segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A conspurcação da verdade

Um articulista que apoia o atual governo publicou no Estadão o artigo “Opinião – Por que o autoritarismo intrínseco do bolsonarismo não assusta os eleitores”, no qual tece críticas aos Bolsonaros, mencionando com ênfase supostas ações que afrontam a democracia. É surpreendente e até mesmo inaceitável que o jornal abrigue profissional sem compromisso com a história e com a verdade. Na condição de leitor, postei comentário contundente.


Vamos às afirmações do sábio articulista: 

“... o autoritarismo intrínseco... Radical, pois se propõe... Autoritário, pois despreza a democracia... O bolsonarismo pretende...”. 

E os 4 anos do governo Bolsonaro? E alguns dos melhores ministros da história republicana? Sim, isso mesmo! Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho, Teresa Cristina e Damares Alves — Economia, Infraestrutura, Desenvolvimento Regional, Agricultura, Mulher e Direitos Humanos, com gestões magníficas, a despeito da pandemia do coronavírus, da crise da guerra da Ucrânia e outros problemas internos e externos; e depois continuidade na economia mundial; no governo de São Paulo, inclusive com reeleição e vitória sobre os três de ministros importantes do governo do ex-presidiário; e eleição de três para o Senado. 

Aí vem um intelectual desses mencionando o que o futuro será... Claro, em sua mente malsinada, o futuro só pode ser malsinado. Claro, gosta e apoia os responsáveis pelos maiores escândalos de corrupção da humanidade. 

Com neurônios e respectivas interações mórbidas, é difícil imaginar, em suas mentes, o futuro das próximas gerações. 

O Estadão e seus leitores merecem algo menos repulsivo.


Ademais, a despeito de Bolsonaro estar preso e proibido de falar e de receber visitas, os cidadãos eleitores elegeram — em voto livre, secreto e espontâneo — as seguintes pessoas da família: um filho à presidência, no primeiro turno; a ex-esposa, como senadora; outro filho, como senador; outro irmão como deputado federal; e um terceiro filho como deputado federal. 

Tudo bem, é legítimo não gostar da pessoa, da família e dos respectivos ideários e procedimentos, contudo é fundamental e imperioso não conspurcar a verdade.


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