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| "O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado." Homenagem a Oscar Barbosa Souto Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz. In Memoriam. |
O estudante Bernardo Manfredini, de 12 anos, foi aprovado no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele já conquistou 80 medalhas em competições acadêmicas e declarou que, no futuro, pretende estudar Engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) ou no Instituto Militar de Engenharia (IME).
Um leitor do jornal Estadão postou comentário afirmando que o IME e o ITA não são as melhores faculdades de engenharia do Brasil.
Será? Quando chefiei o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), tive a ventura de interagir com o engenheiro Maurício Moutinho Silva, graduado no IME, que, ao fazer mestrado na Universidade de Cranfield, na Inglaterra, com centenas de mestrandos de vários países, ganhou os quatro prêmios conferidos a concludentes do curso (a primeira vez que isso ocorrera na história dessa universidade) e, adicionalmente, ganhou um doutorado no valor de 90.000 libras. Em seu retorno ao Brasil, tornou-se, no CTEx, gerente do projeto de pesquisa e produção bem-sucedida do simulador SHEFE, um sistema para treinamento de piloto de helicóptero — um feito jamais realizado no hemisfério sul, com recursos humanos e financeiros locais. Enfatize-se que até hoje, esse simulador se encontra em utilização na formação dos pilotos de helicóptero do Exército.
Interagi também com o engenheiro Luís Depine de Castro, também formado no IME, que gerenciou, no CTEx, o projeto de pesquisa e a respectiva obtenção de fibra carbono a partir de rejeitos de petróleo — devendo ser ressaltado que apenas três ou quatro países do mundo lograram esse tipo de conquista. Após participar na China de seminário de pesquisa de fibra Carbono, o engenheiro Depine organizou um evento similar no Brasil, o que jamais ocorrera na história científico-tecnológica de país em desenvolvimento.
Afora o simulador SHEFE e o projeto de fibra Carbono, posso citar pelo menos mais cinco artefatos bélicos (alguns de uso dual, isto é, civil e militar) que foram pesquisados e produzidos no CTEx, em parceria com indústrias privadas, sob a gestão de engenheiros formados no IME; e que jamais foram pesquisados, desenvolvidos e produzidos no hemisfério sul. São eles:
– o radar SABER M-60 — componente de sistema de defesa antiaérea;
– o sistema REMAX — plataforma da metralhadora .50 para veículos blindados sobre rodas;
– o sistema MTO — Módulo de Telemática Operacional;
– o sistema C2 de Combate — sistema para Comando e Controle automatizado, para brigada; e
– o sistema MAGE — destinada a operações de Guerra Eletrônica.
Então segue minha réplica ao desafortunado leitor que formulou juízo de valor sobre a classificação do IME e ITA, relativa à formação de engenheiros no Brasil.
Em Engenharia, o IME e o ITA estão disparados à frente de todas as demais faculdades de Engenharia do País, e se alinham entre as boas faculdades de Engenharia do mundo. Quem cursou o IME e o ITA e já esteve em escolas similares nos Estados Unidos, na Rússia e na China sabem que é verdade.
Que o garoto Bernardo Manfredini cumpra sua vontade e sua promessa de ingressar no IME ou no ITA. E que os gestores em Educação e os políticos se espelhem no IME e no ITA para dar prioridade absoluta para Educação no País e proporcionar a todos os jovens igualdade de oportunidade.
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