sábado, 14 de fevereiro de 2026

Eleição presidencial e redenção

O notável intelectual Bolívar Lamounier publicou no Estadão o artigo “E assim se passarão mais dez anos?”, no qual faz um retrospecto de nossas mazelas políticas, desde o período iniciado com o governo Getúlio Vargas, passando pelos demais governantes até chegar à conjuntura atual, e avaliando as possibilidades da eleição presidencial do corrente ano de 2026. 

Ele conclui seu instigante artigo de forma pessimista e assevera: “não estou afirmando sequer remotamente que loucuras como as que venho de relembrar estejam nas cartas. Não creio no mito do eterno retorno. Digo apenas que a gana presidencial de Lula e a pavorosa entressafra de políticos que governa atualmente o País aumentam as chances de nos mantermos num eterno buraco.”


A questão é simples: povo grande e país grande dependem de traumas, intelectuais e estadistas. 

Os traumas indicam a necessidade de solução; os intelectuais alinhavam a solução para superar os traumas; e os estadistas desencadeiam as proposições dos estadistas. 

Na história, o Brasil não teve grandes traumas, desses que levam centenas de milhares de pessoas. Não falta de traumas, os intelectuais, se existissem, não teriam o que solucionar. Estadistas..., aí o desastre é total, insuperável! 

Como excelso intelectual, o Sr. Lamounier é exceção; e, como tal, ele fez o diagnóstico, mas e a solução? E aí surge eventual "salvador da Pátria", e os eleitores o elegem?

Desafortunadamente, o Sr. Lamounier está vaticinando que o Sr. Lula poderá reeleito e que continuará conduzindo o Estado e a Nação para o buraco.

Os cidadãos preocupados com o futuro das próximas gerações devem apostar no engano do Sr. Lamounier e augurar que não se eleja um “salvador da Pátria”, mas alguém capaz de provocar a redenção.


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