sábado, 1 de novembro de 2025

Liberdade de cidadãos e dever de magistrados


A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha pronunciou discurso, no dia 25 de outubro, em evento ecumênico na Catedral da Sé, em São Paulo, em memória do jornalista Vladimir Herzog.

Em sua fala, a ministra Maria Elizabeth declarou "Estou presente neste ato ecumênico de 2025 para, na qualidade de presidente da Justiça Militar da União, pedir perdão a todos que tombaram e sofreram lutando pela liberdade no Brasil". Ela acrescentou: “Perdão pelos erros e omissões judiciais cometidos durante a ditadura. ... perdão a Vladimir Herzog e sua família, a Paulo Ribeiro Bastos e sua família, a Rubens Paiva e a Miriam Leitão e a seus filhos, a José Dirceu, a Aldo Arantes, e José Genoíno, a Paulo Vannuchi, a João Vicente Goulart e a tantos outros homens e mulheres que sofreram com as torturas, as mortes, os desaparecimentos forçados e o exílio”.

Em sessão do STM de 30 de outubro, o ministro tenente-brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira criticou a presidente da Corte, expressando sua “total discordância”, por Maria Elizabeth discursar “na qualidade de presidente da Justiça Militar da União, com argumentação superficial e com uma ‘abordagem política’ ”, e asseverando que ela deveria “estudar um pouco mais da história do Tribunal antes de opinar sobre o tema.”

Há a conveniência de que outras vozes se levantem contra o que conspurca norma vigente.

 

Nesse contexto, à luz da liberdade, da verdade, da coragem e da ética, qualquer cidadão tem o direito de pedir desculpas às famílias que tiveram entes assassinadas pelos socialistas.

Foram 10 milhões de pessoas mortas pelos nacionais-socialistas (nazistas), na Alemanha, sob Adolf Hitler; e 100 milhões mortas pelos socialistas reais (comunistas), no mundo, na Rússia, sob Stalin, na China, sob Mao Tse Tung, no Camboja, sob Pol Pot, na Coreia do Norte, sob Kim Il-Sung, Kim Jong-Il e Kim Jong-Un, em Cuba, sob Fidel Castro e na Venezuela, sob Hugo Chaves e Maduro. 

 

As desculpas devem abranger as famílias dos 460 brasileiros da Força Expedicionária Brasileira (FEB) mortos na Itália, na Segunda Guerra Mundial, em 1945, para varrer o nazismo da Europa; e os 119 brasileiros mortos no combate aos comunistas que queriam implantar a ditadura do proletariado, na década de 1960, no Brasil. 

Em favor da verdade, convém mencionar que, em suas épicas lutas, os bravos heróis da FEB fizeram tombar na Itália algumas centenas de nazistas alemães; e, similarmente, outros heróis brasileiros fizeram tombar no solo pátrio algumas centenas de comunistas conterrâneos.

Adicionalmente, qualquer cidadão tem o direito de pedir desculpas à população pela existência de juízes irresponsáveis e desqualificados, que agem de forma nefasta e falam asneira em qualquer lugar. 

Da mesma forma que nas Supremas Cortes dos Estados Unidos e do Reino Unido e nos Tribunais Constitucionais da Alemanha e da França, bem como nos demais tribunais desses e de outros países democráticos desenvolvidos, magistrados só devem se manifestar nos autos do processo.

 


 

 








 


Carta de apoio e solidariedade

Em face do oportuno posicionamento do Ten-Brig Carlos Augusto AMARAL Oliveira, ministro do Superior Tribunal Militar (STM), no plenário daquela Corte, contra as aleivosias da presidente do Tribunal, ministra Maria Elizabeth, alguns oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) organizaram uma carta de apoio e solidariedade ao corajoso oficial-general. Eu aderi a esse pronunciamento da oficialidade, não apenas da FAB, mas também do Exército, bem como de cidadãos civis. Esse documento é apresentado a seguir. 

__________________________

EXMO. SR. TEN.-BRIG.-DO-AR CARLOS AUGUSTO AMARAL OLIVEIRA, MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR 

Há gestos que rompem o silêncio como um raio rasgando o céu e produzindo uma luz e um ruído impossíveis de serem ignorados.

