sábado, 1 de agosto de 2026

Filme “Odisseia” - 8 – [The Times of Israel]

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‘The Odissey versus Tanakh

The rabbi Benjamin Resnick published an excellent article in the newspaper The Times of Israel titled “What I Learned Watching the Movie ‘The Odyssey’ in Tel Aviv” in which he draws a comparison between the goals of the characters in Homer’s ‘The Odyssey’ and those found in the Jewish holy scripture, the ‘Tanakh’.

Mr. Resnick declares:

“it is indeed remarkable — and not to be taken for granted — that stories written thousands of years ago, whether in Hebrew or Greek or Sanskrit, can still speak to us and inspire great art. But whereas The Odyssey remains an object of fascination, the Tanakh is both an object of fascination and of passionate devotion. It is possible that Helen’s face once launched a thousand ships. It is certain the unfinished journey of Abraham still guides billions of lives — the lives of Jews, of course, and many others. Why? What distinguishes the Tanakh from many other ancient epics, giving it not only the power to inspire but also the power to command?”

And he tries to answer this question saying:

“unlike Homeric epics, Tanakh stories demand midrash to fill in the gaps. They are not written with exhaustive specificity, and they are not told in order to astound, entertain or beguile. They are told to be generative and to give their readers a chance to uncover deep truths that the stories themselves only gesture towards. They are not arguments or expositions, but offerings to the imagination. They are odysseys of interpretation, questioning, reading and endless re-reading. And so they finally attain the immortality for which lesser heroes die searching.”


Now, my vision about Nolan’s movie:

There are so many distortions in Mr. Nolan’s ‘The Odyssey’ that the film ought to bear a different name. My suggestion is ‘The Nolaney’.

While a director is free to do whatever strikes his fancy, he has no right to appropriate one of the greatest works of world literature and impose modifications upon it—to the point where those lacking the privilege of a high level of cultural literacy (especially the young) come to admire Nolan’s work as if it were Homer’s.

Let it be clear, then: freedom—a fundamental human attribute—was exercised in the film ‘The Odyssey’ in an inappropriate manner, reminiscent of the tactics of a dishonest organization. An exaggeration? No! After all, tarnishing a universal masterpiece corrupts education and fundamental human values. In short, the film runs counter to the pillars of freedom, truth, and ethics.

Instead of watching the film, a wise teacher would recommend reading the book ‘The Odyssey’ and other works by the Greek author.

After reading Mr. Benjamin Resnick’s article, that wise professor would certainly recommend also reading the article “What I Learned Watching ‘The Odyssey’ in Tel Aviv.” Forget Mr. Nolan’s film.


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‘A Odisseia’ versus Tanakh

O rabino Benjamin Resnick escreveu o excelente artigo “O que eu aprendi assistindo ao filme ‘A Odisseia’ em Telaviv”, onde faz uma comparação entre os objetivos dos personagens do livro ‘A Odisseia’, de Homero, e a Bíblia sagrada dos judeus, o Tanakh.


O Sr Resnick afirma o seguinte:

“É realmente notável — e não deve ser dado como certo — que histórias escritas há milhares de anos, seja em hebraico, grego ou sânscrito, ainda possam falar-nos e inspirar grande arte. Mas enquanto a Odisséia continua sendo um objeto de fascínio, o Tanakh é ao mesmo tempo um objeto de fascínio e de devoção apaixonada. É possível que o rosto de Helena já tenha lançado mil navios. É certo que a jornada inacabada de Abraão ainda guia milhares de milhões de vidas – as vidas dos judeus, claro, e de muitas outras. Por que? O que distingue o Tanakh de muitos outros épicos antigos, dando-lhe não apenas o poder de inspirar, mas também o poder de comandar?


E ele tenta responder a essa indagação afirmando:

“Ao contrário das epopeias homéricas, as histórias do Tanakh exigem a emoção e o sentimento para preencher as lacunas constatadas no texto bíblico. Elas não são escritas com especificidade exaustiva, nem são narradas com o intuito de assombrar, entreter ou fascinar. São contadas para serem geradoras de sentido e para oferecer aos leitores a oportunidade de descobrir verdades profundas que as próprias histórias apenas sugerem. Não são argumentos ou exposições, mas sim ofertas à imaginação. São odisseias de interpretação, questionamento, leitura e releitura incessante. E, assim, alcançam finalmente a imortalidade que heróis menores morrem tentando encontrar.”


Agora, a minha visão sobre o filme do Sr. Nolan!

Há tantas distorções em 'A Odisseia' do Sr. Nolan que o filme deveria ter um nome diferente. Minha sugestão é 'A Nolaneia'.

Embora um diretor seja livre para fazer o que lhe der na telha, ele não tem o direito de se apropriar de uma das maiores obras da literatura mundial e impor modificações a ela — a ponto de aqueles que não têm o privilégio de um alto nível de alfabetização cultural (especialmente os jovens) passarem a admirar a obra de Nolan como se fosse a de Homero.

