sábado, 8 de setembro de 2018

Pesquisa IBOPE


ESTADÃO — 8/Set/2018


O Estadão noticiou que, segundo pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, “Bolsonaro perde para Ciro, Marina e Alkmin no 2º turno e empata tecnicamente com Fernando Hadad.


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


[Divulgado no campo ‘Comentários’, junto ao artigo do Estadão, com a análise da notícia, em 8/Set/2018]

Há algo que precisa ser perguntado ao IBOPE, Estadão, TV Globo e Sócrates — não o grego, mas o macaco. Como e que o Ciro tem no 2º turno, uma votação maior do que a soma dos votos, no 1º turno, do Ciro, da Marina, do Alkmin e do Hadad juntos? Os eleitores são assim tão inconsequentes? Tenho a certeza de que os autores da encomenda da pesquisa darão dezenas de justificativas, mas o Sócrates continuará indagando pois ele só aprende o que for ensinado sem as práticas humanas disfuncionais. Vale dizer, ele não sofre da síndrome humana de corromper e distorcer a realidade.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Paz, harmonia e civilização


FOLHA DE SÃO PAULO — 7/Set/2018


Sob o título “Anjinho fascista não merece solidariedade, diz candidato sobre Bolsonaro”, a Folha de São Paulo, publicou análise sobre as reações da oposição ao atentado sofrido em Juiz de Fora pelo candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.  Algumas das lamentáveis manifestações — pela agressividade, grosseria resultante de abjeta doença ideológica — justificam o ato insano. Vale dizer, não há necessidade de mandantes quando o inconsciente coletivo de uma minoria atuante age de maneira tão injustificável. O estímulo para os celerados ficaram inexcedivelmente evidenciados.


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


O dinheiro roubado sob as responsabilidades do Sr. Lula poderia ser aplicado em saúde. E assim milhares de crianças e idosos teriam sido salvos da morte. Agora aparece alguém defendendo um criminoso que pode ser incluído no rol dos mais abjetos e hediondos. Ou permitir que crianças e idosos morram não é um abjeção, uma hediondez? A indagação que hesita em se calar: como fazer para transformar este País em uma terra de gente civilizada e que sabe o siginficado de paz e harmonia social?

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Alkmin versus Bolsonaro


FOLHA DE SÃO PAULO — 6/Set/2018


No artigo “Fidelidade do eleitorado do Bolsonaro", publicado na FSP, a jornalista Daniela Lima encerra sua peroração reproduzindo a seguinte asserção do candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alkmin: "Não há ninguém tão despreparado quanto o Bolsonaro. Acho que o Brasil retrocederia, iríamos para um caos. Farei o possível para evitar que isso aconteça. Tenho responsabilidade para com meu país".



RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


[Divulgado no campo ‘Comentários’, contíguo ao artigo, no site da FSP, de 6/9/2018]

O Sr. Alkmin disse que não há alguém tão despreparado quanto Bolsonaro. Isso partindo de alguém com uma campanha tão mentirosa quanto a do Sr. Alkmin é um inestimável elogio. Partindo de alguém com tantas acusações de corrupção na justiça e de acordos com a criminalidade quanto o Sr. Alkmin é algo a ser considerado em favor do Bolsonaro. Partindo de alguém que já tirou foto apoiando candidato com acusações de pertencer ao PCC não qualquer efeito eleitoral negativo. Bolsonaro 2018!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Empreitada antidemocrática


ESTADÃO — 5/Set/2018


O Estadão publicou editorial comparando o Bolsonaro com o Lula e inferindo que o candidato à presidência da República pelo PSL, da mesma forma que o sentenciado do PT, não se insere no universo daqueles que pugnam pelos ideais democráticos.


