segunda-feira, 11 de maio de 2026

Transformação na Educação - 2

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barbosa Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

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Transformação em Educação - 1

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As greves nas universidades públicas paulistas continuam tendo repercussão na mídia, com debates que vão além das reivindicações dos alunos. Nesse sentido, aspectos como a liberdade de todos que acessam os portais universitários passaram a ser tratados. 

É oportuno pois, pensar em soluções que nos coloquem nos elevados patamares de Educação no mundo.


Entre os países que já conquistaram o Prêmio Nobel, convém destacar os seguintes laureados: Estados Unidos, 425; União Europeia, 378; Canadá, 25; Austrália, 14; Índia, 11; e China, 9. Curiosamente, Israel, com apenas cerca de 9 milhões de habitantes, tem 13 laureados. O Brasil, com 212 milhões de habitantes tem zero vírgula zero! 

Ao fundar o Estado de Israel, Ben Gurion determinou a escolha de jovens talentosos; o envio para a Europa e Estados Unidos, com o objetivo de realizar mestrado e doutorado; e o retorno para desencadear o progresso de seu país. 

O regime militar brasileiro (isso mesmo, o regime militar!...) determinou a remessa de dezenas de cidadãos do ramo do agro para os Estados Unidos, fundou a Embrapa e produziu a maior transformação do agronegócio do século passado — por essa razão, o Brasil é o maior exportador de ‘agrocomodities’ do mundo. 

Então, para solucionar a distopia de nossas universidades públicas — de tal sorte que as 10 primeiras se aproximem das melhores do mundo e as restantes se aproximem dessas 10 primeiras — é conveniente que se adote as seguintes medidas: 

(i) escolha de reitores entre aqueles que apresentem planejamento universal e eficaz para a elevação do nível de sua universidade, bem como a demissão daqueles que já, ao final do primeiro ano de mandato, não atingirem os objetivos definidos; 

(ii) escolha de professores jovens e talentosos dos vários campos da Educação superior (Medicina, Biologia, Matemática, Física, Química e outros) e envio para o exterior para se prepararem para a realização das transformações requeridas, em seu retorno; 

(iii) avaliação e premiação de universidades e faculdades; 

(iv) avaliação e premiação de professores, com a transferência para outros campos profissionais daqueles que estiverem entre os 10% piores na citada avaliação; e 

(v) outras medidas consagradas no âmbito de Educação bem-sucedida. 

Por óbvio, só pode discordar dessas proposições aqueles que, mercê da faculdade de pensar (sim, esta virtude é rigorosamente necessária! Não é possível imaginar a vocação de primatas antropoides!...), apresentem soluções inequivocamente melhores e aptas para desencadear a transformação de um País que a despeito de enormes dimensões territoriais, populacionais e de recursos naturais, não consegue oferecer igualdade de oportunidades para seus cidadãos, daí decorrendo as piores condições de vida do mundo para uma boa parcela deles.


Adicionalmente, a valorização dos professores é relevante, impreterível e inadiável. Nesse contexto deve ser impedido o proselitismo político-ideológico em sua graduação e no exercício do magistério; deve ser rigorosamente exigido excelência no desempenho acadêmico, por ocasião da graduação e, enfatize-se, excelência no desempenho pedagógico; deve ser prevista remuneração com os melhores salários do setor público; e deve ser impedida greve nas faculdades e demais escolas.


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Transformatio in Educatione

Motus operis in universitatibus publicis Paulopolitanis adhuc repercussiones in instrumentis divulgationis habent, cum disputationibus quae ultra postulata discipulorum progrediuntur. Hoc sensu, rationes sicut libertas omnium qui ad portas universitatum accedunt tractari coeperunt.

Opportunum igitur est de solutionibus cogitare quae nos in summis educationis gradibus in mundo collocabunt.

Inter civitates quae Praemium Nobelianum vicerunt, hi laureati notandi sunt: Civitates Foederatae Americae, 425; Unio Europaea, 378; Canada, 25; Australia, 14; India, 11; et Sina, 9. Curiose, Israel, cum tantum circiter 9 millionibus incolarum, 13 laureatos habet. Brasilia, cum 212 millionibus incolarum, 0.75 habet! 

