domingo, 19 de abril de 2020

Conjuntura assustadora


Em relação às demonstrações deste domingo, com a presença do Presidente da República em uma delas, gerou uma série de reações do meio político e judicial. Um ministro do STF chegou a declarar que é assustador o que os cidadãos estão presenciando. Ressalto que há uma série de razões para que a conjuntura seja plena de sustos.

Assustador é o País ficar na dependência de políticos que fazem parte da lista de propina da empresa Odebrecht. 
Assustador é o País ficar na dependência de quem ascendeu ao alto cargo da República sem satisfazer ao critério de ilibada conduta. 
Assustador é o Parlamento impedir as ações governamentais emergenciais. 
Assustador é o País colocar os recursos nas mãos de notórios malfeitores de recursos públicos.
Assustador é parcela expressiva da imprensa apoiar essa marcha inexorável para o caos e para o precipício. 
Está na hora do Brasil acordar. Depois, pode ser tarde.
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[Mensagem divulgada no Estadão e no Globo online de 19/Abr/2020]
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Sendas de uma trajetória

Não se pode ter Forças Armadas de primeiro mundo em País de Terceiro Mundo. 

Ressalto que uso essa gradação para ser cuidadoso e não colocar uma parcela de integrantes do Parlamento e do Poder Judiciário no local correto em que eles fazem questão de se situar. 

Em consequência, com as atitudes de enésimo mundo de anões da praia de Botafogo e daqueles que não foram escolhidos pela ilibada conduta, pode chegar o momento em que se torne necessário uma opção: 

(i)     deixar que o País siga em marcha acelerada em direção ao precipício, situado na fronteira do caos; 

(ii)  diligenciar para que o precipício não seja o fim último da trajetória de um dos maiores países do mundo.

Como atuar?

 

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Mensagens ‘tuitadas’ em site alemão


Em vídeo divulgado pelo site alemão dw.com, o governador João Dória — em propaganda contra o Brasil no exterior — tece severas e grosseiras críticas contra o governo federal brasileiro e faz a defesa de sua própria ação contra a pandemia do coronavírus. Eis meus comentários tuitados na versão espanhola do site germânico ....

O vídeo divulgado por dw.com sobre acusações do Governador João Dória, de São Paulo, contra o presidente Jair Bolsonaro é a evidência inquestionável de que Dória é portador de Narcisismo Patológico Maligno. Apresento-vos as razões.

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil com uma severa plataforma de combate à corrupção. Em quase um ano e meio de governo, jamais se tomou conhecimento de qualquer ato relativo à corrupção.

Embora a imprensa não divulgue, as medidas do governo Bolsonaro contra o coronavírus no Brasil estão entre as mais eficazes no mundo.

O governador João Dória é mentiroso, canalha e corrupto. Na juventude, ele foi demitido de cargo público por desvio de dinheiro. 

O Covid-19 chegou ao Brasil antes do carnaval. João Dória estimulou a participação de brasileiros e estrangeiros no carnaval, o que significou reuniões de milhões de pessoas na cidade de São Paulo.

Em consequência, hoje, São Paulo tem a maior concentração de infectados e mortos por coronavírus no Brasil. Agora, João Dória mente descaradamente, posando-se de defensor do isolamento social para o combate ao coronavírus.
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[Mensagens tuitadas no site dw.com em 19/Abr/2020]
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sábado, 18 de abril de 2020

