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| "O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado." Homenagem a Oscar Barbosa Souto Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz. In Memoriam. |
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Conflito EUA-Israel versus Irã
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Conforme tem ocorrido nos últimos 15 anos, na última sexta-feira de cada mês, os integrantes da turma Marechal Mascarenhas de Morais, formados na AMAN em 1972, e radicados em Brasília — os Veteranos do Cerrado — se reúnem no restaurante do Clube do Exército, do Setor Militar Urbano. É um evento único, em que entes humanos que se consideram irmãos por escolha — e, também, irmãos na crença de valores da juventude — relembram causos antigos, relatam causos novos e vivenciam experiências de toda ordem, sob a égide de companheirismo, lhaneza no trato, gentileza e bom humor.
Hoje, 27 de fevereiro, última sexta-feira deste mês, no momento de chegada ao clube, eu e mais dois companheiros ficamos conversando durante alguns minutos no hall da portaria. Então, um casal que estava saindo do local parou ao nosso lado. O caboclo de barba branca perguntou se eu não me lembrava dele. Diante de minha indecisão, ele declarou que era Emanuel; acrescentou que fora meu adjunto na missão de Adido de Defesa junto à embaixada do Brasil em Teerã; e ressaltou que permaneceu na função de adjunto no meu primeiro ano de missão, uma vez que chegara na capital iraniana um ano antes de mim. Abraçamo-nos efusivamente e, em seguida, ele me apresentou sua segunda esposa, Maria Célia, uma vez que ficara viúvo depois do retorno ao Brasil, com o falecimento da primeira esposa, Mari.
Foi um encontro inusitado e magnífico. Afinal de contas, já se passavam cerca de 20 anos de nosso último contato pessoal. Relembrei que ao chegar a Teerã, tanto ele quanto a prestativa Mari, me ajudaram muito nas tarefas profissionais, mas, especialmente, naquelas que diziam respeito à adaptação a uma cultura totalmente diferente da nossa. Não sei se declarei — caso contrário deveria ter declarado —, que encontrá-lo depois de tanto tempo impunha o viés de me valer de memórias do passado para impulsionar sonhos do futuro.
Emanuel indagou como estavam minha esposa Isabel e os sogros Maria Helena e Cláudio Luiz. Relatei a situação atual deles.
Então, perguntei por sua filha, Joicy. Sua resposta foi surpreendente e admirável! Como líder religioso evangélico, ele mencionou, com ênfase, que a trajetória da filha estava associada à proteção divina.
Ele disse que Joicy estava fazendo graduação em Química na Universidade de Brasília (UnB) e contraiu uma variante extremamente agressiva de câncer. A gravidade da doença levou a equipe médica a informar que não havia cura e que a família se preparasse para o inevitável passamento da paciente. Depois de uns seis meses, Joicy se curou do câncer. Em seguida, a equipe médica informou que, em consequência do impacto do tratamento, ela não poderia ter filhos.
Joicy retomou o curso de Química, graduou-se nessa especialidade e ingressou na pós-graduação. Concluiu mestrado e depois doutorado. Ela se casou com um colega de doutorado. Eles fizeram concurso para ingresso, como professores, na Universidade Federal da Bahia (UFBa). Ele passou em primeiro lugar e ela foi a segunda classificada. O casal se mudou para Salvador e até agora são professores da UFBa. Ademais, eles tiveram a suprema ventura de se tornarem pais de quatro filhos.
Enfim, conforme Shakespeare (em Hamlet, Ato 1, Cena 5), "entre o céu e a terra, há mais mistérios do que nossa vã filosofia imagina".
Por último, acrescento com ênfase, que alegria e enternecimento marcaram a arte do encontro com Emanuel e Maria Célia. Despedimo-nos com a promessa de que nos comunicaríamos com a frequência adequada para quem vivenciou a épica aventura de andar pela Pérsia moderna, onde transitaram, na antiguidade, Ciro, Alexandre e outros notáveis da história.
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| Maria Célia T.. Eloy e Emanuel Waldir Trindade dos Santos Entrada do Clube do Exército – Setor Militar Urbano – Brasília – 27/02/2026 |
| Aléssio Ribeiro Souto, Maria Célia T.. Eloy e Emanuel Waldir Trindade dos Santos Entrada do Clube do Exército – Setor Militar Urbano – Brasília – 27/02/2026. |
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03/03/2026
Conflito EUA-Israel versus Irã
É incrível! É extraordinário! É fantástico!
Eu redigi o texto “Rememorando a Pérsia moderna” no dia 27 de fevereiro, sexta-feira. Nesse sentido, mencionei minha passagem, ao lado do então tenente Emanuel, no Irã (a que atribuo o nome de Pérsia moderna) — eu, na condição de Adido de Defesa, junto à embaixada do Brasil em Teerã, capital daquele País; e o Emanuel como o respectivo Adjunto do Adido.