Ben Gurion, cum Civitatem Israelis condidisset, delectum iuvenum ingeniosorum, eorum missionem in Europam et Civitates Foederatas ad gradus magistrales et doctorales adipiscendos, et reditum eorum ad progressum patriae suae liberandum decrevit. 

Regimen militare Brasiliense (recte, regimen militare!...) missionem plurimorum civium e regione agriculturae in Civitates Foederatas decrevit, Embrapa condidit, et maximam transformationem agro-negotii saeculo proximo effecit – hac de causa, Brasilia est maximus exportator 'agro-commoditatum' in mundo. 

Ergo, ad dystopia universitatum nostrarum publicarum solvenda — ita ut decem optimi in mundo accedant, reliqui autem ad illos decem optimos — expedit haec consilia adhibere: 

(i) selectio rectorum ex eis qui consilium universale et efficax ad universitatis suae gradum elevandum proponunt, necnon dimissio eorum qui, ante finem primi anni in officio, proposita definita non attigerunt; 

(ii) selectio professorum iuvenum et ingeniosorum ex variis disciplinis educationis superioris (Medicina, Biologia, Mathematica, Physica, Chemia, et aliis) et missio eorum in terras externas ad transformationes necessarias post reditum praeparandas; 

(iii) aestimatio et praemiorum tributio universitatibus et collegiis; 

(iv) aestimatio et praemiorum tributio professoribus, cum translatione ad alia disciplinis professionalibus eorum qui inter infimos 10% in praedicta aestimatione sunt; et 

(v) alia consilia intra limites prosperae educationis constituta. 

Plane, ii soli qui, propter facultatem cogitandi (ita, haec virtus omnino necessaria est! Vocationem primatum anthropoidarum imaginari non licet!), his propositionibus dissentire possunt, solutiones sine dubio meliores et aptiores afferre possunt ad transformationem patriae incitandam, quae, quamvis ingenti magnitudine territoriali, numero hominum, et opibus naturalibus praedita, aequas opportunitates civibus suis non offert, unde pessimae condiciones vitae in mundus pro bona parte eorum.


Praeterea, aestimatio magistrorum pertinens, necessaria, et differri non potest. In hoc contextu, proselytismus politico-ideologicus in studiis academicis et in exercitio muneris docendi prohibendus est; excellentia in actione academica post graduationem et, quod sublineandum est, excellentia in actione paedagogica rigorose exigenda est; remuneratio cum optimis salariis in sectori publico praestanda est; et operae cessantes in universitatibus aliisque scholis prohibendae sunt.


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Transformation de l'éducation

Les grèves dans les universités publiques de São Paulo continuent de faire écho dans les médias, alimentant des débats qui dépassent le cadre des revendications étudiantes. Dans ce contexte, des questions telles que la liberté d'accès aux portails universitaires pour tous commencent à être abordées.


Il est donc opportun de réfléchir à des solutions qui nous permettront d'atteindre les plus hauts niveaux d'enseignement au monde.

Parmi les pays lauréats du prix Nobel, il convient de souligner les chiffres suivants : États-Unis (425), Union européenne (378), Canada (25), Australie (14), Inde (11) et Chine (9). Curieusement, Israël, avec seulement 9 millions d’habitants environ, compte 13 lauréats. Le Brésil, avec 212 millions d’habitants, n’en compte aucun ! 

Ben Gourion, lors de la fondation de l’État d’Israël, a mis en place un système de sélection de jeunes talents, les envoyant en Europe et aux États-Unis pour y obtenir des masters et des doctorats, puis les laissant revenir contribuer au développement de leur pays. 

Le régime militaire brésilien (oui, le régime militaire !) a, quant à lui, décidé d’envoyer des dizaines de citoyens du secteur agricole aux États-Unis, a fondé Embrapa et a opéré la plus grande transformation de l’agro-industrie du siècle dernier. C’est pourquoi le Brésil est le premier exportateur mondial de produits agroalimentaires. 