A consequência do que fizeram com o Brasil


A propósito das interações da Presidência da República com o Parlamento, convém lembrar que, no artigo “Isso é Bolsonaro”, o historiador e professor da UNESP, Alberto Aggio, fez uma tentativa de avaliar o significado do personagem que está no comando do Poder Executivo brasileiro.
Nesse contexto, o professor Aggio tratou das interações de Bolsonaro com o Exército, da forma como teve sucesso em suas primeiras eleições, da característica mais relevante que é a busca permanente do confronto. Porém, deixou de lado a turbulência que fez os cúmplices da maior crise político-institucional serem afastados do poder no Brasil; e acabou ficando nas margens do redemoinho, não conseguiu ir além da antiga visão de mundo e não teve sucesso em caracterizar as transformações em curso.
O articulista não logrou êxito em sair do universo de políticos, intelectuais, jornalistas e artistas que desde a campanha política pré-eleitoral de 2018 insistem em querer a permanência do Brasil no fingimento de que estamos vivenciando a liberdade, a verdade, a coragem e a ética requeridas e ansiadas por larga margem dos seres humanos. 
Ele asseverou que “Bolsonaro é efetivamente um personagem singular, minimamente letrado, um tanto tosco ...”, porém prefere não admitir que esse personagem enxerga a realidade anos antes dos outros e usa sua percepção e singularidade para transformar o que outros povos só conseguiram via revolução violenta. 
Ao invés de mencionar que “Isso é Bolsonaro”, melhor seria o professor afirmar “Bolsonaro é a consequência do que fizeram com o Brasil”. Vale dizer, não se pode analisar um personagem que aflorou na conjuntura; é preciso uma plena compreensão da própria conjuntura, bem como a decisão da maioria dos cidadãos de opor-se àqueles que protagonizando a trajetória, jogaram o País para a beira do precipício, conspurcando valores, noções de decência e tantas outros paradigmas caros aos cidadãos. Tivesse enveredado para essas sendas, aí ele poderia destrinchar o fundo, onde age imperceptivelmente o redemoinho.
A nave segue e vai ultrapassar 2022.
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[Extrato do texto divulgado no Estadão online de 18/Abr/2020]
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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Ser jornalista, fazer juízo de valor e informar


Como tem ocorrido de forma recorrente, a colunista Vera Magalhães utiliza o espaço conquistado no Estadão para contrapor-se às mudanças em curso no País a partir da reviravolta política de outubro de 2018, quando as facções de esquerda foram varridas do governo federal. 

Desta feita, ao analisar o discurso do presidente da República por ocasião da cerimônia de posse do novo Ministro da Saúde, ela foi além da “linha de partida” e ultrapassou os limites razoáveis.

No título da matéria, “Atordoado, Bolsonaro cita até ‘estado de sítio’ ”, e na conclusão, ao utilizar, entre outras, a expressão “trair desejo incontido” de parte do presidente, ela evidenciou atitude de incontrolável inconformismo e até tendência para a ira gratuita, de parte de analista que deveria primar pelo equilíbrio entre a oposição e a concordância; e entre o subjetivismo e a lógica.
Enfrentar tais formadores de opinião sem cair na tentação de imitá-los, repeti-los e igualá-los não é tarefa exatamente fácil. Tentar é desafiante!

Trair desejo incontido? Essa senhora escreve as coisas com o inconsciente? Ou é especialista nisso também e aí se expressa de forma consciente? 
Até acredito em sua boa fé — uma vez ou outra, claro. Ela precisa ser jornalista e não uma subordinada do patrão: teria que ir a Campo Grande e pesquisar na Justiça e no MP as questões em curso. Estudar um pouquinho de estatística, observar os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, verificar se estão completos, compará-los município a município bem com os de outros países. 
Aí, tentar ser jornalista, fazer juízo de valor e informar. Os cidadãos agradeceriam.
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[Divulgado no Estadão online de 16/Abr/2020]
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Agora é com os cidadãos


O Presidente da República demitiu o Ministro da Saúde Henrique Mandetta. 
Era imperioso que o fizesse. Sua gestão teve aspectos positivos no enfrentamento da pandemia do coronavírus, mas deixou a desejar em outros aspectos essenciais, tais como: o tratamento da moléstia com a hidroxiclocoquina, o isolamento social sem a flexibilidade requerida pela diversidade brasileira, a renúncia à comunicação social realista porém tranquilizadora e o egocentrismo e autossuficiência dissuasores da coesão requerida na mais grave crise do século atual. Isso sem falar nos antecedentes do ministro no exercício da gestão de hospital e da Secretaria Municipal de Saúde em Campo Grande.
Que problema resta para que o País possa emergir da crise em condições de prover ao povo brasileiro a perspectiva de um destino consoante com os valores maiores do ser humano?
Claro, o titular da Câmara dos Deputados é o alicerce das mazelas políticas que insistem em não aderir às transformações requeridas para a concretização das metas voltadas para a  prevalência da virtude.

