Por mais incrível que possa parecer, uma reunião a portas fechadas de dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual apenas eles — ministros, enfatize-se — estavam presentes, teria sido gravada e o conteúdo da gravação vazou e foi divulgado pelo jornal digital Poder360.
Os ministros ficaram revoltados com o vazamento e a divulgação, como se revolta e indignação socorresse os indigentes e desqualificados.
A rigor, esses eventos potencializam o estado de desconfiança e falta de credibilidade no Poder Judiciário, mercê de sequência interminável de decisões questionadas por juristas, intelectuais e pela população em geral.
Construamos, pois, uma metáfora para as trapalhadas.
Numa reunião dessa em um condomínio de Brasília (na capital, ocorrem coisas que o criador não previu...), os 9 integrantes da Administração optaram por vazar o conteúdo das declarações do evento para evitar que a acusação de corrupção contra um deles respingasse sobre a maioria e ampliasse o desgaste de forma inapelável.
O interessante é que nenhum condômino (e nenhum analista...) cogitou dessa hipótese nefasta, porém, não exatamente absurda. É isso que dá em cenários desmoralizados e sem a credibilidade requerida.
O que surpreende é que na Administração do condomínio não sobrava sequer um único defensor da liberdade e da verdade, mesmo entre aqueles supostos acima de qual suspeita.
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