terça-feira, 8 de maio de 2018

Sem favorito


ESTADÃO— 8/MAI/2018


A Sra. Eliane Catanhêde publicou no Estadão o artigo “Sem favorito(s)”, em que assevera com ênfase que “Bolsonaro bateu no teto. O resto é o resto e cada um tenta fechar alianças, ganhar uns minutos na TV, montar equipe, articular um esquema de financiamento sólido ...”.


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR


 [Divulgada no campo ‘Comentários’, contíguo ao artigo, no site do Estadão, em 8/Dez/2018]

Quanto à assertiva “Bolsonaro bateu no teto”, de forma simples e objetiva: ele não mente; ignora os que querem conchavos, à moda do PSDB, PT e PMDB et caterva; não corrompe e não se deixa corromper; não promete o que não pode fazer; contraria aqueles que, para se beneficiar, usam os negros, os gays e a forma não razoável de tratar a mulher; e denuncia o absurdo da impunidade descabida dos sistemas responsáveis pela justiça e segurança do Brasil. Então, claramente, ele não bateu no teto, apenas chegou no ponto da trajetória onde os brasileiros sonham em chegar e depois ultrapassar. Simples!


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sábado, 5 de maio de 2018

Resposta ao Sr. Reale Júnior


ESTADÃO — 05/Mai/18


Volta à ditadura pelo voto

Em artigo com esse título, publicado no Estadão, o Sr. Miguel Reale Júnior faz severa e desarrazoada crítica ao regime vigente de 1964 a 1985 no Brasil e assevera que “a nefasta combinação de depressão econômica com a descoberta da corrupção que lavrou no País, atingindo as principais lideranças políticas, provoca, por desinformação, manifestações em favor da volta aos militares ao poder, dando apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro, entusiasta dos métodos da ditadura, com discurso agressivo em prol da repressão violenta.”
O Sr. Reale Júnior chega à peroração ressaltando que “em face desse quadro, qual democrata pode aceitar candidatura presidencial alimentada por tais ideias? Seria a volta piorada da ditadura por via do voto.”


RESPOSTA DESTE (E)LEITOR

Usei-o [o Poder], sim, para salvar as instituições, defender  
o princípio da autoridade, extinguir privilégios, corrigir as
 vacilações do passado e plantar com paciência as sementes
 que farão a grandeza do futuro [...].
(Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco)