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


[Divulgado no Facebook, em 5/Set/2018]

A primeira referência ao Estadão, eu a ouvi há cerca de 55 anos, quando meu professor de português se referira ao jornal como um dos mais confiáveis de sua espécie. Leio o jornal há mais de 40 anos e tornei-me assinante há quase 20 anos atrás. 
Ao ler o editorial “Empreitada antidemocrática” (A3, de 5 de setembro), confirmei a tendência que vinha observando nos últimos meses. O jornal demonstra que se posiciona no cenário político de forma flagrantemente contrária ao candidato Jair Bolsonaro, o que convenhamos satisfaz ao atributo da liberdade que deve estar presente em qualquer atividade humana de uma sociedade democrática. Porém, seria conveniente que à semelhança do que ocorre em outras plagas, a direção do jornal declarasse com clareza seu posicionamento. 
Na questão do mérito das opiniões divulgadas no editorial, Bolsonaro e Lula são chamados de “gêmeos univitelinos”, para complementar o raciocínio de que “os petistas vivem a denunciar que eleição sem Lula é uma ‘fraude’ ”. Quer dizer, Bolsonaro é comparado a um criminoso condenado em segunda instância por corrupção e outros crimes. É comparado a quem tenta insistentemente burlar as leis vigentes para livrar-se da cadeia. É comparado a quem já atribuiu culpa a sua mulher por malfeitos de que fora acusado. É comparado a quem vivia o usufruto de um sítio, cuja propriedade tem sido negada de forma recorrente. É comparado a quem recebia recursos financeiros de empresas com interesses em empreendimentos governamentais, em pagamento de honorários de supostas palestras, onde a dúvida sobre sua concretização jamais foi esclarecida — até porque falta-lhe escolarização e conhecimento para ministrá-las. Evidentemente, a comparação é um produto do teatro do absurdo em estado puro.
No prosseguimento do texto, o editorial destaca “que Bolsonaro, a exemplo dos petistas, não tem a menor disposição de acatar qualquer desfecho da eleição que não seja a sua vitória”.  Isso foi afirmado diante da hipótese aventada pelo candidato de que será eleito presidente “desde que não haja fraude nas eleições”. A esse respeito, convém ressaltar que qualquer candidato tem o direito de achar que sairá vencedor das eleições. Ademais, é de conhecimento pleno e universal que o processo de eleição por intermédio de urnas eletrônicas não é adotado em qualquer país do mundo, nas condições brasileiras, pela inequívoca possibilidade da existência de fraude. Qualquer ser humano, não importa se estúpido ou genial, sabe que todos os bancos e todos os serviços secretos do mundo lutam um pertinaz combate às fraudes eletrônicas; e o processo funciona como uma corrida em volta da mesa, onde o corredor da frente segue corrigindo as possibilidades de fraude e o corredor seguinte segue quebrando os códigos do primeiro corredor, em um processo sem fim. Então, a probabilidade de fraude nas eleições com urnas eletrônicas existe e o processo deveria ser alterado. Esse foi o contexto das afirmações do candidato. O autor do texto ignorou essa circunstância ou simplesmente abandonou-a por falta de compromisso com a história do jornal ou com seus leitores.
A análise do editorial prossegue asseverando que “ao PT, nessa empreitada antidemocrática, agora se junta Bolsonaro, que hoje é o principal porta-voz de um setor da sociedade que defende a implosão do sistema político, considerando-o totalmente corrompido”. A frase tem uma generalização oriunda do descompromisso já evidenciado. A política é vital para a prevalência da democracia. A política alicerçada na corrupção deve ser varrida, deve ser implodida, sem qualquer sombra de dúvida. A mentira, a canalhice, o “balcão de negócios” e o “toma-la-da-cá” devem ser varridos e implodidos no âmbito da atividade política, queiram ou não os políticos, os intelectuais, os artistas e os integrantes da mídia que defendem a política nesse nível rasteiro e abjeto.
Assim, o editorial chega à conclusão de que “para o resto da sociedade, que se preocupa com a manutenção das liberdades, trata-se de oportuna lembrança de que a democracia só existe com respeito às regras e ao resultado da eleição”. Primeiro, há que enfatizar que a manutenção das liberdades não interessa apenas para o resto da sociedade, interessa para todos. Interessa para todos a liberdade de praticar a verdade, especialmente, para um jornal com a responsabilidade do Estadão — pelo menos para o jornal do professor no meu período de adolescência ou para aquele que comecei a ler no início da vida adulta ou para aquele de que me tornei assinante e, ainda hoje, recebo todos os dias em minha casa. Ademais, a democracia só existe com respeito às regras decentes, aprovadas pelos representantes do povo — como a comprovação do voto impresso que foi denegada de forma incompreensível. Só existe com respeito ao resultado da eleição determinado pela votação consciente, livre e sem a interferência de processo duvidoso e com a possibilidade de ser fraudulento.
Por último e de fundamental relevância, espera-se que um jornal com a trajetória do Estadão tenha a liberdade de fazer prevalecer seus interesses e possa escolher o candidato para o qual dirigirá seus esforços; quanto a isso, dúvidas não há. Mas espera-se que a verdade, a coragem e a ética façam parte de sua filosofia, de seus procedimentos e obviamente de seus textos. Não se espera comparações absurdas, desprovidas de fundamentos racionais e fundamentadas em desvios ilógicos. Se assim não for, valem para o jornal — para o jornal não, isso seria injusto, mas para autores de texto como o editorial ora citado — a expressão de Brecht, convenientemente adaptada “Quem luta pela canalhice tem que poder lutar e não lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; prestar serviços e negar serviços; manter a palavra e não cumprir a palavra; .... Quem luta pela canalhice tem de todas as virtudes apenas uma: a de lutar pela canalhice”.