A nave segue! O titular da Saúde, médico, que propalava que seu fundamento era a Ciência — mas na realidade precisa de tempo para cuidar de seus problemas em Campo Grande, no âmbito da Justiça — foi substituído por um médico PhD, cientista, e de quebra empresário bem sucedido. 
Agora é com os cidadãos: 
(i) o que fazer com um caboclo cujo único status superior é a participação na lista da Odebrecht, que o ajudou a ganhar 75.000 votos; e com isso ascender à elevada responsabilidade pública? 
(ii) O que fazer com alguém integrante de um universo em que, desde 1997, quase todos — cerca de 10 Presidentes da Câmara; apenas uma exceção — apresentam problemas com a justiça, seja processo, cassação de mandato ou prisão por corrupção ou outros malfeitos?
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[Mensagem divulgada no Estadão online de 16/Abr/2020]
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[Mensagem divulgada no Globo online de 16/Abr/2020]
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[Mensagem divulgada no Correio Braziliense online de 16/Abr/2020]
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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pensar, comunicar e agir sem mácula


A sequência de episódios envolvendo o Ministro da Saúde — que pode ser demitido a qualquer momento — é rica de ensinamentos para a escolha de profissionais para o exercício de funções públicas. 

Nota esclarecedora.
Cerca de 14 horas depois que escrevi estes rabiscos, o médico Mandetta, Ministro da Saúde, foi demitido pelo Presidente da República.
Houve um terrível engano em sua investidura para o cargo.
Sua demissão, ainda que tardia, foi um enorme acerto!

A lição mais robusta e contundente, com enorme impacto nos interesses da sociedade, é a imperiosa necessidade de reavaliar os conceitos de canalha, mau caráter, corrupto, enganador, covarde e traidor.
Os critérios para a reavaliação devem ser norteados por:
(i)   desastrosa gestão de Hospital ou de Santa Casa de Misericórdia; 
(ii)  acusação formal na justiça em face de corrupção no exercício da função de Secretário de Saúde;
(iii) argumento científico não unânime (dado que a Ciência não raro é a expressão de dúvida); 
(iv) assertiva de efeitos colaterais de remédios utilizados no País há mais de 50 anos; 
(v) covardia no uso de medicamento que salva mais do que quando não é usado;
(vi) malandragem na comunicação social para opor-se a autoridade constitucionalmente investida e convencer os cidadãos com argumentação falaciosa, não unânime e controversa;
(vii)  associação com notórios opositores para fomentar a cisão onde é essencial a tentativa do coesão; 
(viii) insuficiência de levantamento de dados essenciais, referentes a todos estados e municípios da Federação;
(ix) falha na transmissão de informações tranquilizadoras de interesse público; e
(x)  desconsideração aos demais titulares das Pastas da República, com responsabilidades também essenciais ao enfrentamento da crise.
O candidato a cargo público deve ter confirmada a ilibada conduta pessoal e profissional, à luz da avaliação com os critérios mencionados.
A meta primacial é — na eventualidade de uma crise com a gravidade da pandemia do coronavírus — não se ter autoridade que demonstre pensar, comunicar e sobretudo agir, com máculas gravíssimas, identificadas somente a posteriori.
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[Divulgado no Estadão online de 16/Abr/2020]
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[Divulgado no Globo online de 16/Abr/2020]
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[Divulgado no Correio Braziliense online de 16/Abr/2020]
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