Em relação ao artigo “Volta à ditadura pelo voto” (Estadão, 5 de maio, A2), do professor Miguel Reale Júnior, da USP (talvez fosse melhor mencionar professor doutor), praticante de taramelas na Associação Paulista de Letras e ex-Ministro da Justiça, é imperioso que se submeta o texto à possibilidade do contraditório. Afinal, uma autoridade desse naipe falando a verdade ou a falsidade, testemunhando a justiça ou a injustiça, propalando a ética ou a safadeza, nada impactaria em uma sociedade minimamente organizada, mas tem um estratosférico efeito no universo das pessoas que herdaram o país do PSDB e do PT, com índices de corrupção, desemprego, fome e encarceramento de autoridades jamais vistos na História da Humanidade. Ou seja, submerso em uma crise fatídica, genética e originariamente moral. ‘Ah não! A culpa é dos militares’— diria o iluminado professor doutor. Acho que não! Eu diria. Vejamos as razões.
Comecemos pelo início — eu disse começar pelo início, senhor professor doutor! O título sugere que podemos asseverar ‘volta à democracia pelo voto’. Não foi isso que ocorreu no governo ao qual o professor doutor serviu como Ministro? Sim, mas esse governo liderado por quem é considerado um dos maiores intelectuais da história do Brasil, legou para a posteridade um sistema educacional que coloca nosso país entre os piores em que faz sentido realizar essa avaliação (PISA) — os países membros e os países parceiros da OCDE. Sim, mas esse governo permitiu sua continuidade na democracia pelo voto, deixando-se substituir pelos titulares do maior escândalo de corrupção da história da humanidade — ou os próceres dessa façanha estão encarceradas de brincadeirinha no período da democracia pelo voto? Sim, mas o professor doutor sabe, mais do que todos,  que o aprendizado se propaga e o governo a que serviu deu início a um período em que se ‘conquistou’ a reeleição presidencial por processos virtuosos que teve continuidade no Mensalão e no Petrolão. Ou não? Ou tudo é virtude no cérebro face da Lua do professor doutor? ‘Cérebro face da Lua’ é um neologismo para designar aqueles que têm a faculdade de praticar a verdade apenas com os impulsos de um lado da massa cinzenta. Do outro lado, a massa é cinzenta porém desprovida de conexões sinápticas.
Agora vamos pro meio — assim fica fácil; não é senhor professor doutor? Há várias considerações econômicas no exulcerante texto (não omitam ou substituam a palavra adjetivante, ela existe; adjetivante é que não existe), atinentes ao período militar, tais como: “manifestação em favor das eleições diretas e contra a desastrosa política econômica”, “trágica situação econômica”, “profunda carestia, com inflação galopante e redução drástica do PIB”, “inflação maior do que 10% e PIB negativo”. 
O eminente professor doutor se esqueceu de mencionar, em sua titulação, a especialidade em economia. Engano fatal. Até porque se não tivesse essa omissão — no currículo ou na mente — teria mencionado que o período militar tirou a economia brasileira da 48a. para a 8a. posição; criou a EMBRATEL, a TELEBRAS, o INSS, o PIS, o PASEP, a regulamentação do 13o. salário, o BNDES, o Banco Central, o PRO-ÁLCOOL, a EMBRAPA, o FUNRURAL, a Secretaria do Meio Ambiente (origem do Ministério correlato); instituiu o programa merenda escolar, o CNPq, a FINEP; implantou 15 universidades; asfaltou mais de 40.000 quilômetros de estradas; construiu mais de 10 hidrelétricas (inclusive Tucuruí e Itaipu) e 2 polos petroquímicos; elevou a produção petrolífera brasileira de 75.000 para 750.000 barris diários (sim, é isso mesmo; por intermédio da Petrobras, que os governos face da Lua das últimas décadas conspurcaram, enlamearam e tornaram-na vergonha do caráter nacional — corrijo-me: o caráter nacional não é moldado pelos petistas e peemedebistas que estão na jaula e pelos que acrescidos dos peessedebistas ainda serão devidamente encarcerados); multiplicou por uma dezena o número de alunos nas escolas fundamentais e médias e universidades (‘a mais a qualidade do ensino...!’, diria o professor doutor. Ah não! Digo eu. Essa deturpação é responsabilidade da trindade santa, PMDB, PT e PMDB — o senhor participou da criação de quase todos, não é professor doutor?).
