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| "O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado." Homenagem a Oscar Barbosa Souto Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz. In Memoriam. |
Carta de um bravo
A seguir, é apresentada a carta escrita pelo jovem Ben Zussman, na véspera de sua incorporação ao Exército Israelense, para o serviço militar. Ele declarou que sua correspondência só deveria ser aberta no caso de sua morte ou captura. Em dezembro de 2023, ele foi assassinado em Gaza.
Sua carta foi transcrita no livro “Heroísmo e Esperança” (“Heroism and Hope”), escrito pelo professor David Bryfman e publicado em 2026, nos Estados Unidos, pela editora Post Hill Press.
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Estou escrevendo esta carta no momento que antecede minha apresentação ao Exército. Se você está lendo o que escrevi, alguma coisa aconteceu comigo.
Você me conhece e sabe que agora ninguém pode estar mais feliz do que eu.
Não é coincidência que eu esteja no limiar de satisfazer meu sonho de ser feliz e agradecido pelo privilégio de defender nossa bela Pátria bem como o povo de Israel.
No caso de alguma coisa trágica aconteça comigo, eu o proíbo de se remoer em tristeza. Eu terei vivenciado o privilégio de satisfazer meu sonho e encontrar meu destino; ademais, nesse caso, você fique certo de que eu estarei olhando para você lá de cima com um enorme sorriso. Provavelmente, eu estarei sentado ao lado de meu avô e vamos colocar em dia o que deixamos de vivenciar juntos, cada um de nós vai compartilhar as experiências e o que mudou entre as guerras. Talvez, conversaremos também sobre política e vou perguntar o que ele pensa.
Se — Deus o livre — você estiver vivenciando a “shiva” (a semana de luto), transforme-a em uma semana de amigos, família e diversão. Deve haver boa comida — carne, é claro —, cerveja, refrigerantes, petiscos e, naturalmente, os biscoitos da mamãe. Conte piadas, compartilhe histórias e busque o restante dos meus amigos que você não tiver encontrado. Sabe, eu te invejo; eu gostaria de sentar ali e ficar vendo todo mundo.
Um outro aspecto que é muito, muito importante. Se Deus determinar que eu caia prisioneiro, vivo ou morto, eu não quero que um simples soldado ou cidadão seja utilizado como troca para minha libertação. Eu o proíbo de realizar campanha, qualquer esforço ou o que seja — especialmente libertação de terroristas — em meu benefício, seja lá o que aconteça. Por favor, jamais altere minhas palavras e minha vontade.
Eu enfatizo: deixei minha casa sem ser convocado para o dever militar. Eu estou mergulhado em orgulho e compromisso cívico; e sempre declarei que se eu tiver que morrer, terá que ser em defesa de outros ou do Estado de Israel.
Jerusalém, eu tirarei serviço de guarda, e estarei nessa condição, porque eu sei que algum um dia eles virão.
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Perspectiva brasileira para heroísmo e esperança. Algum dia — nos próximos 5, 50 ou 500 anos — teremos jovens brasileiros pensando e agindo como o israelense Ben Zussman.
Obviamente, o procedimento dos jovens depende da noção de Estado, sociedade e Nação que os próprios pais e as lideranças brasileiras lhes oferecem.
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“Heroism and Hope”
Esse livro nos permite conhecer as causas e consequências da invasão do território israelense pelos terroristas do Hamas em 2023 e, sobretudo, o impacto desse conflito na educação de Israel.
Para o autor da obra, professor Bryfman, o conflito de 7 de outubro é um ponto de inflexão na história israelense e demanda uma revisão dos processos educacionais em curso em Israel.
O insigne professor alerta que "o foco no que é frequentemente referido como o ‘ABC’ da educação tem recebido uma renovada atenção na comunidade judia desde o ataque de 7 de Outubro de 2023”. Ao citar ‘ABC’, ele está se referindo a ‘Affect, Behavior, Cognition’ [‘Emoção, Comportamento, Cognição’])
E ele menciona que o estudioso Jonathan Golden apresentou “uma perspectiva convincente por intermédio de sua teoria do ‘Heart, Head, Hands’ (‘Coração, Cérebro, Mãos’) da educação de Israel: ‘Heart’ — como eu sinto? ‘Head’ — o que eu quero saber? ‘Hand’ — o que eu posso fazer?”
Por imperioso, deve ser ressaltado que o livro se constitui em virtuoso desafio, dado que postula a reflexão e a consequente revisão dos processos educacionais, como forma de preparar os jovens para o enfrentamento das situações conflituosas que ameaçam o território de Israel e o povo israelense.