Pois bem, no dia seguinte — na madrugada de 28 de fevereiro, sábado —, os Estados Unidos e Israel desencadearam a “Operação Fúria Épica”, um ataque aéreo ao Irã, envolvendo pelo menos sete cidades daquele país.
Os objetivos anunciados para essa operação incluem a destruição do projeto de obtenção da bomba atômica; a destruição da capacidade de desenvolvimento e produção de mísseis balísticos e de drones; e a possível derrubada do regime islâmico vigente no Irã.
Enfim, trata-se de pôr fim à ameaça propalada pelo Irã contra Israel e contra as instalações americanas nos países do Oriente Médio (embaixadas e organizações militares americanas em Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Oman, Bahrein, Kuwait, Catar e Iraque).
A Força Aérea de Israel ficou encarregada, entre outras, da operação contra Teerã; e, nas sortidas aéreas, foram destruídas as instalações governamentais onde estava sendo realizada uma reunião entre o Supremo Líder, aiatolá Ali Khamenei e os mais elevados próceres militares. Foram mortas as seguintes autoridades:
– o aiatolá Ali Khamenei, bem como sua esposa, genro, neto e outros familiares;
– o general Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa;
– o brigadeiro-general Mohammadd Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC – Islamic Revolucionary Guard Corps) — a principal força militar do país, com poderes maiores do que aqueles das Forças Armadas regulares;
– o general Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e ex-subcomandante do IRGC;
– o general Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior de Defesa e principal autoridade das Forças Armadas regulares;
– o general Esmaeil Qaani, comandantes da Força Quds — encarregada de ações militares externas, com ênfase para o apoio dos proxies do Irã (Hamas na Faixa de Gaza, Hezbollah na Síria, Houthis no Iêmen, milícias no Iraque e outros);
– o brigadeiro-general Ayyid Hossein Mousavi Efterkhari, comandante da Força Aeroespacial;
– o general Hohammad Karami, comandante da Força Terrestre;
– o general Alireza Tangsiri, comandante da Força Naval;
– o general Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij; e
– outras autoridades militares e políticas.
A despeito da perda das maiores autoridades de defesa, o Irã reagiu e desencadeou ações militares, com mísseis e drones, contra Israel e contra os países árabes já citados, que abrigam organizações militares dos Estados Unidos; bem como fechou o Estreito de Ormuz para a navegação e transporte de petróleo.
Passados os quatro primeiros dias das operações, cabe uma série de questionamentos!
Até quando vai durar o conflito em curso?
Quais as consequências para a economia mundial?
Quais as consequências para o Brasil, que se encontra a mercê de um governo corrupto, incompetente e desastrado?
Quais as consequências para cada cidadão que aspira a um mundo melhor para si e para a respectiva família?
Dentro de aproximadamente seis meses, as respostas poderão ser mencionadas. Que vivamos e que — contrariamente ao previsível — possamos renovar as esperanças e perspectivas de um mundo melhor.
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17/03/2026
Prosseguimento do conflito EUA-Israel versus Irã
Passadas 2 semanas do início do ataque dos EUA-Israel versus Irã, o conflito continua com tendência de aumento da intensidade, devendo ser ressaltadas as perdas humanas: os Estados Unidos perderam treze militares; Israel teve 12 pessoas mortas por ataque de mísseis e drones, sendo a maioria civis; e o Irã deve ter perdido acima de 1.300 pessoas, sendo a metade constituída de militares.
Foi divulgado pela mídia mundial que o religioso Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei assumiu o cargo de Supremo Líder do Irã, em substituição a seu pai, que foi morto no primeiro dia do conflito.
De ontem para hoje, 17 de março, Israel teve sucesso no assassinato do chefe da Segurança Nacional iraniana, Ali Larijani, uma das figuras mais poderosas e influentes do regime, e apontado por muitos como líder de facto do governo. Além dele, foi morto também o comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani.
Uma fonte americana, do Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que nas últimas duas semanas o Irã lançou mais de 300 ataques contra Omã, Arábia Saudita, Israel, Jordânia, Chipre, Turquia, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Kuwait e Bahrein.
O Irã obstruiu o estreito de Ormuz por onde circulam 20% da produção petrolífera do Oriente Médio, ocasionando uma alta expressiva do preço do petróleo — chegou a US$ 110,00.
Enfim, dúvidas há sobre o possível término das operações.
Questionamentos são levantados também sobre a concretização dos objetivos políticos dos Estados Unidos e de Israel, isto é: eliminação do projeto nuclear iraniano; reforma política do Irã; e reconfiguração interna do Irã com a redução da autonomia estratégica do regime, com alinhamento aos interesses dos EUA.
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