sábado, 11 de julho de 2026

Os 491 dias preso pelo Hamas

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

Sobrevivência com coragem e bravura

Ao ler o artigo “Uma Infância Alemã...”, relativo ao filme homônimo que detalha os procedimentos de um menino germânico, apoiando a própria mãe na tentativa de sobreviver no ambiente caótico ao final da Segunda Guerra Mundial, um leitor postou uma mensagem, na qual, implicitamente, compara os assassinatos cometidos pelos israelenses contra os palestinos com aqueles perpetrados pelos alemães na década de 1940. 

Nesse sentido, ele insinua que os horrores serão vislumbrados quando algum palestino escrever sobre o genocídio de seu povo. Pode até ser que esse cidadão estivesse bem-intencionado, mas equivocou-se em sua comparação, uma vez que os contextos são absolutamente distintos.


O palestino que escrever sobre o genocídio de seu povo precisa, antes, ler o livro do sobrevivente Eli Sharabi, em que é detalhada sua história de 491 dias preso pelo Hamas após ser capturado em sua casa no Kibutz Be'eri; e, também, a forma trágica (virtuosa para alguns!...) como sua esposa e suas duas filhas adolescentes foram martirizadas pela turma de Gaza; e ainda como mais de 1000 jovens israelenses foram assassinados com sadismo insuperável pelos muçulmanos. 

Estupidez não justifica estupidez, mas só sobrevive o povo que enfrenta a estupidez com coragem e bravura.


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