O escritor Paulo Polzonoff publicou na Gazeta do Povo uma pequena crônica intitulada “O grito”. De forma brilhante — e com a citação da magnífica obra plástica “O grito”, de Edward Munch — Polzonoff descreve a indignação de qualquer ser humano diante das distorções do pensamento humano na atual conjuntura. Podemos resumi-lo herdando-lhe o parágrafo talvez mais contundente: “É o grito de quem está no limiar da loucura. Do cansaço. Grito de quem não entende o que ocorre ao seu redor: tanta burrice, tanta canalhice, tanto ódio, tanta guerra, tanta morte, tanto tanto. Não entendo. Quero gritar, mas me contenho. Por que me contenho? Não entendo. Quero gritar, gritar, gritar, gritaaaaaaaaaaaaaaaar.”
Esse grito é uma tomografia vocal desses tempos conturbados! Fique de férias até setembro, caro Polzonoff, já que em outubro chega a solução — quer dizer, a solução ou tragédia, isto é, gargalhada ou novo grito!
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