As guerras e conflitos de Israel
Por que Israel e os judeus são relevantes na história?
Esqueçamos o passado milenar e fiquemos nos séculos XX e XXI! Rememoremos as guerras e conflitos — citados pelo professor Bryfman — enfrentados pelos israelenses para a sobrevivência de Israel e do povo judeu:
1948 – Guerra da Independência de Israel
1956 – A Guerra do Sinai
1967 – A Guerra dos Seis Dias
1973 – A Guerra do Yom Kippur
1982 – A Primeira Guerra do Líbano
1987 – A Primeira Intifada
2000 – A Segunda Intifada
2006 – A Segunda Guerra do Líbano
2023 – A Invasão de Israel pelos terroristas do Hamas
2025 – A Guerra dos Doze Dias com o Irã
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Uma ágil pesquisa realizada durante a leitura do livro do professor Bryfman, resultou em síntese de cada uma das guerras e conflitos enfrentados por Israel. Por oportuno, essa síntese é incluída nesta apreciação, estendendo, pois seu objetivo — devendo ser ressaltado que o objetivo inicial era apenas a transcrição da "Carta de um Bravo".
Com especial relevância, deve ser mencionada a presença das Forças Armadas brasileiras, no Oriente Médio, com o Batalhão Suez, no período de 1957 a 1967, para manutenção da paz entre israelenses e egípcios. Trata-se de extraordinário e épico evento; e, por essa razão, essa participação é incluída nesta coletânea.
Destarte, cumpre mencionar que a coletânea de guerras e conflitos apresentada a seguir — e as respectivas vitórias conquistadas — permite a compreensão das razões pelas quais os judeus possuem alicerces milenares nos campos intelectuais, filosóficos, políticos, militares e religiosos. Permite a compreensão da existência, na atualidade, de tantos de tantos intelectuais judeus — e respectivas contribuições para a construção de um mundo melhor — nas ciências, nas artes, na literatura, na religião e demais campos humanos relevantes, aí incluída uma elevada percentagem de ganhadores de prêmio Nobel.
Enfim, a preocupação e as consequentes sugestões do autor do livro “Heroism and Hope” são de crucial relevância e devem ser objeto de estudo e até mesmo de assimilação e adaptação para outras culturas e conjunturas, especialmente, para a realidade brasileira, tão conturbada pelas indigências constatadas nas lideranças da gestão pública e, em particular, nas lideranças da gestão dos processos educacionais.
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1948 – Guerra da Independência de Israel [#1]
A Guerra da Independência de Israel (ou Primeira Guerra Árabe-Israelense) ocorreu entre maio de 1948 e janeiro de 1949, logo após o fim do Mandato Britânico na Palestina e a declaração de independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948.
O conflito começou em 15 de maio de 1948, quando os exércitos combinados de cinco países da Liga Árabe (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque) invadiram a região. A guerra terminou formalmente em julho de 1949, com a assinatura de acordos de armistício.
Nessa guerra da independência, Israel garantiu sua existência e expandiu o seu controle para cerca de 78% do território do antigo Mandato, superando a área inicialmente prevista pelo Plano de Partilha da ONU. A cidade de Jerusalém foi dividida entre Israel e a Jordânia.
Para a população árabe e palestina, o evento ficou conhecido como "a Nakba" (A Catástrofe), resultando no êxodo de aproximadamente 700.000 palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas, tornando-se refugiados.
Os combates foram encerrados através de armistícios assinados separadamente entre Israel e cada país vizinho, que estabeleceram as novas fronteiras provisórias do Estado de Israel (conhecidas como a "Linha Verde").
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[#1] Fonte: Guerra Árabe-Israelense de 1948 — https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Árabe-Israelense_de_1948 — Consulta: 18/07/2026, às 10:40 h.
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1956 – A Guerra do Sinai [#2]
A Guerra do Sinai foi uma crise política que teve início em 29 de outubro de 1956, quando Israel declarou guerra ao Egito, com o apoio da França e Reino Unido, que utilizavam o canal de Suez para ter acesso ao comércio oriental. O presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser havia nacionalizado o canal de Suez, cujo controle ainda pertencia à Inglaterra. Em consequência, o porto israelense de Eilat ficaria bloqueado, assim como o acesso de Israel ao mar Vermelho, através do estreito de Tiran, no golfo de Acaba. Após o início dos combates, as pressões políticas dos Estados Unidos, da União Soviética e das Nações Unidas levaram à retirada dos três invasores.