Já dá para começar a ir para o fim — por favor, professor doutor (‘prodou’ para ficar mais digerível), não estou asseverando começar do fim! Em realidade, vou começar indagando. O ‘prodou’ sabe o que aconteceu na Rússia nas décadas de 1910 a 1950? Sabe, claro que sabe. O ‘prodou’ sabe o que aconteceu na Alemanha nas décadas de 1930 e 1940? Similarmente, sabe; só não vai admitir que os militares brasileiros ajudaram a extirpar o nazismo do cenário global e impediram a implantação do comunismo no Brasil. O ‘prodou’ sabe o que aconteceu na Colômbia nas décadas de 1970 a 2000? Dúvidas não há; o ‘prodou’ é sabido, mas alguns não. 
Com erro estimado em 10 a 20%, pra mais ou pra menos, o que para a hipótese é razoável, poderíamos estimar em 10 milhões de torturados e mortos na União Soviética (aí incluídos os milhões de assassinatos por fome na Ucrânia), 6 milhões de torturados e mortos na Alemanha (restringindo-se apenas a judeus e assemelhados), 100 mil torturados e mortos na Colômbia (parte da imprensa brasileira divulgou 220 mil sacrificados). Incluir a turma com quem o Mao (que era mau não apenas no nome, mas também na retórica e na ação), Pol Pot e Fidel Castro não prejudicaria a compreensão do demógrafo economista ‘prodou’, mas entediaria os demais leitores.
Tá vendo, já não sei mais onde estou ...! Sim, lembrei! As barbaridades do regime militar brasileiro existiram? Sim. Muitas? Depende. Se levar em conta o que, no século XVII, o que o poeta britânico John Mayra Donne asseverou, é irrelevante se muitas ou poucas. Afinal, “quando alguém se vai, os sinos dobram por todos” (Hemingway apenas copiou Donne, sabiamente!). Que me desculpe o poeta, mas entre os que se foram e os que não foram idos, eu fico com estes. Os russos, os alemães e os colombianos fizeram a opção de lutar continuadamente. 
Os militares brasileiros fizeram a opção de, em pouco tempo, sacrificar uns poucos para que muitos não fossem sacrificados. Fala-se em 450 mortos da parte que queria implantar o comunismo no Brasil. Fico sempre na dúvida se entre estes estão incluídos os que foram justiçados pelos próprios comunistas, isto é, pelos próprios companheiros. É! Eles se mataram também! Fala-se em 120 mortos da parte dos vencedores — quer dizer, os perdedores jamais falam das perdas dos oponentes, não é professor doutor? Retorno à denominação original porque minhas herdeiras, todas menores de 15 anos, afirmaram que a forma neologística desvaloriza o argumento. Fala-se em uns 900 a 1200 torturados, porém mais de 20.000 requereram indenização e tiveram apoio da Comissão que o notável professor doutor se orgulha de ter presidido. Por que o senhor professor doutor não aceitou avaliar também as mortes covardes que o outro lado perpetrou?
Vamos lembrar Bertold Brecht, professor doutor? Ele disse: 
“Quem luta pelo comunismo tem que poder lutar e não lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; prestar serviços e negar serviços; manter a palavra e não cumprir a palavra; .... Quem luta pelo comunismo tem de todas as virtudes apenas uma: a de lutar pelo comunismo”(deixo de citar no original, que li, porque minhas herdeiras lerão e elas ainda não estão habilitadas no idioma). 
Gostou, não é professor doutor! Eu sabia! Pode gostar, mas convém substituir a palavra comunismo por fanatismo, indigência de caráter, etc. Nem precisa ser exaustivo.
Tamos começando a chegar ao fim. Pegar frases soltas do Bolsonaro e construir uma narrativa, como fez o professor doutor, valendo-se da força do meio, o respeitável Estadão, será que é razoável? É, pode ser! Desde que, em conjunto com as frases, fossem colocados, de forma lógica, racional e proba, o contexto e as demais informações essenciais que permitissem (ou não!) que a partir da integridade, da sabedoria e do caráter do formador de opinião, os leitores de boa fé — dentre os quais, ressalvadas as imperfeições da condição humana, me incluo — pudessem certificar e comprovar a assertiva de Brecht; e pudessem continuar aspirando e sonhando com uma Nação e uma sociedade fraterna, solidária e justa, bem como continuar lutando pertinazmente para conquistar esse objetivo; fundamentando a luta na retórica e na prática da verdade, da liberdade e da ética, que são os mais importantes valores para a construção da democracia. Sócrates se contorceria onde se encontra e diria: 
‘Valeu a pena entornar a taça de cicuta sem fazer concessões! Seria uma epopeia edificante para os brasileiros, se fosse em Curitiba. Bom, em Atenas foi uma forma de criar uma civilização e lá seria uma forma de tentar a salvação, sem absorver o conteúdo de outra taça!’, apud apologia concebida por Platão e agora manipulada em Rochedo.
Atenciosamente,
ARS
[Identidade, endereço, e-mail e telefone]