Gostaríamos que sua atitude destemida, no foro máximo da justiça militar, fosse um ato permanente, não apenas individual, mas de toda uma classe e, porque não dizer, de considerável maioria da sociedade, como a tradução de um grito que ecoa nas redes sociais, mas também preso na garganta de milhares de militares da ativa que estão subordinados ao princípio sagrado da disciplina, que devem por doutrina quase religiosa aos seus comandantes, desde aquele infeliz janeiro de 2023.

O preço daquela omissão distorceu, com uma humilhação quase diária, a admiração e o respeito que gozamos junto à sociedade, fruto de um trabalho secular, e que acaba contaminando a muitos de nós, gerando um descrédito injusto e inaceitável. Mais do que isso, está conduzindo a Nação a um destino que não condiz com a grandeza e a importância da nossa Pátria no cenário mundial.

Vossa excelência, com sua destemida atitude, traduziu intimamente a tábua dos mandamentos que estão impregnados na alma de todos aqueles que tiveram a felicidade de passar pelas fileiras da Escola de Aeronáutica e da Academia Força Aérea: CORAGEM para dizer a verdade a qualquer custo; LEALDADE ao destino que abraçou e prometeu seguir em juramento; HONRA, que nos leva a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa; DEVER de lutar por aquilo que acreditamos; e PÁTRIA que juramos defender com o sacrifício da própria vida.

Receba o apoio incondicional e a admiração dos componentes da TURMA AGORA VAI!, nascida em Barbacena, no ano de 1962.

ASSINAM

1.        Maj.-Brig.-do-Ar Jaime Rodrigues Sanchez; 

2.        Brig.-do-Ar Carlos Geraldo dos Santos Porto; 

3.        Cel.-Av. Sérgio Nei Perlingeiro; 

4.        Cel.-PM. Fernando d'Austria e Caravellas Filho;

5.        Cel.-Int. José Danilo F S Maia;

6.        Ten.-Cel. Int.Eduardo Vilanova Corrêa;

7.        Cap.-Int. Iônio Esteves de Mello Júnior;

8.        Cel.-Av. Selmar Luís Altomar;

9.        Cel.-Int. José Maelson Gadelha Barbosa;

10.  Ten.-Cel.-Int. Maurício Victor da Silva;

11.  Cel.-Av. Luiz Fernando Povoas da Silva;

12.  Brig.-Eng. Nelson Vitali Pazzini;

13.  Cel.-Av. José Maria Bittencourt Lopes, 

14.  Ten.-Cel.-Int. Carlos Alberto Souza Figueiredo;

15.  Ten.-Cel.-Int. Francisco Sales Falcão;

16.  Ten.-Brig. Paulo Roberto Rohrig Britto; 

17.  Cel.-Av. Maurício Andrade Corrêa da Silva;

18.  Cel.-Av. José Walter de Souza Telles;

19.  Brig.-Int. Airton Duque Estrada Seraphim;

20.  1° Sarg. QIGFI José Domingos Trinta Allen;