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domingo, 2 de setembro de 2018

O voto de Fachin e a inelegibilidade de Lula


ESTADÃO — 2/Set/2018


Sem Lula lá (Extrato)

Fachin ficou isolado no TSE ao forçar a elegibilidade de um inelegível

Eliane Cantanhêde

“...............
Advogado, professor de Direito, relator da Lava Jato, ministro do Supremo e agora também do TSE, Fachin não sabe que:
1 – O Comitê de Direitos Humanos da ONU não representa Estados, apenas reúne peritos independentes, e não pode determinar nada, obrigar nada, só fazer relatórios?
2 – Dos 18 integrantes do comitê, apenas dois (dois!), segundo o relator do registro de Lula no TSE, Luiz Roberto Barroso, subscreveram o texto do comitê que pretendia manter Lula candidato fazendo campanha a partir da cela da PF de Curitiba?
3 – Ao produzir uma recomendação de tamanha ousadia, os dois peritos estrangeiros nem sequer se deram ao trabalho de ouvir o contraditório, de pedir informações ao Estado brasileiro sobre o que se passava internamente?
4 – A delegação permanente do Brasil em Genebra se manifestou oficialmente contra qualquer consequência prática da recomendação do comitê sobre as eleições no Brasil? 
5 – O comitê, segundo Barroso, não tem nenhum papel jurisdicional e suas recomendações não têm efeito vinculante, não se sobrepõem às leis brasileiras, não são obrigatórias e, portanto, nem preveem alguma sanção caso ignoradas?
6 – O comitê é uma coisa, o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU é outra coisa? Esse, sim, representado por Estados?”
..................
Depois, o ministro passou a brilhar na opinião pública, por ser voto vencido, uma espécie de vítima, na segunda turma do Supremo, enfrentando Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que “soltam todo mundo” e até garantiram elegibilidade para o inelegível Demóstenes Torres. 
Agora, Fachin ficou em posição inversa, pois foi ele quem tentou garantir elegibilidade para o inelegível Lula e ficou isolado no plenário do TSE. Assim, volta a alimentar uma dúvida: afinal, quem é Edson Fachin?
...................”


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


[Mensagem divulgada no campo ‘Comentários’ do site do Estadão de 2/Set/2018]

Excelente análise, Sra. Eliane! 
Uma hipótese, no bojo da Teoria da Conspiração.  
(1) O Fachin vinha votando sistematicamente a favor da Lava Jato, o que contraria os parceiros que o indicaram para o Supremo.  
(2) Uma causa perdida era a oportunidade singular de fazer um aceno para os parceiros.  
(3) De quebra, garantiu citações acadêmicas na matéria de direitos humanos envolvendo a ONU.  
(4) E ainda se ofereceu para um cargo na ONU, no futuro, em um eventual governo cor de rosa.  
(5) O pessoal de Direito precisa vigiá-lo para ver se não vai publicar o voto de ontem na forma de artigo ou livro. 

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A vitória do Bolsonaro e os pesadelos de um leitor do Libération


FOLHA DE SÃO PAULO — 2/Set/2018


Gente competente afirma que Bolsonaro não vence, mas ainda tenho pesadelos

Em artigo com esse título, publicado no jornal Folha de São Paulo, o Sr. Bernardo Carvalho, admitindo quanto o incomoda a possível vitória de Bolsonaro, expõe as mazelas de seu pensamento e manifesta a intenção de sair do Brasil caso se concretize o resultado com o qual ele não concorda. 
Cai no lugar comum de acusar de fascista todo aquele que não pensa de forma igual a si próprio — o que associado com o inconformismo com a liberdade e a prevalência de outrem é a maior característica de qualquer indivíduo acometido pela síndrome ideológica. 