Em 29 de outubro de 1956, tropas israelenses invadiram a Península do Sinai e rapidamente superaram a oposição das tropas egípcias. No dia seguinte, a Grã-Bretanha e França, se ofereceram para ocupar temporariamente a Zona do Canal e sugeriram uma zona de 16 km em cada lado, que iria separar as forças egípcias dos israelenses. Nasser, é claro, recusou, e em 31 de outubro, o Egito foi atacado e invadido por forças militares da Grã-Bretanha e da França. Em resposta a estes desenvolvimentos, a União Soviética, que, na época, estava suprimindo impiedosamente uma revolta anticomunista na Hungria, ameaçou intervir em nome do Egito. O presidente Eisenhower dos Estados Unidos pressionou a Grã-Bretanha, França e Israel a concordar com um cessar-fogo e uma eventual retirada do Egito. Os Estados Unidos, pegos de surpresa pelas duas invasões, estavam mais preocupados com a guerra soviética na Hungria e na Guerra Fria do que com a Grã-Bretanha e a França se envolvendo nas relações de Suez. A última coisa que o presidente Eisenhower queria era uma guerra mais ampla sobre Suez. A guerra em si durou apenas uma semana, e as forças invasoras foram retiradas em um mês, sob a supervisão das tropas das Nações Unidas. Como resultado, o Egito alinhou-se firmemente com a União Soviética, que armou o próprio Egito e outras nações árabes para a luta contínua contra Israel.
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[#2] Fonte: Crise de Suez — https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_Suez — Consulta: 18/07/2026, às 10:480 h.
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1967 – A Guerra dos Seis Dias [#3]
A Guerra dos Seis Dias foi o conflito que envolveu Israel e os países árabes — Síria, Egito, Jordânia e Iraque apoiados pelo Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão — entre 5 e 10 de junho de 1967.
Diante da ação árabe iminente, antes de a invasão começar, o governo e os líderes militares de Israel implementaram uma estratégia para furar o bloqueio militar imposto pelos árabes. Logo depois das 8h45 do dia 5 de junho, lançaram um ataque aéreo contra as forças árabes.
Esse ataque aéreo, com o nome de código 'Moked', foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egito enquanto esta estava no solo. Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava destruída. Os caças israelenses operavam continuamente apenas voltando para se reabastecer de combustível e armamento em apenas sete minutos. Neste primeiro dia, os árabes perderam mais de 400 aviões; Israel perdeu 20. Esses ataques aéreos deram a Israel a hipótese de destroçar de forma desigual as forças de defesa árabes. A ideia inicial era somente deixar inoperante a base aérea egípcia, inviabilizando a decolagem de qualquer avião militar, onde obtiveram êxito.
Em seguida, as forças terrestres de Israel deslocaram-se para a península do Sinai e Faixa de Gaza, onde atacaram unidades egípcias. Em ao menos três episódios distintos, Israel atacou também tropas e veículos da UNEF (Força de Emergência das Nações Unidas), que estavam no lugar para assegurar a paz entre Egito e Israel. Quinze Capacetes Azuis foram mortos nos ataques, inclusive o sargento brasileiro Carlos Adalberto da Ilha Macedo.
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[#3] Fonte: Guerra dos Seis Dias — https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Seis_Dias — Consulta: 18/07/2026, às 10:57 h.
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1973 – A Guerra do Yom Kippur [#4]
A Guerra do Yom Kippur foi um conflito de três semanas — de 6 a 23 de outubro de 1973 — onde uma coalizão árabe liderada pelo Egito e Síria atacou Israel de surpresa. O objetivo era recuperar territórios perdidos em 1967. Após reveses iniciais, Israel contra-atacou, estabilizou as frentes e impôs um cessar-fogo com apoio dos EUA e da ONU.
O Egito e a Síria queriam retomar a Península do Sinai e as Colinas de Golã, perdidas durante a Guerra dos Seis Dias. Então, a coalizão árabe lançou a ofensiva no Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico, para aproveitar a desmobilização e o descanso das forças israelenses.
Inicialmente, os árabes avançaram e, depois de uma semana de intensos combates, Israel reverteu o cenário, cruzou o Canal de Suez (cercando o exército egípcio) e repeliu os sírios quase até Damasco.
O apoio dos EUA a Israel levou os países árabes da OPEP a um embargo de petróleo, gerando uma grande crise econômica mundial.