21.  Brig.-Int.  Maximino Mendes de Oliveira Júnior;

22.  Eng.-Civil Luiz Carlos Campos Costa;

23.  Advogado Álvaro Reis Delgado;

24.  Ten.-Brig.-do-Ar Neimar Dieguez Barreiro;

25.  Ten.-Cel.-Int. Carlos Edison dos Santos; 

26.  Cel.-Eng. Derli Stopato da Fonseca;

27.  Cel.-Int. José Augusto Alves Faria; 

28.  Maj.Brig. Washington Carlos de Campos Machado;

29.  Professor Titular Emérito da UnB. Augusto Cesar Bittencourt Pires;

30.  Eng.-Civil Luiz Sérgio Coutinho do Amaral;

31.  Cel.-Int. Marco Aurélio Antunes Bezerra; 

32.  Cel.-Int. José Luiz Kraemer;

33.  Cel.-Av. Cleber Gustavo Torres Jordão;

34.  Maj.-Int. Jose Márcio Elbert de Castro;

35.  Cel.-Int Carlos Casado Lima;

36.  Maj.-Brig.-do-Ar José Orlando Bellon;

37.  Cel.-Av. Mauro Flávio Gomes Berto;

38.  Cel.-Av. João Pereira Novaes Neto;

39.  Cel.-Av. Luiz de Mello Maia Filho;

40.  Ten.-Cel.-Int. Ernani Barbosa;

41.  Brig.-do-Ar José Montgomeri Melo Rebouças;

42.  Cel.-Int. Jorge Luiz Vescia Lunkes;

43.  Cel.-Eng. Airton Marques de Santana;

44.  Eng.-Civil Wilson de Queiroz Filho;

45.  Cel.-Int. Luiz Fernando Benincasa Correa;

46.  Cel.-Av. Fernando Nepomuceno Cerdeira;

47.  Cel.-Int. Jairo Lúcio Campos;

48.  Cel.Int. Luiz Fernando Regnier Marques 

49.  Cel. PM Fernandes Lima;

50.  Cel.-Int. Altair Leal;

51.  Cap.-Av. Túlio Brandão;

52.  Cel.- Int. Sérgio Leal da Costa;

53.  Cel.PM Manoel Henrique de Amorim; 

54.  Engenheiro João Batista Vinhosa;

55.  Mário Antonio da Silva;

56.  Araken Hipólito da Costa;

57.  Maj.-Brig.-do-Ar Cezar Ney Britto de Mello;

58.  Cel.-Av. José Reginaldo Bastos;

59.  Cmt. Linha Aérea Cap.-Av Edilberto de Souza;

60.  Cel. EB Ivo Vitale Menezes;

61.  Cel.-Av. Evandro Ribeiro da Silva;

 