Que fique claro, então: a liberdade — um atributo humano fundamental — foi exercida no filme 'Odisseia' de maneira inadequada, lembrando as táticas de uma organização desonesta. Um exagero? Não! Afinal, macular uma obra-prima universal corrompe a educação e os valores humanos fundamentais. Em suma, o filme vai contra os pilares da liberdade, da verdade e da ética.

Em vez de assistir ao filme, um professor sábio recomendaria a leitura do livro 'A Odisseia' e de outras obras do autor grego.

Após ler o artigo do Sr. Benjamin Resnick, o sábio professor certamente recomendaria ler também o artigo “O que eu aprendi assistindo ao filme ‘A Odisseia’ em Telaviv.” Esqueça o filme do Sr. Nolan.


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Nota.

O Tanakh (ou Tanach) é a Bíblia Hebraica, o livro sagrado do judaísmo, formado por três partes: Torá (A Lei), Nevi'im (Os Profetas) e Ketuvim (Os Escritos). A palavra é uma sigla criada com as letras iniciais dessas três divisões em hebraico.

As Três Partes do Tanakh

– Torá (A Lei):

–> Os cinco primeiros livros (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

–> Contém a história inicial do mundo e as leis dadas a Moisés.

– Nevi'im (Os Profetas):

–> Livros históricos e proféticos como Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías e Jeremias.

–> Mostram a trajetória e as mensagens espirituais do povo de Israel.

– Ketuvim (Os Escritos):

–> Textos poéticos, históricos e filosóficos como Salmos, Provérbios, Jó e Daniel.

–> Reúnem orações, sabedoria de vida e cânticos sagrados.

Relação com a Bíblia Cristã

O conteúdo do Tanakh é basicamente o mesmo do Antigo Testamento das Bíblias cristãs, mas a ordem dos livros é diferente e ele não inclui o Novo Testamento.

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Atributos do morador do Palácio Alvorada

Em entrevista para o jornalista Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, o presidente Luís Inácio Lula da Silva fez uma série de reclamações relativas ao Palácio da Alvorada, enfatizando que “a residência oficial da presidência é ‘desagradável’ e até ‘desumana’ ”.

Postei junto ao artigo do Estadão que divulgou a notícia, o comentário apresentado a seguir.


O Palácio Alvorada se destina à moradia de quem:

– gosta de trabalhar;

– pratica a verdade;

– abomina a corrupção;

– possui familiares que não se valem do poder para usufruir benesses ou para enriquecimento;

– dá prioridade para educação, saúde, segurança e infraestrutura (nessa ordem);

– condena qualquer ditadura;

– estabelece relações diplomáticas eficazes com os países vizinhos;

– apoia incondicionalmente as atividades produtivas;

– defende a aplicação rigorosa da justiça para os integrantes de organizações criminosas;

– age na busca de igualdade de oportunidade para todos;

– prega e age pelo respeito a todos cidadãos, independentemente de raça, cor, gênero, origem, ideologia e outras diferenças; 

– não reclama enquanto o poder público não resolver o problema de 100 milhões de brasileiros não dispõem de esgoto sanitário; e

– vale-se em todas as circunstâncias de liberdade, verdade e ética.

Enfim, o Palácio da Alvorada deve acolher aqueles que labutam pela construção de um mundo melhor para o ser humano.


Ademais, acrescentei um comentário adicional.


Por óbvio, essas proposições deveriam fazer parte do discurso dos candidatos à Presidência da República.

Lamentavelmente, nenhum deles está tratando desses assuntos.


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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Chamar o ladrão de “ladrão” não é crime

O Deputado Federal Van Hatten foi processado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por chamar o presidente Lula de “ladrão”. A Justiça rejeitou o pedido de indenização e condenou o PT ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.


Para alguns, a verdade e virtude, para outros é dor. Para alguns, a verdade é prevalência de ação sublime, para outros é de ação causadora de vergonha descarada. 

De qualquer sorte, a justiça corrobora e valida a virtude dos saudáveis, bem como a dor e a vergonha dos doentes. 

Ademais, chamar alguém pelo adjetivo de sua faculdade vocacionada e preferida não é crime. Crime é valer-se dessa faculdade para pensar, refletir e agir. Crime é abandonar o bom senso, a razão e a lógica para usufruir dos frutos podres da semeadura e da colheita. 

Mesmo aqueles que tem distopia no cérebro, tem capacidade de entender tudo o que ora foi professado, sem qualquer ofensa ou agressão.


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Filme “A Odisseia” – 7

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Apologia de Homero e falsificação de Nolan

Em relação ao filme ‘A Odisseia’, até mesmo uma excelente análise no que diz respeito à excelência da obra-prima de Homero, incorre no erro de colocar o filme homônimo no mesmo patamar do sábio grego. 

Foi isso que aconteceu na matéria “ ‘A Odisseia’: entre a fidelidade a Homero e o espírito do nosso tempo”, publicado por Franklin Ferreira, no jornal Gazeta do Povo.