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


Versão completa
O articulista, cineasta e eleitor Bernardo Carvalho (“Gente competente afirma que Bolsonaro não vence, mas ainda tenho pesadelos”, Folha de 2/Set/2018) — tudo indica, qualificadíssimo nas três áreas — não saiu do Brasil nos governos Lula, Dilma e Temer. Aceitou o desempenho educacional desses governos, um dos piores do mundo; aceitou os resultados de segurança pública com 60.000 assassinatos por ano, a despeito da falsidade do Estatuto do Armamento, bem como 50.000 mortes em acidentes de trânsito; aceitou as mazelas no setor de saúde e seus índices de mortes de crianças e idosos, terríveis; e aceitou os bilhões perdidos em empréstimos externos, com recursos do BNDES empregados na Venezuela, em Cuba etc. 
Será que precisa mais? Bem que ele poderia ter saído do Brasil. Aí teríamos nos livrado de sua presença incômoda. Não me refiro ao lado pessoal, ao indivíduo; eu tenho respeito por qualquer ser humano. Refiro-me ao ente político do cidadão tri-facetado, leitor do jornal francês Libération, o que o insere no universo daqueles que odeiam Hitler e Goebels e amam Stalin e Beria. Digamos que suas emoções não são despertadas pelas obras do quarteto, mas pelas ideias — tento salvar-lhe a pele embora consciente de que ideias que geram ações hediondas vicejam na mente de pessoas hediondas.
Afirmo com ênfase: os sonhos que está tendo agora com o Bolsonaro, brevemente, vão virar realidade. A razão é que contrariamente ao articulista, os brasileiros não se conformam com o que o PSDB, PMDB e PT fizeram ao Brasil. Ademais, prezam pela verdade e pela decência, e não  pensam em sair do país, antes, aqui permanecem para contribuir para a busca da paz e da harmonia da sociedade.

Versão com cerca de 600 caracteres
O articulista, cineasta e eleitor Bernardo Carvalho (“Gente competente afirma que Bolsonaro não vence, ...”) não saiu do Brasil nos governos Lula, Dilma e Temer. Desses governos, aceitou: o péssimo desempenho educacional; os resultados de segurança pública, com 110.000 mortos por ano em assassinatos e em acidentes de trânsito; as mazelas no setor de saúde; e os bilhões perdidos em empréstimos externos. Será que precisa mais? Bem que ele poderia ter saído do País. Os sonhos que está tendo agora com o Bolsonaro, brevemente, vão virar realidade. A razão é que contrariamente ao articulista, os brasileiros não se conformam com o que o PSDB, PMDB e PT fizeram com o Brasil.


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sábado, 1 de setembro de 2018

Mudança e transformação — resposta ao Sr. Reale Jr.


ESTADÃO — 1/Set/2018


Brasil em chamas

Em artigo com este título, o Sr. Miguel Reale Júnior volta mais uma vez suas baterias contra o candidato Jair Bolsonaro. Para diminui-lo, vale-se do testemunho do Sr. Sérgio Fausto, presidente do Instituto FHC — empreendimento que o Lula tentou copiar, mas não cuidou de camuflar devidamente as fontes de recursos e, na empreitada, colhe maus frutos até hoje — e de um certo Al Satan Hussein, comissário da ONU. Combater o Bolsonaro é lídimo. Esquecer a herança do PSDB, PMDB e PT não é virtuoso. A resposta deste eleitor tenta explicar.