PS. Considero pouco provável que o Estadão divulgará esta mensagem no Fórum de Leitores, como já fizera com uma parcela (menos de 50%) das mais de cem mensagens que enviamos. Porém, tenho a expectativa de que o texto chegue ao autor do artigo que provocou estes comentários.
É preciso que o autor saiba quem sou. Sou nada. Aos 5 anos, meu pai, lavrador semianalfabeto me ensinou uns garranchos. Reclamei que não conseguia fazer as contas no papel, e ele disse que era para fazer de cabeça como ele, pois com o lápis ele não sabia. Aos 5 anos e meio, ele comprou uma enxada pequena e disse que a partir de então eu iria ajudá-lo na roça, nas tarefas da lavoura. Aos 6 anos, ele disse que teríamos uma conversa séria. Eu precisava decidir se queria ter uma vida meio tranquila, ou queria ficar no cabo do guatambu igual a ele, a vida toda. Respondi que queria uma vida tranquila.
Então, ele disse que eu teria que estudar, mas aí teria dois problemas. O primeiro: eu me mudaria para uma pensão na cidade de Rochedo, com seus 900 habitantes, e só veria os pais e os irmãos de uns dois em dois meses. O segundo: ele não podia pagar o valor da mensalidade, então eu deixaria de dormir na cama com colchão que ele fizera com suas próprias mãos, e passaria a dormir na rede, em um corredor da pensão. Nessa condição, a proprietária poderia cobrar a metade do preço, e aí ele poderia pagar. Minha resposta: disse que queria estudar.
Aos sete anos, saí de casa em direção a meu destino, carregando comigo os alicerces de meu caráter e de meus valores — que me permitem olhar com enorme encantamento a atitude de Sócrates, Donne e Brecht (pela integridade deste, a despeito de seu comunismo; a rigor, não tenho detalhes de sua vida, mas nem é necessário, pois haveria o risco de ter que mudar de opinião); e que me possibilitam olhar com enorme tristeza o que os políticos, intelectuais e outros formadores de opinião fazem em nosso maltratado país. Meu posto militar, as graduações e pós-graduações, e várias outras coisas mais, são irrelevantes. 
Para mostrar como um pai e o Exército mudaram a vocação inicial de uma criança — que era passar a vida no cabo do guatambu, trabalhando a terra — e para que não exerça a covardia de me esconder nas mazelas de minha infância, das quais sinto muito orgulho, menciono que sou oficial general da reserva das invictas e imorredouras Forças Armadas brasileiras.

