A pesquisa eleitoral desencadeada pelo instituo Ipsos/Ipec revela que a gestão do presidente Luiz Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), é mal avaliada em todas as áreas de atuação do governo.
O que não dá para entender é que uma boa parcela das pesquisas indica que o presidente Lula está à frente do principal oponente, o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL).
É preciso atenção para o resultado das pesquisas de opinião. Seria uma forma de tentativa de influir no resultado das eleições?
Da mesma forma que na maioria das últimas eleições, na maioria dos países democráticos, as pesquisas errarão na eleição presidencial de outubro. Façam suas apostas nos erros dos institutos de pesquisa. Não pode mais ser surpresa.
Uma coisa é absolutamente certa: quem é contra a corrupção votará contra o Partido dos Trabalhadores (PT), fonte dos maiores escândalos da história; por outro lado, quem gosta, apoia e defende a corrupção votará nos candidatos do PT. Essas proposições não são resultado de pesquisa; são constatações decorrentes da observação da realidade vivenciada em nosso rico, mas maltratado País.
É claro que isso depende da urna eletrônica. Convém lembrar que dentre cerca de 40 países que utilizam sistema eleitoral com urna eletrônica, somente 3 não usam o voto impresso: Butão, Bangladesh e Brasil. Bom, o sistema eleitoral brasileiro com urna eletrônica sem voto impresso é o único no mundo isento de falhas.
Claro, esse é mais um aspecto virtuoso que oferecemos para os demais países. Precisamos dar aula para os sistemas bancários e de serviço secreto do planeta — e, de resto, para os institutos de pesquisa — uma vez que os sistemas computacionais deles não são isentos de falhas; de vez em quando, algum hacker os invade e apronta muita confusão.
Pra roteiro de comédia ou de tragédia,.... é melhor deixar pra lá!
O leitor Hamilton Otávio postou um comentário crítico à atual conjuntura e, sobretudo, ao atual governo. Destaco o seguinte parágrafo:
“É preciso reconhecer que só um governo comprometido com a justiça social, com o fim das castas que se locupletam no Tesouro, com o fim da grande (absurda) evasão de divisas (lucros das multinacionais, remessas de brasileiros ao exterior, pagamentos de royalties etc), pode acabar com a bagunça venal que tomou conta das Instituições e Poderes da República, em especial do STF, que não passa de antro de malfeitores e mafiosos.”
Concordando com o Hamilton, aduzi algo que uma boa parcela dos analistas está deixando de lado!
Excelentes observações! Acrescentaria que a solução para que países cheguem ao desenvolvimento democrático (como
França, Estados Unidos, Itália e outros) depende de 3 fatores: conflitos, intelectuais e estadistas. Os conflitos são o ponto de inflexão e de partida, pois dizimam a maioria dos líderes hediondos; os intelectuais pensam e criam soluções para os problemas que causaram os conflitos; os estadistas desencadeiam as soluções propostas pelos intelectuais.
A indagação fundamental: temos esses três fatores? Sem o ponto de inflexão, alguém vai confiar e acreditar em intelectuais e estadistas que têm prevalecido (Gilmar, Dino, Zanin,..., Lula et al)?
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