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


No artigo “Brasil em chamas” (Estadão, 1/Set/2018), o Sr. Miguel Reale Júnior oferece um conjunto de ambiguidades e impropriedades, à guisa de argumentos, como forma de combater o candidato do qual ele discorda. Analisemos a argumentação do articulista, reprisando suas posições, identificando uma parcela das demandas da sociedade e caracterizando minimamente os conceitos para a gestão pública correlata.
O Sr. Júnior se refere aos benefícios do Estatuto da Criança e do Adolescente, como se cuidar de criança — seja pela família, pela escola ou pelo governo — dependesse de estatuto; e não fosse uma obrigação pétrea de pais, professores e governantes. Eu até entendo o Sr. Júnior: os integrantes do PSDB, do  PMDB e do PT desconhecem esse dever, daí a necessidade do ECA.
O Sr. Júnior se refere ao trabalho das ONGs em favor dos desassistidos, como se retirar cidadãos da margem da sociedade não fosse um problema dos gestores públicos. Ora, os governantes não podem permitir que os cidadãos se encaminhem para a situação marginal. E se por falhas das lideranças, uma grande quantidade de brasileiros está alijada da normalidade, os políticos do PSDB, PMDB e PT deveriam ter a decência de agir, independentemente de ONGs para sanar essa imoralidade tão presente na realidade brasileira. Parece que o Sr. Júnior e seus correligionários não sabem disso. Então, começam a ser criadas essas ONGs que não raro se transformam em monstros.
O Sr Júnior cita Goebels — será que é mais um que odeia Goebels e adora Beria? — para sem qualquer sutileza referir-se àqueles com os quais não concorda. Técnica lugar comum de radicais de quaisquer latitudes: atribuir ao oponente atributos que carregam no fundo da mente.
O Sr. Júnior — não me refiro dessa forma para apequená-lo! — menciona o Sr. Sérgio Fausto que considera o candidato Bolsonaro um tosco e cita também um alto comissário da ONU — será que ele tem mais de dois metros de altura? — que está dando palpite sobre a realidade brasileira, asseverando que o Bolsonaro representa um risco para os direitos humanos no Brasil. Bem, nesse caso, esse Al Satan Hussein não sabe o que será exposto a seguir.
Os brasileiros estão propensos a votar em outubro próximo contra o “balcão de negócios”, o “toma-la-dá-cá” que os correligionários do Sr. Júnior, do PMDB, do PSDB e do PT implantaram na atividade política no Brasil — ressaltando-se a política como uma atividade nobre e fundamental da democracia —, com a compra da reeleição, com o Mensalão, com o Petrolão e outras mazelas alicerçadoras do caos moral e ético prevalente. O que os eleitores querem é a escolha de ministros, a votação dos assuntos de Estado e a gestão pública em geral, sem a intervenção espúria dos canalhas da política.
Os cidadãos querem a educação voltada para o conhecimento, diferente daquela conduzida pelo PSDB, PMDB e PT, que nos legaram um dos piores sistemas educacionais do mundo dentre os 80 países mais organizados. Então, entre as metas fundamentais colimadas para escoimar a herança dos vícios que agrada ao Sr. Júnior incluem-se: a valorização dos professores (retórica, formação, treinamento e aperfeiçoamento continuado, avaliação, equilíbrio e aumento dos salários, entre outras medidas) e a motivação dos alunos; a ênfase para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio; o fomento do ensino técnico e profissionalizante; e eliminação do viés ideológico, de tal sorte a priorizar a lógica, a razão e a busca de harmonia; a adequação da bibliografia, dos currículos e dos processos educacionais; a correção da matriz de recursos financeiros ensino superior versus ensino infantil, fundamental e médio; a correção da matriz de dimensão do ensino superior versus ensino técnico e profissionalizante; e a eficácia do emprego dos recursos em educação (eliminando as perdas de 40% que rolam para o esgoto da corrupção e má gestão).
No atinente à Ciência & Tecnologia — voltadas para a transformação de conhecimento em bens, em inovações, em qualidade de vida — que os governantes do PSDB, PMDB e PT descuraram e jogaram o País em estado de anomia, os cidadãos exigem medidas como a identificação de talentos e a valorização dos cientistas; a priorização de tecnologias portadoras de futuro; o fortalecimento e a integração dos Polos de Inovação; a interação dos centros tecnológicos com a universidade e a indústria, visando às inovações para o parque produtivo; a eficácia do emprego e o aumento do montante de recursos para esse campo transformador de organizações, sociedades e países.