O artigo é uma brilhante apologia da obra universal de Homero e tentativa de elevar o autor de uma falsificação artística a um patamar que ele sequer contempla.

Por que Nolan não tentou projetar sua suposta visão sábia com uma obra de sua criatividade? Por que se apoiar no gênio alheio, universal e fantástico para fazê-lo? Os grandes vilões se tornaram famosos com o produto de outrem! Nolan se inclui nessa amostra. 

Para a juventude (ao menos uma parcela), é uma pena tomar conhecimento da Odisseia dessa maneira!


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terça-feira, 28 de julho de 2026

Livro sobre o tempo passado na prisão

O psicólogo João Giffoni permaneceu preso durante 7 meses porque participou das manifestações de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Nesse período, ele colecionou anotações sobre o dia a dia e, especialmente, sobre o trabalho que ele fez em apoio àqueles que passaram pelas agruras da prisão completamente fora dos parâmetros judiciais previstos na legislação. 

Ao ser libertado, ele lançou o livro "Cruzando a tempestade do 8 de janeiro", uma coletânea de “documentos, relatos do cárcere, cartas e reflexões sobre sofrimento e fé”.

O lançamento de seu épico livro foi noticiado no jornal Gazeta do Povo, por intermédio do artigo “Psicólogo preso no 8/1 escreve livro em embalagens de suco relatando o que viveu”, da jornalista Raquel Derevecki.


Parabéns, Raquel!

Seu artigo permite identificar a qualificação intelectual, ética e saúde dos leitores (poucos) que se opõem ao magnífico trabalho e ao esclarecedor livro do João Giffoni. 

Seria interessante que o Giffoni tentasse fazer um trabalho de recuperação psicológica dos que se lhe opõem. Aí ele escreveria outro livro mostrando a impossibilidade de cura dessa turma. Trata-se de insuficiência cerebral — vide o nacional-socialismo e o socialismo real e os 12% de assassinatos da população dos países onde exerceram o poder. Então, o Giffoni concluiria que se trata de doença perigosa e incurável.


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Diplomacia Brasil-Paraguai

Alliana versus Lula

Em visita à empresa Avibras Aeroco, em Jacareí-SP, no dia 24 de junho, referindo-se à guerra travada entre o Brasil e o Paraguai, no período 1964 e 1870, o presidente Luís Lula da Silva fez declaração que foi considerada afronta no país vizinho. O Sr. Lula afirmou que “nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos”.

Em retaliação, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, respondeu o comentário feito pelo presidente brasileiro, declarando que “a Guerra Guasú [nome que os paraguaios deram ao conflito] deixou nosso país em ruínas; nos reerguemos com coragem de ferro e fortaleza titânica. Devemos falar desse episódio com franqueza histórica. Foi um capítulo vergonhoso, orquestrado por meio de um tratado funesto para destroçar nossa nação. Essa guerra, que massacrou nossas crianças, incendiou hospitais e saqueou Assunção, enluta nossa memória.”

Ademais, o vice-presidente Alliana acrescentou que “estamos trabalhando para o futuro, mas a devolução do canhão El Cristiano, dos arquivos e das relíquias históricas pelo Brasil poderia servir como um gesto de fraternidade para ajudar a reparar esse passado.”


[O Sr. Lula] terá que devolver tudo o que foi levado no Mensalão, Petrolão, Lava-Jatão, Vorcarão e demais conflitos de corrupção, como um gesto de respeito com o povo brasileiro. 

Terá que devolver os responsáveis para as penitenciárias [e ele próprio seguir junto!], como um gesto de homenagem à senhora que está presa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque pintou com batom a estátua da Justiça.

Então, aí o Brasil poderá devolver o canhão, como um gesto de fidalguia diplomática com o povo paraguaio. A ética, a justiça e a história agradecerão.


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domingo, 26 de julho de 2026

Filme “A Odisseia” - 6

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Nolaneia, Mensalão, Petrolão et al

Conquanto provavelmente seja minoria, analistas há que se posicionam contra a obra ‘A Odisseia’, de Cristopher Nolan. Sem ser intelectual ou analista qualificado de obras-primas universais de literatura e de obras da sétima arte, alio-me àqueles que se posicionam contra as distorções inseridas na monumental obra de Homero.


Ainda bem que a humanidade teve (tem!) Homero.

Imaginem se só tivesse Nolan!

É como se a humanidade só tivesse vício e nenhuma virtude!

Agora, uma coisa é certa: o caboclo é espertalhão; conseguiu fazer o mundo debater a sua figura, quando deveríamos estar debatendo Homero.

Bom, cada indivíduo produz riqueza da forma como seu talento permite. As penitenciárias estão repletas daqueles que tentaram. Poucos têm a qualificação de produzir Nolaneia, Mensalão, Petrolão, Lava-Jatão, Masterzão e ficar do lado de fora.


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