ADEPTOS DE OUTRAS TURMAS E ORIGENS 

1.        Ten.-Brig. Adenir Siqueira Viana BQ 6 

2.        Ten.-Brig. Gilberto Burnier Escola de Aeronáutica 68;

3.        Cel.-Av. Júlio César Ribeiro Martins BQ 73;

4.        Cmt. Linhas Aéreas Marcelo Duarte Lins. BQ 73;

5.        Cel.-Av. Marcus Bittencourt. Turma BQ 64;

6.        Cel.-Av. Francisco Wilson Maia Guedes Filho BQ 69;

7.        Cel.-Av. Francisco José Dominguez AFA 66;

8.        Ten.-Cel.Av. Flávio C.Kauffmann;

9.        Cap. Vet. Paulo Roberto Urpia Lima;

10.  Cel.-Av. Antonio Ricieri Biassus BQ 68;

11.  Cap.-Av. Paulo Winz BQ 72;

12.  Ten.-Cel.-Av. Paulo Eduardo Martins BQ 72;

13.  Cap.-Av. Antônio Luis da Costa Campos ASP 77;

14.  Ten.-Cel.-Av. Leovigildo Souto Maior Junior.  BQ 72;

15.  Cel.-Med.  Marco Arthur De Marco;

16.  Cel.-Av. Julio Cesar Strino de Oliveira BQ 72.

17.  Brig.-do-Ar Paulo Ricardo Laux AFA 86;

18.  Cel.-Int Joaquim Aureliano da Silva Filho AFA 78;

19.  Eng.-Civil Marcus Vinicius de Carvalho Mesquita Ayres BQ 73;

20.  Cel.-Dent. José Eduardo Mongelli;

21.  Cel.-Av. Antonio Carlos Cruz de Assumpção BQ 72;

22.  Ten.-Cel.-Av Eduardo Pereira Benvegnu BQ72;

23.  Ten.-Cel.-Av. Paulo Sérgio Corrêa Dora AFA 76;

24.  Ten.-Cel.-Av. Mário Moreira ASP 76;

25.  Cel.-Av. Danilo Flores Fuchs;

26.  Cel.-Av. Reinaldo Peixe Lima;

27.  Cel.-Av. Luiz Fernando Alves Ferreira BQ 74;

28.  Brig.-do-Ar Jaime Taranto BQ 72;

29.  Cel.-Av. Jorge Luiz Fulop BQ 72;

30.  Engenheiro Ricardo de Melo Sousa BQ 68; 

31.  Cel.-Av. Milton Abib Nepomuceno AFA75;

32.  Economista Antônio Licio; BQ 61;

33.  Cel.-Av. Beal BQ 81;

34.  Cap.-Av. Marcos da Silva BQ 72;

35.  Cel.- Int. Gilberto Ferreira Fazenda BQ 63;

36.  Ten.-Cel.-Av. Paulo Roberto Alonso BQ 66

37.  Luiz Antonio Lyra de Miranda BQ 77;

38.  Cel.-Av Ricardo Barion BQ 81;

39.  Professor Benedito Jorge Morgado BQ 72;

40.  Cap.-Av. Marcos da Silva BQ 72;

41.  Eng.-Civil Antonio José Alvares de Abreu e Silva, BQ 72;

42.  Cel.-Av. Nelson Luiz Trindade Rocha BQ 60;

43.  1ºTen.Av Gilberto de Oliveira Padilha BQ 72;

44.  Cap.-Av. Alberto Greiffo Menescal BQ 71;

45.  Ten.-Cel.-Inf. Cláudio Sérgio Oliveira de Borba Maranhão;

46.  Cel.-Av Jadir Campos de Albuquerque;

47.  Cel-Av. Paulo Roberto S. de Azevedo Costa;

48.  Maj.- Int. Daniel Augusto Cavalcante BQ 92;

49.  Brig.-do- Ar Luiz Carlos Lebeis Pires Filho;

50.  Luiz Fernando Corrêa Ferreira BQ 68;

51.  Cmt de linha aérea Dorgal Borges;

52.  Cel.-Av. Rômulo de Freitas BQ 60;

53.  Ten.-Cel.-Av .Lauro Henrique de Lima Corpa;

54.  Cel. Ivan Cosme AMAN72;

     55. Gen Div Veterano Ribeiro Souto BQ 66 AMAN72



AGRADECIMENTO DO MINISTRO AMARAL

 

O Ten-Brig AMARAL expressou sua gratidão pela missiva de apoio e solidariedade. Sua mensagem é apresentada a seguir.

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Comandante, é Amaral. Desculpe a hora. O Paulo Érico passou-me seu número.  Faço questão de agradecer a belíssima mensagem de apoio que o senhor nos mandou, assinada pelos integrantes de sua turma e outros bondosos militares e civis que manifestaram seu apreço por nós. Vi nomes na lista de muitos oficiais com quem tive a honra de conviver e aprender. Uma honra, pois são grande referência dos valores que pretendo conservar e passar a meus filhos e netos. Não queria a repercussão que teve o evento, embora fosse inevitável, mas era importante registrar formalmente minha posição e o instrumento é a ata das sessões plenárias de julgamento ou administrativas. Gratidão e minha respeitosa continência ao senhor e a todos os civis e militares que assinaram o manifesto. Que Deus abençoe a todos, a FAB e o nosso país.  Rtt Amaral.


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Aprovação e repúdio ao combate à criminalidade

Em megaoperação no Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública e as respectivas polícias civis e militares desencadearam o maior conflito contra a criminalidade no Brasil, ocasionando a morte de pelo menos 119 bandidos do Comando Vermelho (CV) e o sacrifício de 4 policiais.

A maioria dos cidadãos do Rio de Janeiro e dos demais estados da Federação aprovou a contundente ação do governo carioca, contudo a Defensoria Pública da União (DPU) e várias entidades repudiaram a mortandade ocasionada à bandidagem.

Incluo-me entre aqueles que, a despeito de lamentar as mortes, aprovaram a tentativa de impedir a prevalência de narcotraficantes e outros meliantes, ameaçando, colocando em risco e sacrificando cidadãos de bem.

 

No séc. XVII, em face dos riscos enfrentados, o poeta inglês John Donne perguntou: “Por quem os sinos dobram?” Ele próprio respondeu: “Eles dobram por cada um de nós.” Pode-se complementar que “dobram por cada um de nós porque quando alguém se vai, um pouco de cada um de nós segue junto.”