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[#4] Fonte: Guerra do Yom Kippur — https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Yom_Kippur — Consulta: 18/07/2026, às 11:10 h.
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Nota. O Yom Kippur, conhecido como o Dia do Perdão, é a data mais sagrada do calendário judaico. Centralizado na expiação e no arrependimento, o dia é marcado por um jejum completo de quase 25 horas e orações intensas nas sinagogas para purificação espiritual.
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1982 – A Primeira Guerra do Líbano [#5]
A Guerra do Líbano de 1982 ou Primeira Guerra do Líbano começou em 6 de junho de 1982, quando as Forças de Defesa de Israel invadiram o sul do Líbano, oficialmente, com o objetivo de fazer cessar os ataques dos palestinos da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), baseada no Líbano. Nesse dia, com o apoio de milícias libanesas, Israel invadiu o Líbano, chegando até a capital do país, Beirute.
Após dois meses de intensos bombardeios israelenses, foi negociada a retirada da OLP da capital libanesa. No ano seguinte, a organização palestina deixou o país.
Conquanto tenha ocorrido uma vitória tática de Israel, houve falha geral em sua estratégia, sobretudo com vantagem para a Síria.
Pode-se considerar os seguintes aspectos: expulsão da Organização para a Libertação da Palestina do Líbano; colapso da aliança entre os cristãos maronitas e Israel; fracasso na tentativa de paz entre o Líbano e Israel; aumento da influência da Síria sobre o Líbano; retirada de Israel para a zona de segurança no sul do Líbano; colapso do Estado Livre do Líbano e conversão numa "zona de segurança" ocupada por Israel; e emergência do Hezbollah.
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[#5] Fonte: Guerra do Líbano — https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Líbano_de_1982 — Consulta: 18/07/2026, às 11:14 h.
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1987 – A Primeira Intifada [#6]
A Primeira Intifada, também chamada guerra das pedras, foi uma manifestação espontânea da população palestina contra a ocupação israelense, iniciada em 9 de dezembro de 1987. O termo surgiu após o levante espontâneo que rebentou em 1987, no campo de refugiados de Jabaliyah, no extremo norte da Faixa de Gaza, com a população civil palestina atirando paus e pedras contra os militares israelenses.
O movimento atingiu seu ápice em fevereiro do mesmo ano, quando um fotógrafo israelense publicou imagens que mostravam soldados israelenses "molestando violentamente" os palestinos, o que suscitou a indignação da opinião pública. Violentos combates, atentados e repressão de protestos deixou um saldo de centenas de mortos. Altos danos à infraestrutura dos territórios palestinos ocupados foram reportados. A revolta só terminou no final de 1993, por ocasião da assinatura dos Acordos de Oslo.
Intifada, em árabe, significa tremer ou calafrios de medo ou doença, também significa um despertar abrupto, ou súbito, de um sonho ou inconsciência. Politicamente, a palavra simboliza o levante palestino contra a ocupação de Israel.
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[#6] Fonte: Primeira Intifada – https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Intifada — Consulta: 18/07/2026, às 11:20 h.
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2000 – A Segunda Intifada [#7]
A Segunda Intifada ou Intifada Al-Aqsa designa o conjunto de eventos que marcou a revolta civil dos palestinos contra a política administrativa e a ocupação Israelense na região da Palestina a partir de setembro de 2000. A Primeira Intifada ocorreu em 1987.
O movimento ocorreu dentro de um contexto marcado pelo impasse no processo de paz entre árabes e israelenses, pela retirada israelense do sul do Líbano (interpretada por alguns como uma vitória do Hezbollah), pela disputa de influência entre as facções palestinas do Fatah e do Hamas e pelo desagrado de uma parte da população israelense em relação às concessões feitas pelos acordos de Camp David (julho de 2000) e da Conferência de Taba (2001) e por ataques terroristas, como o Atentado suicida do Dizengoff Center e o atentado terrorista da pizzaria Sbarro.
Em 27 de setembro de 2000 um atentado palestino provoca a morte de um colono judeu no assentamento Israelense de Netzarim, na Faixa de Gaza.
O conflito, que durou do final de 2000 até o começo de 2005 deixou centenas de mortos em ambos os lados. Violentos combates em áreas urbanas, atentados e bombardeios e ataques em regiões muito povoadas deixaram um alto saldo de perdas de vidas civis. Os palestinos recorreram ao lançamento de foguetes e, também, principalmente, a atentados suicidas. Já os israelenses usaram tanques, artilharia e aeronaves. A infraestrutura dos territórios ocupados ficou devastada. Entre combatentes e civis, estima-se que mais de 3 mil palestinos e quase mil israelenses teriam morrido, além de 64 estrangeiros.