Em relação à segurança pública — pela quantidade de políticos encarcerados e pela quantidade dos que devem ser enjaulados,  o maior emblema da disfunção produzida pelos políticos que o Sr. Júnior defende —, os eleitores querem o combate à corrupção como paradigma fundamental do equacionamento das questões de segurança (especialmente levando em conta: (i) o exemplo, isto é, não se pode prender o cidadão que roubou o celular, se líderes estiverem roubando desbragada e impunemente; (ii) quando milhões e até bilhões são roubados, escolas e hospitais deixam de receber os recursos requeridos e que são escassos, sobretudo pela mão grande dos correligionários do Sr. Júnior). Os eleitores querem o endurecimento das penas para os condenados por crimes hediondos, inclusive para os menores de idades (que não devem ser tratados como menores, mas como bandidos monstruosos); querem a prevenção sistemática, obrigatória, estratégica, rotineira como forma primacial do combate à criminalidade em geral; querem também a valorização, o aperfeiçoamento e melhoria da formação e treinamento continuado dos agentes da lei. Enfim, querem o que os integrantes do PMDB, PSDB e PT se omitiram, deixaram de fazer, dado que os interesses pessoais de cada um têm prevalecido de forma recorrente, para gáudio do Sr. Júnior.
Na área da saúde pública — mais uma; mais uma não! Todas as áreas em que o PMDB, PSDB e PT se envolveram atingem as raias da degradação, da insuficiência, da abjeção —, os cidadãos demandam o equacionamento e solução dos graves problemas de saneamento que agravam a saúde de cerca de 100 milhões de brasileiros; demandam o ajustamento no atendimento primário da saúde básica, com cerca de 80% dos problemas existentes sem a necessidade de hospitalização; demandam as medidas e procedimentos preventivos como forma de evitar a doença ou para combatê-la no momento inicial de seu surgimento, aí incluídas as questões de vacinação e solução de problemas que historicamente estavam resolvidos e agora retornaram; demandam a formalização de um plano de cargos na área da saúde, de sorte a fomentar e motivar a movimentação dos médicos dos grandes centros para a periferia dos estados; demandam a extinção da utilização de recursos preciosos no fomento de ditaduras hediondas, sob a desculpa de um programa Mais Médico, que a rigor, traz estrangeiros cuja formação médica é insuficiente ou inexistente. Os cidadãos demandam pois o que os correligionários do Sr. Júnior lhes negaram.
O que até aqui foi mencionado em política, educação, ciência & tecnologia, segurança e saúde, — isto é, degradação, disfunção; e respectivas ações mitigadoras, corretivas e aperfeiçoadoras — é prevalente e recorrente em todas as demais áreas da gestão pública nos últimos 20 anos; vale dizer, em todos os governos cujos próceres foram ou são integrantes do PMDB, PSDB e PT, correligionários do Sr. Júnior.
De fato, os cidadãos brasileiros querem, exigem e vão eleger um tosco, como asseverou o Sr. Fausto. Claro, somente um tosco pode resolver a anomia deixada pelos macios, decentes, aristocratas, elegantes e éticos — cujo maior ou menor grau desses atributos depende da densidade de canalhice do intelectual analista — que administraram a conquista da reeleição e consecução do Mensalão e do Petrolão.
Com certeza, os eleitores brasileiros querem, exigem e vão eleger alguém que representa um grande perigo para o país deixado pelos correligionários do Sr. Júnior. Nesse sentido, o Sr. Júnior tem razão em citar o risco que o Sr. Hussein, da ONU declarou. Há o risco de a corrupção endêmica, sistêmica e atávica ser combatida de forma fatal; há o risco de os recursos passarem a ser aplicados com eficácia em saúde, saneamento, segurança pública, educação, ciência & tecnologia et al; há o risco de a pena dos criminosos hediondos ser endurecida; há o risco de secar a fonte de recursos que os elegantes e aristocratas desviavam para seus interesses pessoais — tudo isso em desfavor dos direitos humanos dos elegantes canalhas que o Sr. Júnior implicitamente defende.
Os cidadãos, eleitores e contribuintes estão diante de um ponto de inflexão da história do Brasil. A questão essencial é usar a liberdade associada com a verdade para infletir na direção correta, com coragem e ética. Os indicadores atuais permitem uma boa expectativa. A mudança e a transformação são necessárias e virão; com a contribuição de pessoas corajosas como Janaína Paschoal; sem violência, e no amparo da democracia. É possível pois construir um Brasil grande para as crianças da atualidade e para as que virão — um país com oportunidade e qualidade de vida para todos, com generosidade, transparência e harmonia. 

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