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terça-feira, 17 de abril de 2018

A universalidade Justiça — Poderosos são apanhados, condenados e presos

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VER TAMBÉM

[Clique em uma das expressões acima]
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Um cidadão condenado a 12 anos de prisão por malfeitos na gestão pública afirmou que ele poderia ser preso mas suas ideias não eram encarceráveis. Ele foi colocado em estado de reclusão. Então, fiquemos no campo das ideias, isto é, sem a citação, mesmo episódica e irrelevante, de qualquer nome.

Os correligionários do sentenciado estão buscando de forma pertinaz, em todas as instâncias judiciais possíveis, sua libertação. Essa busca é secundada por ameaças, desmandos e arruaças e de toda ordem e em todas as latitudes brasileiras. Quais as razões de tamanha exasperação?

Evidentemente, que não é pela prisão em si mesma. Afinal, as dimensões das dependências do cárcere são compatíveis com a estatura física e intelectual do paciente (paciente ou meliante? Há a conveniência de usar a terminologia preferencial da Corte Última!). Similarmente, deve ser considerado que nenhum carcereiro se dispôs a alfabetizar o paciente. Por essa razão, não há argumentos para lhe recomendar livros para que o tempo se escoe de forma suportável e útil. 

A lógica indica que os motivos relevantes são a impossibilidade de o paciente ter os seguidores intoxicados habituais para quem possa dirigir sua indigesta verve e a inexistência da garrafinha de água potável — seu consolo é valer-se de simulação com a torneira do lavatório, que requer uma força mental avassaladora para o êxito dessa prática. Resta-lhe a opção de falar com os colchões, com o vaso sanitário e com o vento, quando a meteorologia aceder. Ele não pode nem mesmo falar para si próprio diante do espelho — seria aterrorizante dialogar com um meliante contumaz. Enfim, esgotou-se o tempo da ingenuidade, da utopia, da falsidade e do engano.

Formulo essas provocações pensando e refletindo de forma otimista e grandiosa. Pela primeira vez, na história do Brasil, vivenciamos a universalidade do sistema judicial. Nessa extraordinária inflexão, a realidade se associa à retórica e todos passam a ser iguais perante a lei. Os poderosos e os despossuídos são considerados, avaliados, julgados e, se for o caso, condenados, em conformidade com os mesmos paradigmas. O País, a Nação, as instituições e a sociedade deixam o estágio hesitante do pós-nascedouro para ingressar na juventude, que marca o início da maturidade. O primeiro passo é essencial e obrigatório em qualquer jornada evolutiva e constitui-se em indicador inequívoco do acerto do rumo a ser seguido. Adicionalmente, é lamentável ter um paciente nessas circunstâncias, mas já que ele não pode ser eliminado ou esquecido, assimilemos a auspiciosa lição de sua existência.

 

 

2 e 30 Out 2022 — Eleições presidenciais de 1º. e 2º. turnos

Tudo o que escrevi em 2018 caiu no esquecimento. O povo brasileiro elegeu presidente da República um ex-honesto, ex-corrupto, ex-condenado e ex-presidiário.