A conferência de paz de Sharm el-Sheikh, realizada a 5 de fevereiro de 2005, é considerada o dia oficial em que o conflito terminou.
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[#7] Fonte: Segunda Intifada – https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Intifada — Consulta: 18/07/2026, às 11:30 h.
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2006 – A Segunda Guerra do Líbano [#8]
A Guerra do Líbano de 2006 foi episódio do conflito árabe-israelense, também conhecido, em Israel, como Segunda Guerra do Líbano; no Líbano, como Guerra de Julho; no Mundo Árabe, como Sexta Guerra Israelo-Árabe.
O conflito militar ocorreu no norte de Israel e no sul do Líbano, com início no dia 12 de julho de 2006. Envolveu as Forças de Defesa de Israel, o braço armado do Hizbollah e, em menor grau, o exército libanês.
O estopim da guerra foi o sequestro de dois soldados israelenses por milicianos do Hezbollah. No início da manhã do dia 12 de julho, militantes do Hezbollah atacaram dois jipes blindados israelenses, que patrulhavam a fronteira. Dos sete soldados que estavam nos jipes, três foram mortos, dois ficaram feridos e dois foram sequestrados.
Israel respondeu com a chamada Operação Justa Recompensa, sua maior ação militar no Líbano desde a invasão de 1982. A operação começou com fogo de artilharia, ataques aéreos e bombardeio naval sobre aproximadamente 40 locais no sul do Líbano - quase todos supostos redutos do Hizbollah, segundo Israel. Estradas e pontes também foram atingidas. Nesse dia, pelo menos dois civis libaneses foram mortos e mais de dez foram feridos, no sul do Líbano, segundo informações das autoridades libanesas.
No dia 11 de agosto, foi aprovada a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que determinava, entre outros pontos, a cessação das hostilidades, a retirada das tropas israelenses do território libanês, o desarmamento do Hezbollah e o reforço das forças armadas libanesas por uma força armada internacional (UNIFIL), para guardar a fronteira, no sul do Líbano.
O conflito durou 34 dias e resultou na morte de 1 200 pessoas no Líbano, a maioria civis, e 157 israelenses, a maior parte soldados, e destruiu parte importante da infraestrutura libanesa, além de deixar desabrigados perto de 900 000 libaneses (dos quais cerca de 250 000 não haviam retornado após quase um mês de terminado o conflito).
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[#8] Fonte: Guerra do Líbano de 2006 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Líbano_de_2006 — Consulta: 18/07/2026, às 11:50 h.
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2023 – A Invasão de Israel pelos terroristas do Hamas [#9]
Os ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel, ou simplesmente ataques de 7 de outubro, foram uma série de atentados coordenados e conduzidos pelo grupo militante islâmico palestino Hamas, da Faixa de Gaza, às áreas fronteiriças do sul de Israel, na manhã de sabá, data de vários feriados judaicos. Os ataques marcaram o início da guerra Israel-Hamas de 2023, quase exatamente cinquenta anos após o início da Guerra do Yom Kippur, em 6 de outubro de 1973. O Hamas e outros grupos armados palestinos nomearam os ataques como Operação Dilúvio de Al-aqsa. Em Israel são chamados de Sábado Negro ou Massacre de Simchat Torá.
Os ataques começaram no início da manhã com o lançamento de cerca de 4.300 foguetes contra Israel (disparados de mil equipes dentro de Gaza) e incursões de militantes em parapentes e transportados por veículos motorizados em território israelense. Num período de dois dias, cerca de 6.000 militantes palestinos romperam a barreira Gaza-Israel, visando matar civis nas comunidades israelenses vizinhas e atacando bases militares. Num único dia, mais de 1 mil civis israelenses e mais de 350 soldados e policiais israelenses foram mortos em cidades próximas, kibutzim, bases militares e num festival de música perto de Re'im. Cerca de 200 civis e soldados israelenses foram levados como reféns para a Faixa de Gaza, dos quais o número de crianças sequestradas é de cerca de 30.
Pelo menos 44 nações, a maioria ocidentais, denunciaram o ataque como terrorismo, enquanto países árabes e muçulmanos, incluindo Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Síria, Irã e Iraque, culparam Israel pelo ataque. O dia foi descrito por vários meios de comunicação e políticos, como o presidente dos EUA, Joe Biden, como o mais sangrento da história de Israel e o mais mortal para os judeus desde o Holocausto.