Agora, nós e John Donne estamos chorando porque, no Rio de Janeiro, a sabedoria está se mostrando inútil. Os sinos estão dobrando porque as dezenas que se foram não cometerão mais crime contra cidadãos de bem! Estão dobrando porque eles não serão mais presos e, em seguida, libertados de forma irresponsável. É paradoxal!


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As perguntas que hesitam em se calar: essas entidades "repudiadoras" repudiam as 50.000 mortes por ano no Brasil, sendo uma expressiva parcela causada pelas organizações criminosas que foram enfrentadas pelo governo do Rio de Janeiro? 

Essas entidades repudiam o assassinato da mãe, na frente das filhas, por que se negou a cumprir a ordem de criminosos para envenenar policiais? 

Essas entidades repudiam o político que afirmou que os usuários de droga são culpados pela atuação dos traficantes? 

Essas entidades repudiam as entidades e os cidadãos que se enxovalham na falta de ética e de ausência de valores virtuosos da humanidade?



O jornal Gazeta do Povo publicou artigo com análise sobre a ação das Polícias Civis e Militares contra os criminosos do Comando Vermelho (CV), com o seguinte título: “Opine: qual a sua avaliação sobre a megaoperação contra o crime organizado no Rio?”. 


Adicionalmente, acrescentou um “Quiz” para os leitores que os questionava, oferendo 3 alternativas para respostas sobre a megaoperação: a. Ótimo; b. Razoável; c. Péssimo.

Afora, clicar sobre Ótimo, inseri um comentário que reflete minha visão sobre o terrível trauma carioca.

 

Quando alguém morre, um pouco de cada um de nós segue junto. Entretanto, por paradoxal que seja, os marginais mortos no Rio de Janeiro não cometerão mais crime, não matarão, não roubarão, não estuprarão e não desrespeitarão os cidadãos de bem das favelas. Além disso, esses marginais não serão mais libertados de forma irresponsável pelo poder público. 

Houve exagero na megaoperação? Não. Há exagero na quantidade de bandidos e na criminalidade em geral. 

E houve exagero na inércia e na indigência das atuações anteriores dos responsáveis pela segurança, especialmente, dos governantes dos vários escalões.



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Economia, geopolítica e a conjuntura atual

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barboza Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

O Dr. Istvan Krasnar, PhD, assessor da presidência da FGV [*] e diretor da ABERJ/SBERJ [*], enviou-me um vídeo cujo título é “Webnário – O Impacto de Mudanças Econômicas Globais”.

Esse Webnário é parte de uma série de entrevistas-palestras oriundas do livro “Conversando com o Sistema”, publicado pela ABERJ, sobre temas como o que está caracterizado no título do vídeo; e resultou de entrevistas realizadas com personalidades especializadas em assuntos de economia e geopolítica.

Em face da complexidade do tema, deixo de entrar no conteúdo da apresentação do Dr. Istvan, porém registro a notícia para que, se for o caso, os interessados procurem o mencionado livro, objetivando mergulhar na inteireza desse assunto impactante da atual conjuntura nacional e mundial.

Ademais, transcrevo as mensagens trocadas com o notável intelectual Dr. Istvan, que presta relevantes serviços para

o setor bancário brasileiro e para a comunidade em geral.

__________

[*] FGV – Fundação Getúlio Vargas.

     ABERJ/SBERJ – Associação dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro/Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

Caro amigo,

Segue o Webnário de hoje que versa sobre Impactos da Globalização sobre Economias, Pessoas e Bancos.

Cordial abraço, Istvan

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Caro Dr. Istvan,

Muito oportuno, desafiador e preocupante. Muitíssimo obrigado.

Tenho dito para amigos que uma possível solução para os enormes problemas brasileiros está no pleito de 2026.