 

 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Ex-Presidente 'Lula' surrenders


NEW YORK TIMES — 07/Abr/2028


Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term [excerpt]
By Manuela Andreoni,Ernesto Londoñoand Shasta Darlington

CURITIBA, Brazil — After vowing for months that a conviction on corruption charges would not stand in the way of his bid for a third term as Brazil’s leader, former President Luiz Inácio Lula da Silva surrendered to the police on Saturday evening to begin serving a 12-year sentence.
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A few hundred supporters wearing the Workers’ Party trademark red chanted to the beat of drums “Free Lula,” and sang a jingle from his first presidential campaign in 1989.
A smaller group of critics of the former president, meanwhile, beat pots and pans as they chanted: “Lula, you thief, your place is in prison.”




RESPOSTA DESTE (E)LEITOR



New York Times
Dear Sir or Madam
New York Times
Prezado Sr. ou Sra.
In the article “Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term”(New York Times, April 7, 2018), the journalists Londoño, Darlington, Andreoni and Moriconi [1] made an apology of former president Luis Lula da Silva. After reading the text, the reader who doesn’t know the brazilian reality will think that Mr da Silva is a genius and the brazilian judiciary system is formed by malign organizations and dishonest persons. So let’s give New York Times readers the vision embraced by most part of brazilian people.
No artigo “Ex-Presidente ‘Lula’ do Brasil se entrega para cumprir sentença de 12 anos de prisão” (New York Times, de 7 de abril de 2018), os jornalistas Londoño, Darlington, Andreoni and Moriconi [1] fizeram a apologia do ex-presidente Luis Lula da Silva. Depois de ler o texto, o leitor que não conhece a realidade brasileira vai pensar que o Sr da Silva é um prodígio e o sistema judiciário é formado por organizações e pessoas desonestas. Então permitam-me oferecer aos leitores do New York Times a visão da maioria do povo brasileiro sobre essa questão.
As a matter of fact, Mr. da Silva helped found a transformational leftist party (Workers Party) that produced the biggest brazilian history case of corruption and corrrelate crimes, and, in addition, it is the biggest political and economic scandal of humanity history. To confirm this assertion it’s imperative to emphasize that the following authorities ou citizens were prosecuted and jailed for corruption and robbery: three financial managers of Workers Party, two presidents of Workers Party; the leader of Senate and the leader of House of Representatives of Workers Party government; três former ministers of Workers Party; and the owner, the CEO and the managing directors of the 5 biggest brazilian company which had contract with the Workers Party government.
Na realidade, o Sr. Lula ajudou a fundar um partido esquerdista transformador (Partido dos Trabalhadores) que produziu o maior empreendimento de corrupção e crimes correlatos da história do Brasil, e que, adicionalmente, é o maior escândalo político e econômico da história da humanidade. Para confirma essa assertiva, é imperioso enfatizar que as seguintes autoridades e empresários foram julgados, condenados e encarcerados por corrupção e roubo: três tesoureiros do PT, dois presidentes do PT, os líderes do governo do PT no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, três ex-ministros do governo do PT; e o proprietário, o CEO e os diretores executivos das 5 maiores empresas que tinham contrato com o governo do PT.
Contrarily to what was published the policy of Mr. da Silva extended the country’s steep inequality to levels never reached in history. Actually people could enroll in universities, but without merit. So, some students who are among the best of their generation are precluded to access the superior level of education; on the other hand, a lot of students give up the university for not following what teachers teach; people could buy cars and homes, but many of them became debt outlaw. And what about 13 millions of unemployed workers at the end of Mr. da Silva era? Including unemployed workers wifes or husbands and son and/or daughters, more than 20 million people live without salary — is there any inequality worst than that?
Contrariamente ao que foi publicado, a política do Sr Lula ampliou a desigualdade social para níveis jamais alcançados na história. De fato, os jovens tiveram o acesso à universidade ampliado, mas sem a condição de mérito, que de um lado, impede que muitos dentre os melhores de sua geração sejam impedidos de ascender ao nível superior, e de outro, muitos estudantes estão abandonando a universidade porque não conseguem acompanhar o que está sendo ensinado; muitas pessoas passaram a comprar carro e casa própria, mas muitos tornaram-se devedores e inadimplentes. E o que dizer dos 13 milhões de desempregados ao término da era do Sr. Lula? Incluindo as esposas, maridos e filhos e/ou filhas de desempregados, mais de 20 milhões de pessoas vivem sem salário — por acaso existe desequilíbrio pior que esse?
Concerning the condition of an effective diplomatic mediator abroad, this is true. Inspired by Gramsci and Fidel Castro, he founded the “Foro de São Paulo” with the goal of conquering the power without war — should you remember that thanks the orientation of that “Foro ...”, the leftists won presidential elections in Brazil, Bolivia, Equador, Argentina e Venezuela? Mr. da Silva had full and privileged access to the head of government of Cuba, Venezuela, Equator, North Korea and others countries, including some of the worst dictatorships in Africa.
No que diz respeito à propalada condição de eficaz mediador diplomático em política externa, isso é verdade. Inspirado em Gramsci e Fidel Castro, o Sr. Lula fundou o “Foro de São Paulo”, com o objetivo da conquista do poder, sem luta armada — não deve ser esquecido que graças a aquele “Foro ....”, os esquerdistas ganharam eleições presidenciais no Brasil, Bolívia, Equador, Argentina e Venezuela. Ademais, o Sr. Lula teve acesso privilegiado e pleno aos chefes de governo de Cuba, Venezuela, Equador, Coreia do Norte e de outros países, incluindo algumas da piores ditaduras da África.
His conviction wasn’t a small chapter in the annals of Operation Car Wash (Operação Lava Jato). Breaking the biggest brazilian company, Petrobras, and using the public resources of bank BNDES to provide billionaire loans to tiranic countries are the biggest chapter in the annals of Car Wash.
Sua condenação não foi o alegado pequeno capítulo no processo da Operação Lava Jato. Quebrar a maior empresa brasileira, a Petrobras, e usar recursos públicos do banco BNDES para conceder empréstimos bilionários para países tirânicos são os maiores capítulos do processo da Operação Lava Jato.
The group of critics of former president who chanted ‘Lula, you thief, your place is in prison’ isn’t smaller than that of his supporters. Most part of brazilians are critics of him, and chant or support the singers.
O grupo de críticos do ex-presidente Lula que cantam ‘Lula ladrão, seu lugar é na prisão’ não é um grupo menor do que o grupo de seus apoiadores. A maior parte dos brasileiros são críticos dele e cantam ou apoiam os cantores.
Most part of brazilian people don’t agree that his imprisonment is a tragic end of an era that had bought enormous hope and pride to Brazil. Because of the unequivocal reasons exposed in this message, associating those kind of sentments to brazilians is a fatal error — actually, it is a tragic end of an era that had brought enormous poorness, disharmony, anger and shame to Brazil.
A maior parte do povo brasileiro não concorda que seu encarceramento é o trágico fim de uma era que trouxe enorme esperança e orgulho para o Brasil. Em face dos argumentos inequívocos expostos nesta mensagem, associar esses sentimentos à maioria de brasileiros é um engano fatal — em realidade, é um trágico fim de uma era que trouxe enorme pobreza, desarmonia, raiva e vergonha para o Brasil.
Indeed, it seems that Londoño et al are blind and deaf but they have a magical brain power that allow them to see and to hear only the information transmited by members of brazilian Workers Party — who pray by the comunist bible, that according Bertold Brecht states [2]: “Who fights for communism must be able to fight and not fight; to speak the truth and not to speak the truth; to perform services and not perform services; to keep promises and not to keep promises; to go into danger and to keep out of danger; to be recognizable and not to be recognizable. Who fights for communism, has only one of all the virtues: that he fights for communism.”.
Com certeza, parece que Londoño et al são cegos e surdos mas tem um mágico poder cerebral que lhes permite ver e ouvir somente as informações transmitidas pelos integrantes do PT — que rezam pela cartilha comunista, que de acordo com Bertold Brecht ensina [2]: “Quem luta pelo comunismo deve ser capaz de lutar e de não lutar; expressar a verdade e não expressar a verdade; realizar serviços e não realizar serviço; manter a palavra e não manter a palavra; enfrentar o perigo e não enfrentar o perigo; ser identificável e não ser identificável. Quem luta pelo comunismo, tem somente uma dentre todas a virtudes: a de lutar pelo comunismo.”
For sure, transmiting inconsistent information and based in the miopy of brazilian segments, nowadays minoritory will not contribute for increasing the admiration and respect of people for americans; and to decrease the smaller group of people who hate them, in Brazil and all over the world as well. 
Evidentemente, não é transmitindo informações contraditórias e baseadas na miopia de segmentos brasileiros, agora minoritários, que se contribui para o aumento da admiração e o respeito das pessoas pelo povo americano; e, similarmente, para a redução da quantidade daqueles que os odeiam.
New York Times and its readers — americans and all other rational biped citizens of the world — deserve the right information, never disconected of truth, freedom and ethics, the strong support of democracy; and, for extension, in accordance with solidarity, decency and justice.
Best regards,
ARS

O New York Times e seus leitores — americanos e todos os demais cidadãos bípedes e racionais do mundo — merecem a informação correta, jamais desconectada da verdade, liberdade e ética, fundamentos básicos da democracia; e, por extensão, em conformidade com a solidariedade, decência e justiça.
Atenciosamente,
ARS

[1] Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term, New York Times, April 7th, 2018, by Ernesto Londoño, Shasta Darlington, Manuela Andreoni and Lis Moriconi.
[2] The Jewish Wife and Other Short Plays – The Measures Taken, pág. 82, by Bertolt Brecht, 1965.


[1] Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term, New York Times, April 7th, 2018, byErnesto Londoño, Shasta Darlington, Manuela Andreoni and Lis Moriconi
[2] The Jewish Wife and Other Short Plays – The Measures Taken, pág. 82, by Bertolt Brecht, 1965.


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sábado, 31 de março de 2018

O Contragolpe de 1964 e o AI-5


É papel inalienável do historiador relatar os fatos históricos e interpretá-los na forma devida para que na posteridade todos — e em especial os jovens — recebam herança adequada. Muito se tem escrito sobre a adoção do Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968. É oportuno pois rever causas determinantes, remotas ou próximas, sobretudo com foco naquelas patrocinadas pelos comunistas brasileiros, objetivando a implantação do País da ditadura do proletariado; e, frequentemente, justificadas com a alegação de combate à ditadura militar. Ei-las: 
üa preparação para a guerrilha de Xambioá, entre 1964 e 1968, quando vários dentre os dezoito militantes comunistas que haviam passado por treinamento militar na China, se estabeleceram no Araguaia, para iniciar um movimento guerrilheiro; 
üo surgimento em 1964, no meio universitário da cidade de Niterói, do “Movimento Revolucionário Oito de Outubro” (MR-8), em memória da captura e assassinato na Bolívia, em 8 de outubro de 1967, de Che Guevara;
üa formação em 1966, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), a partir da união de dissidentes da “Política Operária” (POLOP) com remanescentes do “Movimento Nacionalista Revolucionário”(MNR), com a finalidade de empreender ações de guerrilha; 
üo atentado de 25 de julho de 1966, no aeroporto de Guararapes em Recife, perpetrado pelos comunistas, com o objetivo de assassinar o General Costa e Silva, que se encontrava em campanha pela eleição à Presidência da República, e que ceifou a vida do jornalista Edson Registou de Carvalho e do Vice Almirante Nelson Gomes Fernandes; 
üa divulgação do texto “Algumas Questões Sobre as Guerrilhas no Brasil”, elaborado em outubro de 1967, em Havana, Cuba, por Carlos Marighella, no qual afirma que “Esta contribuição teórica e prática da revolução cubana ao marxismo-leninismo elevou a um plano inteiramente novo a guerrilha, colocando-a na ordem-do-dia por toda a parte, em especial na América Latina”;
üo surgimento, em 1967, da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização estruturada para a prática da guerrilha urbana; e
üo ataque terrorista desencadeado em 26 de junho de 1968, contra o Quartel General do IIº Exército, no Ibirapuera, em São Paulo, e que matou o soldado Mário Kozel Filho.
Por evidente, os fatos históricos ora citados são ignorados, omitidos e apagados da memória por aqueles que tratam do dramático período de 1968. Os livros adotados nas escolas — para mais de 6 milhões de alunos no ensino médio, dentre as 46 milhões de matrículas no ensino básico — deixam de transmitir aspectos essenciais, como as causas que geraram o AI-5, mencionadas neste texto. Por que?
Para desempenhar seu papel, os historiadores devem estar fora do universo dos analfabetos funcionais, dos doentes ideológicos ou dos que prezam a má fé como paradigma existencial. Do contrário, jamais transmitirão a ideia ontológica de que o “objetivo fundamental do ser humano é a paz e a harmonia, tendo como instrumento a democracia, que por seu turno é alicerçada na liberdade, na verdade, na coragem e na ética”.
E por último e fundamental: a sociedade brasileira clama por mudança. A fraude, a falsidade e a corrupção receberam um duro golpe em 2018. A esperança, a fé e o otimismo entraram na agenda social e política. Todos precisam se conscientizar desses novos tempos em que cidadãos, contribuintes e eleitores estão imergindo.


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mudança para a vanguarda

Na surpreendente nota “Retrocesso institucional” (Estadão de 28 de fevereiro), é apresentada uma condenação à nomeação de um cidadão, militar da reserva, para o cargo de Ministro da Defesa.
Seria o caso de inferir que um médico poderia ter restrições para ocupar o cargo de Ministro da Saúde; um economista para o cargo de Ministro da Fazenda; ou um advogado para o cargo de Ministro da Justiça — raciocínio estrábico, diria o sábio. 
Na sinuosa nota, poder-se-ia concluir que Eisenhower, De Gaulle e Churchill, por serem militares, não poderiam sequer terem se apresentado como candidatos ao cargo máximo de seus respectivos países. 
Na obtusa nota, faltou ao autor dizer que, similarmente ao que ocorrera na Grécia antiga, há a urgente necessidade de se incluir na Constituição um artigo que defina o conceito de cidadão; em parágrafos subsequentes, sejam definidos quais cargos somente os cidadãos podem ocupar; e, evidentemente, quais seres humanos adultos preenchem as condições para serem considerados cidadãos. 
É razoável também lembrar que a apologia à obra do Sr. Fernando Henrique Cardoso, contida na nota, deveria ser acompanhada do esclarecimento de seu papel na adoção da reeleição, bem como na eleição do Sr. Lula e, por extensão, da Sra. Dilma. É razoável não esquecer que a carta do general romano a seu irmão Cícero e inúmeros outros fatos históricos — que no Brasil desaguaram no sucesso da adoção da reeleição —, são antecedentes animadores das crises do Mensalão e do Petrolão. Por oportuno, a carta para Cícero orientava, há dois milênios, como realizar tramoias para ser eleito senador e sobreviver na política.
Abstenho-me de analisar a origem da inconveniência com que é tratada uma classe de cidadãos. Na democracia, cada um tem a liberdade de expressar sua verdade, mesmo que esta decorra de lógica desarrazoada — os integrantes do Estadão sabem o que é isso! 
O essencial é analisar as causas das mazelas do Brasil e do povo brasileiro. Quando alguém do maior e melhor jornal do País tenta formar opiniões dessa maneira, tem-se um inequívoco indicador das mazelas: corrupção e desrespeito ao bem público; indigência na educação, saúde e segurança; estilo e qualidade insatisfatórias dos políticos; e versão distorcida da história concebida pelos professores doutores na academia — para citar apenas uma amostra do universo.
Há solução: outubro está chegando! “Só a mudança é permanente!” (Heráclito 400 a. C.).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Coragem, honestidade e verdade


CORREIO BRAZILIENSE — 20/Fev/2017


Precisamos falar sobre Bolsonaro
Leonardo Cavalcanti

[No texto, o Sr. Cavalcanti propõe debate sobre o provável candidato Bolsonaro, mas induz o leitor a pensar que os oponentes do candidato são certos e os demais errados].




RESPOSTA DESTE (E)LEITOR



[Mensagem divulgada na coluna Sr Redator, do Correio Brasiliense de 22/2/2017]
O artigo “Precisamos falar sobre Bolsonaro”, do senhor Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense de 20 de fevereiro) analisa os possíveis candidatos da eleição presidencial de 2018. Nesse sentido, é oportuno asseverar que o texto contém uma virtude: a proposição de debate sobre o provável candidato Bolsonaro; e um vício: a assertiva de que os oponentes do Bolsonaro são sábios e os demais são idiotas. 
De um lado, o senhor Cavalcanti se despoja dos erros dos adversários do senhor Trump — a mídia, os intelectuais e os democratas americanos asseveravam que ele perderia inapelavelmente; de outro, ele abraça-os com inexplicável inconformismo — de forma similar ao que ocorreu no vizinho do norte, atribuindo a outros todos os defeitos possíveis. 
Por oportuno, é razoável asseverar que constitui engano fatal alguém pensar que está sempre certo e os oponentes inequivocamente errados. Ademais, repetir erro já cometido não é prova de lucidez
Por último e fundamentalmente importante, é fácil inferir que, no deserto de ética e honestidade da política brasileira, basta a um político ter coragem, não se deixar corromper e falar a verdade, para ganhar a eleição presidencial de 2018. É essa a práxis do Bolsonaro?


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