Reféns. Vários reféns foram levados de volta para Gaza. Em 16 de outubro, o Hamas afirmou ter mantido 250 reféns. O Hamas disse que fez prisioneiros para forçar Israel a libertar os seus prisioneiros palestinos. Houve relatos de militantes matando ou sequestrando animais de estimação de famílias.
Organizações participantes e apoiantes. Além do Hamas, vários grupos militantes palestinos manifestaram o seu apoio à operação. O braço armado da Frente Democrática secular-socialista para a Libertação da Palestina(FDLP) confirmou a sua participação na operação através do seu porta-voz militar Abu Khaled, dizendo que tinha perdido três combatentes em combate com as FDI.
A FPLP, outro grupo militante socialista palestino, e o grupo Lions' Den expressaram seu apoio à operação e declararam estado de alerta máximo e mobilização geral entre suas tropas, e as Brigadas Abu Ali Mustafa (braço armado da FPLP) publicaram vídeos dela atacando Torres de vigia israelenses.
Vítimas. O dia é considerado o mais sangrento da história de Israel e o mais mortal para os judeus desde o Holocausto.
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[#9] Fonte: Ataque do Hamas a Israel em 2023 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ataque_do_Hamas_a_Israel_em_2023 — Consulta: 18/07/2026, às 13:40 h.
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2025 – A Guerra dos Doze Dias com o Irã [#10]
Guerra do Doze Dias foi um conflito armado entre Irã e Israel que durou de 13 a 24 de junho de 2025. Foi iniciado após as forças armadas israelenses lançarem múltiplos ataques contra dezenas de alvos no Irã com o objetivo declarado de impedir a expansão do programa nuclear iraniano. Sob o codinome Operação Leão Ascendente, as Forças de Defesa de Israel (FDI) e a Mossad atacaram importantes instalações nucleares, instalações militares e áreas residenciais. A partir da noite de 13 de junho, a Operação Promessa Verdadeira III, de retaliação do Irã, lançou mísseis balísticos e drones contra instalações militares, instalações de inteligência e áreas residenciais israelenses.
O conflito é considerado uma escalada da animosidade de décadas entre os dois países, durante a qual o Irã desafiou a legitimidade de Israel e pediu sua destruição. Em contrapartida, Israel considerava o programa nuclear iraniano uma ameaça existencial. Durante a crise no Oriente Médio que se seguiu aos ataques de 7 de outubro de 2023 e à Guerra de Gaza que se seguiu, a animosidade escalou para um confronto. Israel enfraqueceu os representantes iranianos, como o Hamas e o Hezbollah, e começou a planejar ações contra o Irã. Os países trocaram ataques em abril e outubro de 2024. Os ataques israelenses de junho de 2025 começaram no dia seguinte ao término do prazo de dois meses que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia estabelecido para garantir um acordo que impedisse o Irã de desenvolver uma bomba nuclear.
Os ataques israelenses mataram vários líderes militares iranianos, líderes da Guarda Revolucionária Iraniana, cientistas nucleares de alto escalão e mais de 200 civis iranianos, de acordo com o Ministério da Saúde iraniano e o grupo sem fins lucrativos Human Rights Activists in Iran. Os ataques aéreos destruíram a parte acima do solo da Instalação Nuclear de Natanz (embora a área subterrânea tenha permanecido intacta) e danificaram a instalação de enriquecimento de urânio de Esfahan, mas não conseguiram danificar a usina subterrânea de enriquecimento de combustível de Fordow. Israel também atingiu um complexo de mísseis perto de Tabriz, uma base de mísseis em Kermanshah e instalações da Guarda Revolucionária perto de Teerã e Piranshahr. Os ataques também danificaram a infraestrutura civil.
A primeira onda de retaliação iraniana incluiu cerca de 100 mísseis, disse as Forças de Defesa de Israel; mais mísseis vieram nas ondas subsequentes de ataques. Além disso, o Irã lançou mais de 100 drones contra Israel no primeiro dia. Os ataques do Irã mataram cerca de 25 pessoas, todas civis, de acordo com o governo israelense.
Em 21 de junho, os Estados Unidos atacaram o Irã pela primeira vez no conflito, bombardeando três instalações nucleares iranianas.
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[#10] Fonte: Guerra dos Doze Dias – https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Doze_Dias — Consulta: 18/07/2026, às 14:01 h.
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ARS
Brasília, 18/Jul/2026


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