A expectativa é que os brasileiros elejam um presidente que possa oferecer:

– prioridade para Educação em detrimento de todos os demais campos da gestão pública;

– oferta de assistência de Saúde para toda a população, em todos os quadrantes da Federação;

– combate pertinaz a todas as formas de criminalidade, especialmente, as mais letais como a corrupção e o tráfico de drogas;

– defesa intransigente das liberdades individuais e das liberdades de expressão;

– desencadeamento de ações requeridas e esperadas para a eliminação ou drástica redução das disparidades de renda; e

– desencadeamento de ações para fomentar a oferta de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

Ora, diante de uma Aula Magna em nível de pós-doutorado, levanto questões cujo conhecimento deve ser requerido para turmas da 8ª. série do ensino fundamental.

Bom, mas aí como fazer diante dos nossos 40 milhões de jovens conduzidos de forma indigente por quase 2 milhões de professores?

Daqui a 100 anos, não passaremos de figuras representadas sabe-se lá como (será que a Inteligência Artificial vai ajudar?).

Então, o pensamento deve estar voltado para os jovens de hoje, ao longo dos próximos 30 anos e, obviamente, para aqueles que estiverem nascendo nesse próximo período.

O que e como fazer diante dos desafios que, de forma instigante, o senhor colocou?

Como operar a interação entre as questões complexas e sofisticadas de economia e geopolítica com o dia a dia do cidadão e de seus líderes?

Como o intelectual pode fomentar o desencadeamento das soluções pelo estadista?

Abraços, Aléssio

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Caro e Referencial Aléssio,

Muito obrigado por sua análise tão qualificada e bem pensada.

Deveriam os centros de poder te ouvir muito.

Abraços, Istvan

 

Por óbvio, não me engano e não me iludo com o teor elogioso dessa mensagem. É produto da habitual cordialidade e elegância do Dr. Istvan. A transcrição destina-se a caracterizar seus virtuosos atributos.

 

 

 

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O melhor presidente da República

O jornal Gazeta do Povo fez uma curiosa matéria baseada nas respostas de 18 colunistas à indagação “Quem foi o melhor presidente dos últimos 40 anos?”

Esse período abrange os presidentes civis que alcançaram a condição de mandatário do Brasil a partir de 1985, com o término do regime militar iniciado em 1964. 

Então foram considerados 8 presidentes: José Sarney, Fernando Collor de Melo, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luís Lula da Silva, Dilma Roussef, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro foi considerado o melhor presidente, seguido de Fernando Henrique Cardoso. Luís Lula da Silva não recebeu pontuação de quaisquer dos colunistas.

O que explica que, em 40 anos, no Brasil haja tão poucas opções para a escolha de um grande presidente? 

O que explica que o Brasil não ofereça aos cidadãos igualdade de oportunidades de tal sorte que cada um conquiste padrões de vida consoante com a capacidade e esforço possível de cada um?

O que é necessário para que se responda com bom senso, razão e lógica a esses questionamentos?

 

Em todos os grandes países prevalentes no mundo, constata-se três fatores determinantes: traumas, intelectuais e estadistas.

Seria muito interessante que os colunistas que opinaram sobre o melhor presidente, opinassem sobre os três fatores sugeridos, levando em conta os significados apontados a seguir.

Traumas – aqueles que causam centenas de milhares de mortos (verdadeira limpeza). 

Intelectuais – aqueles que pensam e propõem soluções que dão origem a transformações. 

Estadistas – aqueles que desencadeiam as transformações pensadas pelos intelectuais.

 

Um leitor que se autodenomina “Cristão e Patriota” fez um comentário em que, de certa forma, desqualifica as visões dos colunistas que participaram da enquete. Esse comentário bem como minhas réplicas são apresentados a seguir.

 

Cristão e Patriota

Os terraplanistas da gazeta entendem que o melhor foi o único que o povo não reelegeu! Isso diz muito sobre o "acerto" dos colunistas da gazeta, e como os próprios colunistas e a própria gazeta estão "afinados" com a maioria do povo brasileiro!

 

Réplicas

Isso explica as razões pelas quais um país com a grandeza territorial, populacional e de recursos naturais tem a metade do povo sem esgoto, disparidade de renda entre as maiores do mundo e ausência de igualdade de oportunidades. 

