domingo, 11 de outubro de 2026

Apagão computacional e possível fraude eleitoral

Em artigo no jornal Estadão, um analista tentou explicar que o apagão do sistema de apuração das eleições presidenciais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não configurou a possibilidade de fraude. Ele alegou que um problema técnico do sistema computacional associado a gráficos enganosos levou a inferências incorretas.

Tudo bem, mas a repetição nas eleições presidenciais do corrente ano dos problemas ocorridos no pleito de 2022 deixa margem à dúvida, especialmente, porque desses apagões sempre se beneficiam o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT). 


Esse sábio precisa explicar a razão pela qual os senadores eleitos do PL tiveram cerca de 58 milhões de votos no Brasil e o candidato Flávio Bolsonaro teve da ordem de 56 milhões de votos, isto é, mais de 2 milhões de eleitores votaram em senadores do PL e candidato a presidência do PT. É para acreditar? 

Uma coisa é certa: não pode haver apagões no sistema eleitoral! Especialmente, porque em todos os apagões, o PT é beneficiado. 

Da mesma forma que não deve haver corrupção, até porque se constata que a responsabilidade pela corrupção cabe sempre aos integrantes do PT. 

Similarmente, tem que haver Bolsa Família — que começou com outro nome no governo militar, mudou de nome e continuou no governo FHC; passou de R$ 140,00 para R$ 600,00 no governo Bolsonaro; e de forma mentirosa, os petistas declaram que iniciou no governo do PT (mudaram o nome para validar a falsidade).

Claro, associado ao Bolsa Família, tem que haver mecanismos para que — após a entrada no programa para saciar a fome e sobreviver — o governo providencie trabalho, de tal sorte que o cidadão conquiste dignidade e, naturalmente, deixe o Bolsa Família. 

Enfim, no segundo turno, fora PT! Qualquer um, tão ruim quanto se imagina, é melhor que a distopia petista.


Embora não fosse o tema central, um leitor apresentou argumentos grosseiros contrários à adoção do voto impresso sob o argumento de que, com 150 milhões de eleitores, haveria necessidade de um orçamento elevadíssimo para dotar as urnas do complemento de impressão dos votos sobretudo porque ele acha que para cada cargo teria que haver uma folha impressa, o que multiplicaria a quantidade de comprovantes impressos.


Pensar é algo complexo e difícil: tem gente que pensa rápido; tem gente que demora um pouco, mas pensa; e tem gente que jamais consegue usar a faculdade de pensar. Lógico, são cerca de 80 bilhões de neurônios; então, são trilhões de combinações em apenas uma cabeça, em geral, menor do que uma bola de futebol. É essa a razão da dificuldade da virtude de pensar. 

Então, vamos explicar algo bem mais simples e de fácil compreensão. Há 40 países do mundo que usam urnas eletrônicas nos respectivos processos eleitorais. Apenas 3 países não adotam o voto impresso: Butão, Bangladesh e Brasil. Por quê? 

Imaginem os maiores sistemas bancários do mundo; imaginem também os serviços secretos dos países desenvolvidos. Nessas duas áreas — sistemas bancários e serviços secretos — existem os melhores técnicos e engenheiros especialistas do mundo em sistemas computacionais. Eles trabalham diariamente, no acompanhamento, aperfeiçoamento e melhoria dos sistemas. Ainda assim, os “hackers” bandidos invadem esses sistemas, dado que há uma impossibilidade de segurança completa e inquebrável. 

O sistema eleitoral de urnas eletrônicas do Brasil é o melhor do mundo? É o único não sujeito a fraude? É o único cujos hardware e software não são sujeitos a fraude? É o único do mundo cuja transmissão dos votos por intermédio de rede computacional é perfeita e não sujeita a falha? Se as respostas a essas indagações forem afirmativas, dá para acreditar? Tem gente que, por canalhice ou por indigência cerebral, acredita. 

Isso mesmo! Tem gente que não consegue perceber que basta uma folha impressa por eleitor para os diversos cargos. Tem gente que não consegue entender que mais de 30 países do mundo conseguem produzir urnas eletrônicas com voto impresso, por um orçamento que aumenta o preço de cada urna em menos de 10% do valor atual de cada urna. Enfim, associado à faculdade de pensar, há alguns atributos imprescindíveis: crença na liberdade, prática da verdade, submissão ao ideário de moralidade e ética. 

Quem leu até aqui, pode até ficar meio indignado, contudo vai concordar com as proposições. Tem certeza? Bom, depende das combinações de trilhões de neurônios.


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