Par conséquent, pour remédier à la situation dystopique de nos universités publiques – afin que les dix meilleures se rapprochent des meilleures universités mondiales et que les autres s'en rapprochent –, il est conseillé d'adopter les mesures suivantes : 

(i) la sélection des recteurs parmi ceux qui présentent un plan global et efficace pour rehausser le niveau de leur université, ainsi que la révocation de ceux qui, à la fin de leur première année de mandat, n'ont pas atteint les objectifs fixés ; 

(ii) la sélection de jeunes professeurs talentueux issus de diverses disciplines de l'enseignement supérieur (médecine, biologie, mathématiques, physique, chimie, etc.) et leur envoi à l'étranger afin de préparer les transformations nécessaires à leur retour ; 

(iii) l'évaluation et l'attribution de prix aux universités et aux établissements d'enseignement supérieur ; 

(iv) l'évaluation et l'attribution de prix aux professeurs, avec la réorientation vers d'autres domaines professionnels de ceux qui figurent parmi les 10 % les moins performants lors de l'évaluation susmentionnée ; et 

(v) toute autre mesure établie dans le cadre d'une éducation de qualité. 

De toute évidence, seuls ceux qui, de par leur capacité de réflexion (oui, cette vertu est strictement nécessaire ! Il est impossible d'imaginer la vocation des primates anthropoïdes !), peuvent contester ces propositions, peuvent présenter des solutions incontestablement meilleures et plus appropriées pour déclencher la transformation d'un pays qui, malgré son immense superficie, sa population et ses ressources naturelles, n'offre pas l'égalité des chances à ses citoyens, ce qui se traduit par les pires conditions de vie au monde pour une bonne partie d'entre eux.


Par ailleurs, la valorisation des enseignants est pertinente, essentielle et ne saurait être différée. Dans ce contexte, tout prosélytisme politico-idéologique doit être proscrit durant leurs études et dans l'exercice de leur profession ; l'excellence académique doit être exigée rigoureusement à l'obtention du diplôme et, il convient de le souligner, l'excellence pédagogique ; une rémunération parmi les plus élevées du secteur public doit être garantie ; et les grèves dans les universités et autres établissements scolaires doivent être évitées.


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Transformation in Education

The strikes at São Paulo's public universities continue to have repercussions in the media, with debates that go beyond the students' demands. In this sense, aspects such as the freedom of all who access university portals have begun to be addressed.

It is therefore opportune to think about solutions that will place us at the highest levels of education in the world.

Among the countries that have won the Nobel Prize, it is worth highlighting the following laureates: United States, 425; European Union, 378; Canada, 25; Australia, 14; India, 11; and China, 9. Curiously, Israel, with only about 9 million inhabitants, has 13 laureates. Brazil, with 212 million inhabitants, has zero point zero! 

Ben Gurion, upon founding the State of Israel, determined the selection of talented young people, their sending to Europe and the United States to obtain master's and doctoral degrees, and their return to unleash the progress of their country. 

The Brazilian military regime (that's right, the military regime!...) determined the sending of dozens of citizens from the agricultural sector to the United States, founded Embrapa, and produced the greatest transformation of agribusiness in the last century—for this reason, Brazil is the world's largest exporter of 'agro-commodities'. 

Therefore, to solve the dystopia of our public universities—so that the top 10 approach the best in the world and the rest approach those top 10—it is advisable to adopt the following measures: 

(i) selection of rectors from among those who present a universal and effective plan for raising the level of their university, as well as the dismissal of those who, by the end of their first year in office, have not achieved the defined objectives; 

(ii) selection of young and talented professors from various fields of higher education (Medicine, Biology, Mathematics, Physics, Chemistry, and others) and sending them abroad to prepare for the required transformations upon their return; 

(iii) evaluation and awarding of prizes to universities and colleges; 

(iv) evaluation and awarding of prizes to professors, with the transfer to other professional fields of those who are among the bottom 10% in the aforementioned evaluation; and 

(v) other measures established within the framework of successful education. 

Obviously, only those who, by virtue of their capacity for thought (yes, this virtue is strictly necessary! It is impossible to imagine the vocation of anthropoid primates!), can disagree with these propositions, can present unequivocally better and more suitable solutions to trigger the transformation of a country that, despite its enormous territorial size, population, and natural resources, fails to offer equal opportunities to its citizens, resulting in the worst living conditions in the world for a good portion of them.


Additionally, valuing teachers is relevant, essential, and cannot be postponed. In this context, political-ideological proselytizing must be prevented during their undergraduate studies and in the exercise of their teaching profession; rigorously demanding excellence in academic performance upon graduation and, it should be emphasized, excellence in pedagogical performance; remuneration with the best salaries in the public sector must be provided; and strikes in universities and other schools must be prevented.


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