYgATCAgsQLhiABBjHARivAcICCBAuGLEDGIAEwgILEC4YrwEYxwEYgATCAgcQABiABBgKwgIJEAAYgAQYChgLwgIGEAAYFhgewgIIEAAYgAQYogTCAgUQABjvBcICBRAhGJ8FwgIHECEYChigAcICBRAhGJIDmAMAkgcENC40NaAHma4CsgcEMy40NbgH3i3CBwcxNi4zMS4yyAdOgAgB&sclient=gws-wiz


____________________________________________________

####################################################


Equívocos em série

Mesmo sendo o único intelectual da História do Brasil a exercer a Presidência da República, o Sr. Fernando Henrique Cardoso não desencadeou uma solução definitiva para os problemas da educação brasileira [houve a gestão do ministro Paulo Renato, ex-reitor da Unicamp, um pouco melhor do que a média histórica, porém insuficiente para as enormes demandas brasileiras]. Em consequência, o País continua um dos últimos colocados na consagrada classificação do Pisa. 

O Sr. Fernando Henrique permitiu ou contribuiu para que o sr. Lula da Silva se elegesse para suceder-lhe. Ademais, não usou sua liderança para propor o impeachment do Sr. Lula em 2006. As consequências das gestões petistas no Brasil são uma catástrofe histórica sem precedentes. E o que é mais grave: puseram a sociedade em estado de descrença, desesperança e desatino. 

Não é novidade que o Sr. Fernando Henrique tenha previsto o insucesso da candidatura e eleição do Sr. João Doria, em São Paulo — que fique claro: não conheço o prefeito paulistano nem tenho procuração, vocação e interesse em defendê-lo. 

Não é novidade, pois, que o Sr. FHC cometa equívocos. Melhor faria se nos poupasse de conhecê-los. Afinal, estamos fartos de líderes que não cumpriram seu papel quando abraçaram o maior cargo da República e teimam em continuar exercendo papel para o qual não foram investidos.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília


——————————————————————————



____________________________________________________

####################################################

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário