sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Notas de exame de Medicina

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O Ministério da Educação (MEC) decidiu divulgar na segunda-feira, 19 de janeiro, os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), com a consequente aplicação de sanções às instituições que apresentarem resultados indigentes.

Em consequência a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) está tentando barrar na Justiça a divulgação dos resultados sob a alegação de que “a divulgação dos conceitos e aplicação de sanções traz ‘riscos de danos irreparáveis aos aluno e às instituições de ensino superior.’ ”

A ANUP está pedindo também que o governo não adote “qualquer sanção a partir da nota do ENAMED e que fosse determinado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) a implementação de ajustes no exame.”

Como leitor, postei o comentário apresentado a seguir, no jornal Estadão, junto ao artigo “Notas de exame de Medicina preocupam faculdades e associação tenta para barrar divulgação na Justiça”.

 

A questão é simples: cursos de Medicina ruins existem, porém estão querendo impedir a comprovação de que eles existem. Afora essa avaliação, é imperioso que se estude e divulgue a quantidade de pessoas mortas em face de erros médicos e, adicionalmente, identifique-se a faculdade onde os desqualificados se formaram.

Afora a questão ética — não a ética covarde, mas a ética em favor dos cidadãos [que são] pacientes —, é preciso coragem para enfrentar a decisão pela adesão à melhoria da formação médica.

Medicina não deve ser negócio para ganhar dinheiro. A rigor, deve ser compromisso com a construção de mundo melhor por meio de uma profissão nobre e virtuosa.

 

 


 





 

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