Isso explica a razão pela qual o responsável pela maior corrupção do mundo já foi eleito três vezes para a presidência. 

Eleitores desse jaez jamais reelegeriam o presidente que aqueles que usam a faculdade de pensar consideram o melhor de um período de 40 anos. 

E notem que há o risco do caboclo, não raro, chamado ex-honesto e ex-corrupto, se reeleger e conquistar o 4o. mandato, sem ter sido escolhido uma única vez na enquete de colunistas. Tem "feito por merecer" o voto da metade dos eleitores brasileiros.

 

O capitão Miller, na hora da morte, resultante dos esforços para salvar o soldado Ryan, disse-lhe: "faça por merecer". 

Perto da morte, o velho Ryan, mirando a sepultura de Miller, indagou à esposa se ele tinha vivido com honra, dignidade e virtude que justificassem o sacrifício de Miller. Ela respondeu afirmativamente.

Pois é, há o risco do ex-corrupto ser reeleito em 2026. Ele tem "feito por merecer" — por óbvio, para uma metade com rigorosa dificuldade de pensar e a consequente doença ideológica que os tem punido de forma inquestionável.


 

 

Junto a artigo no Estadão, atinente ao encontro entre os presidentes Lula e Trump, na Ásia, no qual, entre outros assuntos, os dois chefes de Estado trataram do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, postei o comentário apresentado a seguir.

 

A propósito do tarifaço! Em enquete entre 18 colunistas, indagando “quem foi o melhor presidente do Brasil nos últimos 40 anos", o resultado mostrou Bolsonaro como 1°. classificado, Fernando Henrique como 2°.; e Lula com nenhum voto. Por incrível que pareça, Bolsonaro não foi reeleito. Dentre as razões, podem ser citadas: avaliação do PISA sobre estudantes, com o Brasil entre os piores países; 100 milhões de brasileiros sem esgoto sanitário; cidadão condenado em 3 instâncias da justiça, por corrupção e outros crimes e, depois, libertado para concorrer a eleição presidencial; presença da metade dos parlamentares em julgamento na justiça; ministro que foi advogado de criminoso condenado em país democrático, entre outras atuações nefastas de ministros, não encontradas em Cortes de países democráticos desenvolvidos; urna eletrônica sem voto impresso (caso inusitado, dado que, dentre 41 países que usam urna eletrônica em processo eleitoral, apenas três — Brasil, Butão e Bangladesh — não utilizam voto impresso); maior disparidade de renda entre os cidadãos; e inexistência de igualdade de oportunidade pelo menos para a maioria. Está configurada, pois, uma inexcedível tragédia!

 

Então, que em 2026, a maioria dos cidadãos eleja um presidente que possa agir de forma consentânea com a população, território e recursos naturais, daí resultando: prioridade da Educação em detrimento de todos os demais campos; oferta de Saúde para toda a população; desencadeamento de ações requeridas para a redução das disparidades de renda; desencadeamento de ações para fomentar igualdade de oportunidades; combate pertinaz a todas as formas de criminalidade, especialmente, as mais letais como a corrupção e o tráfico de drogas; e defesa intransigente das liberdades individuais e de expressão.

 

Um leitor do Estadão questionou a enquete realizada com colunistas de jornal que eu citei, para determinar qual foi o melhor presidente do Brasil, mencionando que em geral “jornalistas são os maiores críticos do Bolsonaro” e que “é duro ser bolsonarista”. Repliquei como faço habitualmente.

 

Sr. Wilson Demetrio, segue o título do artigo, o jornal e a data. "Quem foi o melhor presidente dos últimos 40 anos? Os colunistas da Gazeta opinam", de 25/10/2025, jornal Gazeta do Povo. 

Devo lhe dizer que não tenho preferência por pessoas, partidos políticos ou ideologias. Entendo que o objetivo fundamental do ser humano é a paz e a harmonia, que só podem ser tentadas no âmbito da democracia; e esta, por seu turno, baseia-se na Liberdade, Verdade, Coragem e Ética. 

Só estou respondendo por admitir que o senhor possa ser um ser humano do bem e voltado para a decência e valores universais.