Em entrevista para o jornalista Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, o presidente Luís Inácio Lula da Silva fez uma série de reclamações relativas ao Palácio da Alvorada, enfatizando que “a residência oficial da presidência é ‘desagradável’ e até ‘desumana’ ”.
Postei junto ao artigo do Estadão que divulgou a notícia, o comentário apresentado a seguir.
O Palácio Alvorada se destina à moradia de quem:
– gosta de trabalhar;
– pratica a verdade;
– abomina a corrupção;
– possui familiares que não se valem do poder para usufruir benesses ou para enriquecimento;
– dá prioridade para educação, saúde, segurança e infraestrutura (nessa ordem);
– condena qualquer ditadura;
– estabelece relações diplomáticas eficazes com os países vizinhos;
– apoia incondicionalmente as atividades produtivas;
– defende a aplicação rigorosa da justiça para os integrantes de organizações criminosas;
– age na busca de igualdade de oportunidade para todos;
– prega e age pelo respeito a todos cidadãos, independentemente de raça, cor, gênero, origem, ideologia e outras diferenças;
– não reclama enquanto o poder público não resolver o problema de 100 milhões de brasileiros não dispõem de esgoto sanitário; e
– vale-se em todas as circunstâncias de liberdade, verdade e ética.
Enfim, o Palácio da Alvorada deve acolher aqueles que labutam pela construção de um mundo melhor para o ser humano.
Ademais, acrescentei um comentário adicional.
Por óbvio, essas proposições deveriam fazer parte do discurso dos candidatos à Presidência da República.
Lamentavelmente, nenhum deles está tratando desses assuntos.
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