Postei no Estadão o seguinte comentário contíguo ao artigo “Como se faz um grande País”, de Fernando Schüller:
O articulista Fernando Schüler é um dos mais lúcidos intelectuais brasileiros. Suas proposições estimulam e fomentam a faculdade de pensar. Excelente!
Porém, nada do que ele proponha e transmita pode ter consequência diante de um poder fundamental — o mais fundamental estamento da democracia — que tem sido preenchido por cidadãos que utilizam os jatinhos de insuperáveis marginais, advogam para a súcia que alicerça as organizações delinquentes e, por via de consequência, passam ao largo das exigências de ilibada conduta e notável saber jurídico.
Então, os virtuosos ensinamentos do valoroso Schüler só terão eficácia quando esse problema fundamental estiver equacionado.
Em outubro, que se eleja uma amostra de senadores capazes e com coragem suficiente para cumprir os mandamentos constitucionais de atuar na eliminação dos nefastos que enlameiam a República e a sociedade.
Um leitor replicou minha mensagem de forma grosseira, fazendo referência à suposta ditadura do Supremo Tribunal Federal (STF) e comparando-a com o regime militar de 1964.
A crítica é aceitável e até mesmo desejável, porém, deve estar alicerçada em argumentos e em fatos históricos, de preferência que não possam ser contestados. Minha tréplica é uma tentativa de se enquadrar nessa proposição.
Em relação ao sábio que comparou a suposta ditadura do STF atual com a ditadura do regime militar de 1964, há o que ponderar.
Quem sabe ler, quem conhece história, quem jamais ignora a verdade e, sobretudo, quem aprecia a virtude de pensar sabe que, com todos os vícios que se lhe queiram atribuir — a rigor, eles de fato existiram — o regime militar retirou a Economia do Brasil da 43ª. posição e colocou-a na 8ª. posição (passados 40 anos, o Brasil ainda se equilibra nas proximidades desta posição).
O Banco Central, o BNDES, o FGTS, o PIS, o PASEP, grandes hidrelétricas, a Embratel, a Telebrás, o Funrural, o CNPq, a EMBRAPA (e em consequência, a maior produção agropecuária do mundo) e 43.000 km de rodovias pavimentadas foram implantados e (ou) executados pelo regime militar.
Ademais, assim como ajudou a varrer o socialismo nazista da Europa, os militares brasileiros impediram que seu parceiro hediondo (o socialismo comunista) se implantasse no Brasil.
É doloroso ter que admitir: nenhum cidadão ouve, fala, lê, come, dorme, telefona, assiste TV e se transporta sem uma contribuição fundamental desse regime que alguns (incluindo os corruptos e outros doentes) teimam em vilipendiar.
É imperioso que se tenha a liberdade e a ética para analisar e julgar — apontar vícios e virtudes — com coragem, verdade e decência.
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